A vida


Meu amor acordou de braços abertos
E eu abracei-me, sem mais
E nem menos. Meu amor
Assobiou em minha audição,
E me fez respirar o aroma
Das flores – Carpe Diem!
Sorri para as árvores.
Distante as crianças
Brincavam na praça,
Senhores de idade se balançavam
Na balança e se declaravam
Um para o outro:
“- Eu te amo!”
“- Não mais o quanto
Eu amo você”,
Eu caminhei apaixonado,
O cachorro vinha sorridente,
E eu com medo feito bobo,
Descobrir que os cachorros
São amigos.
Os jovens namoram através
Das redes sociais,
E eu passei com o meu amor
As folhas ganharam formas,
O branco ganhava cor,
E foi se tornando em obra,
Nunca pensei que um dia
Iria admirar o meu amor,
Meu amor resolveu zombar
De mim, não vivo mais
Sem o meu amor.

O meu amor, eu vi, e sempre
Vejo ao olhar no espelho.

Publicado por Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, poeta e escritor brasileiro.

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