Transformam Pessoas em Psicopatas


O sistema corrompe o ser, e faz uso do próprio ser para se manter, nem sempre o que o ser propaga é  o que de ele quer. Muitas das vezes somos subordinados a ponto de defender o sistema com unhas e dentes.

Quando a gente fala da ditadura militar temos de irmos para aquela época, e por fim quem sabe fazer uma comparação da época que passou para os dias atuais. Os ditadores sabiam fazer uso da palavra como uma forma de fazer com que  as pessoas acreditassem neles, usavam a mídia como uma forma de propaganda pessoal e de manipulação. Todo ditador quer mostrar uma boa imagem de si, mesmo que ele destrua milhares de pessoas por dia, o ditador é fascista por esse motivo e muitos outros, e sempre quer mostrar-se muitas das vezes como se fosse um patriota que prega o bem e os valores da sociedade como um todo.

O sistema visa oprimir todos aqueles que vão contra ele, logo nos transforma em empregados, trabalhamos e sustentamos o sistema, pagamos o imposto, como se fosse uma  obrigação nossa, quanto “cidadão”. A lógica de muitos, é: “se eu trabalho para o governo, eu tenho de obedecer as ordens do governo, muitas das vezes aceitando ser explorado por ele”, logo somos pagos também para propagar uma boa imagem do governo. O sistema brinca com a nossa necessidade, de trabalhar para comprar o que precisa…  E na ditadura militar as pessoas tinham uma única opção muitas das vezes, a de falar bem dos seus governantes tiranos, muitos aprendiam a obedecer ordens desde de cedo, e esse foi um dos problemas da ditadura militar, muitos recebiam ordens e cumpriam, mesmo sabendo que não era certo, o sistema também transforma pessoas em psicopatas.

Generais da época da ditadura transformavam pessoas em psicopatas, e muitos se diziam patriotas e nacionalistas, e diziam defender a patria e toda a nação, se um soldado tinha de obedecer a ordem de um general para executar uma pessoa, mesmo que ele quisesse preservar a própria vida ou quem sabe o emprego nas forças armadas, ele estava se transformando em um psicopata, e o general tinha todo esse poder, e até hoje o que tem de ser preservado nas forças armadas é  a hierarquia, cada um obedece o outro de acordo com as suas funções, muitas das vezes sendo até mesmo leal ao seu comandante, mesmo que ele seja um canalha.

A luta era pelos direitos trabalhistas, pela liberdade de expressão, contra o preconceito e o autoritarismo do Estado, e isso levou também o desaparecimento e a morte de muita gente. Até nos dias atuais, àqueles que lutam contra o sistema é tido como marginais, jogam o povo um contra o outro, marginalizam protestos e manifestações. Pagam duas vezes a mais aos policiais para que eles desarticulem os manifestantes, muitas das vezes fazendo uso do cacetete, bomba de efeito moral, gás lacrimogêneo, bala de borracha… Ah, e cada ação também custa dinheiro, cada bomba de efeito moral, cada gás lacrimogênio, cada bala de borracha – tudo isso custou dinheiro, o dinheiro do imposto que os manifestantes pagam (parece brincadeira).

E até nos dias atuais, vemos governantes querendo mostrar uma boa imagem, fazendo propaganda de que estamos numa maravilha, quando na verdade não estamos, é o que o Michel Temer fez, ele dizia em outros países que a economia no Brasil vai bem, desviou dinheiro que seria investido para a saúde pública, para fazer propagandas políticas dele, como uma forma de mostrar a sociedade que vem fazendo algo por ela, assim manipulando todos, através de propaganda nas redes de televisão, rádio e até mesmo nas redes sociais. O governo no tempo da ditadura militar, também eram psicopatas, não por terem expulsado e matado muita gente nessa época, e sim pelas falsas propagandas que faziam, escondendo a realidade, não considero a mídia psicopata, considero a mídia como um veículo para governantes, mentirem e enganarem o povo, um veículo aberto para psicopatas, sabemos que a mídia também tem a sua importância (o que não se pode ser descartado).

Separam a sociedade, criam partidos, um de um lado e outro em outro. Uns defendem a liberdade e outros a prisão. O sistema também radicaliza as pessoas, venda os olhos dela, e faz com que ela se torne dependente do próprio sistema, dos governantes, e tudo que circula por sua volta, criamos o nosso próprio monstro muitas das vezes.

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Autor: Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, blogueiro, streamer/influencer, poeta e escritor brasileiro.

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