“O que venha a ser o poema (a obra) de Almandrade em nossa atualidade?”


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Acredito que a poesia de Almandrade (Antonio Luiz M. Andrade) atravessou o tempo, a poesia vanguardista, que por sua vez transforma-se em imagem; poesia completamente arquitetada com uma grande maestria.
  Cabe a geração futura, (a geração de hoje também, porque não esta distante de ser analisado, e estudado os poemas de Almandrade, “a juventude”, pequenos poetas tem de beber um pouco da poesia deste poeta, arquiteto, etc), a poesia busca o novo, vive a buscar o novo, porque a poesia transforma-se, e o poeta acompanha toda a transformação, e quem ler os poemas de Almandrade transforma-se, entra na geometria das palavras, viaja no tempo, por entre o compasso.
Ler as poesias de Almandrade é como voar em poemas de poetas como Mario de Andrade, mas numa forma bem ligeira, poemas curtos, que retrata o tempo, é como ler poemas de Leminsk, e buscar o sentido das palavras, e a significação de cada, é como ler poemas de Oswalde de Andrade, e viajar no tempo é como ler poemas de Thiago de Mello, é como ler poemas de Carlos Drummond de Andrade, dentre muitos outros poetas.
  O que questiono e muito com relação aos poetas de nossa atualidade, escritores, etc, é lerem poemas de outros poetas, é acompanharem também a escrita de outros poetas, e principalmente os que estão vivos, não deixando de ler também “os que perambulam em nossa volta”, e vivem sempre a ressuscitarem, sempre a serem homenageado, pelo “legado” que tem deixado.
   Leio os poemas de Almandrade, não só os poema como a imagem, e a obra, e encontro na escrita exatamente a obra, todo o circulo, toda a forma, toda a espessura, e indico para aqueles que buscam escrever lapidar a palavra, até virar um diamante, uma joia rara, para os olhos daqueles que gostam de ler poesia, para aqueles que conhecem as palavras, o crítico tem que ler poemas de Almandrade, tem que ler a nossa geração, e toda a geração passada, para irem se reconhecendo na escrita, mesmo não escrevendo.
   Um dos poemas de Almandrade que vem a chamar muito a minha atenção é este poema: “Precárias formas /escondidas no gelo / para evitar / o predomínio do tempo / sombras sem resposta / o pormenor da voz / pede permissão / para pertencer / à transparência.” Que o poeta seja visto, que a escrita seja lida, que a poesia seja valorizada, com o longo do tempo, que sejamos prestigiadores da escrita, que sejamos poetas leitores, assim como escritor.
Almandrade também tem a sua importância em nossa literatura, e ainda vive vive tanto na escrita quanto em vida, assim como Ferreira Gullar e tantos outros poetas.

 

   Esta foto marca a minha presença na 3ª Bienal da Bahia, no meu lado esquerdo encontra-se uma das obras de Almandrade:
Valter Bitencourt Júnior

Publicado por Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, poeta e escritor brasileiro.

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