Exercício


Subi a ladeira
Desci a ladeira
Subi a ladeira
Desci a ladeira
Salvador, Bahia, Brasil
Faz bem ao coração.
E assim subo ladeiras,
Desço ladeiras,
Entro em becos
Saiu de becos,
Subo ladeira
Desço ladeira
E em cada esquina
Uma música
Um reggae
Um rap
Um funk
Um pagode
Um samba

E vou seguindo
Subindo ladeira
Descendo ladeira
Entrando em uma esquina
Saindo em outra.
Salvador, Bahia, Brasil
Pulsa em meu coração.
Pertenço
A Bahia.

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Um mar revolto


Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte se segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos “poderes”
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho preça de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elemento
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.

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Por toda minha dor


Por toda minha dor, livro da autoria do escritor paranaense Achel Tinoco hoje residente e radicado na Bahia, trás uma história muito bonita de uma mulher guerreira chamada Zoraide Maia Ribeiro, com uma nota do autor, onde ele se coloca para esboçar um pouco dobre a sua entrevista.

Achel Tinoco por sua vez escreve o livro não com uma voz masculina e sim feminina ou seja com a fala de Zoraide, que conta a história, o livro não foi feito como uma entrevista envolvendo perguntas e respostas, na verdade ele escreveu tudo o que ela tem relatado, assim construindo toda a história de Zoraide, desde a infância, suas fragilidades, traquinagem… E é o que torna o livro pra lá de interessante.

Não é um livro cansativo de ler, um livro prático para leitura, compreensível e super manuseável, não esboça longos parágrafos.

Zoraide nasceu no Ceará-Mirin, na região do Mato Grande, até os 4 anos de idade e depois passou a morar no Senhor do Bomfim, aqui na Bahia, assim diz o livro: “Nasci na pequena Ceará-Mirim, a terra dos verdes canaviais, como era conhecida, a 33 quilômetros de Natal, na região do Mato Grande (…)” um pouco mais adiante: ” Vivi naquela cidade até os quatro anos, quando os meus pais decidiram se mudar para a distante Senhor do Bomfim, na Bahia.”

Neste livro encontramos algumas descrições, e quem narra a história por sua vez é a própria Zoraide,  este livro transforma-se em literatura, um romance, de dor e sofrimento, sintomas de doenças, diagnósticos, quimioterapia, e um epilogo dessa vez relatado pelo próprio autor do livro.

Para desvendar mais somente indo na busca do livro, e aqui alguns links que tenho encontrado para efetuar compra deste livro:

Garimpo Literário: http://garimpoeditorial.com/index.php/produto/por-toda-minha-dor/

Google Books: https://books.google.com.br/books/about/POR_TODA_MINHA_DOR.html?id=xjlgvgAACAAJ&redir_esc=y&hl=pt-BR

Livraria Folha: http://livraria.folha.com.br/livros/generos-literarios/toda-dor-achel-tinoco-1318331.html

 

Estante virtual: https://www.estantevirtual.com.br/b/achel-tinoco/por-toda-minha-dor/3081113813

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Desvario


O amor vermelho
Tem muitos segredos
E o pássaro preto a voar
Nuvens brancas e azuis
Casas pintadas de luz
Eis a vida não há quem diga
Que beleza flutua meu bem
Algodão voando
Quero aprender a ler
Os segredos do destino
O cão vadio
E não há regras
Pra quem ama
E coração preso
Quer ser solto
Como um pavio
Não pega fogo
Quando assobia
O tempo marcha
Em outras direções.
No baile
Na regra
Um mundo na régua
Conserva
A lei
Quem manda
É feroz
E perde-se a palavra
Quem dizer a verdade
Será expulso do paraíso
E viverá na terra
Pra toda vida.

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Dois dedos de prosa


Alguns anos atrás tenho escrito que os jovens não andam mais de bicicletas para se deslocar de um lado a outro, muitos trocaram a bicicleta por moto, verdade, principalmente nos interiores da Bahia, eu tenho percebido isso junto com  pessoas, quando fui em um campo de futebol e vi várias motos espalhadas para tudo que é canto, não apenas quando fui para este campo de futebol, mas também quando fui na padaria, quando fui em alguns bar, a juventude hoje em dia andam de moto, não apenas a  juventude como também algumas crianças de uma determinada idade, mesmo que as leis não aceite, muitos pais permitem que algumas crianças não somente aprenda a andar de moto como também se  deslocar de um lugar a outro.

A tecnologia é algo engraçado, falando em moto também tenho muito a falar do celular, hoje em dia raramente se ver uma criança brincando com seus brinquedos, carrinhos, muitos querem um aparelho celular, um tablet ou até  mesmo computador (entre a gente aqui, vai chegar um dia que as pessoas não vão mais usar o computador, muito menos tablet e notebook, até porque com apenas um pequeno aparelho celular já se pode fazer tudo). Apenas não substitui ainda as redes de televisão e o rádio, é claro que existe hoje em dia vários tipos de aparelhagem de som, e o que vem sendo tocado nas festas são os “paredões”, são poucos que querem ouvir a música para si mesmo.

Humildade


A quem viveu pra toda vida

Dando em si todo respeito

A dignidade de um ser

A outro, é o que tem

De ser preservado.

Existe princípios da vida:

Caráter, personalidade,

Lealdade, dignidade.

Preservar cada princípio

E ser verdadeiro

Para os outros, e para

Consigo mesmo.

Viver e saber cada valor

Valorizar-se a si mesmo.

Amar e entregar-se a vida

Beber da fonte do conhecimento,

Sair do salto, e andar

Descalço com maestria.

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Fazendo mudanças


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Estou fazendo algumas mudanças em todos os meus blogs, não apenas neste blog da WordPress como também no blog da Tumblr, Bolblog, Blogspot (blogue que por minha vez sempre tenho como principal, quem sabe coloque este como um dos principais, até porque eu tenho excluído um dos principais blogs da Blogspot), aos meus leitores buscarei oferecer o melhor e retornarei mais firme do que antes. Pois bem, a escrita é nada mais nada menos que uma forma de lapidação constante, assim busco muitas das vezes fazer com meus blogs.

Poesia, texto, crônica, romance, contos… tudo isso vai fazer parte deste blog também, assim como críticas e ensaios, livros, imagens e muito mais. Nestes dias também terei de ter paciência, pra poder colocar em dias cada trabalho que envolve a literatura, que envolve a arte e a cultura.

Que nasça novas pessoas com essa visão de divulgar a escrita, de divulgar o que poucas pessoas pode terem acesso.

Agradeço a atenção de todos, e não deixem de forma maneira de acompanhar as futuras publicações, um grande abraço, do Valter.