Uma Pequena Visão Sobre o Texto “Os Perigos De Um Estado Marxista”, Da Autoria de Michael Bakunin


    Incrível quando lemos um texto de anos e anos atrás, na verdade de séculos e séculos atrás, e vemos que o texto continua super atual, e Bakunin fez excelentes críticas ao Estado, em especial ao Marx. A destruição da solidariedade da espécie humana, e a negação da mesma pelo Estado, assim sendo o Eatado, “supremo e absoluto”. Ou seja, “(…) sendo o Estado objeto supremo, tudo o que possa contribuir para o aumento dos seus poderes é bom e tudo que se opuser, mesmo que seja a melhor das causas, é mau(…)”, logo conseguidos vê o supremo (Estado) e o absoluto (na obrigação de aceitação do Estado), assim nascendo o patriotismo.

     Logo engendo o motivo de Bakunin dizer que “Para o Estado é natural destruir a solidariedade da espécie humana e dessa forma negar a humanidade”(…). Ele dá a continuidade no segundo parágrafo, falando mais sobre essa questão, em cada uma das passagens cabe uma reflexão, “(…)Todo o Estado deve ser inspirado e orientado por uma moral especial, adaptada às condições particulares de sua existêcia, uma moral que é a negação de toda a ética humana e universal. E o Estado deve assegurar-se de que todos os seus súditos são inspirados – em pensamentos e, sobretudo, em atos – apenas pelos princípios dessa moral patriótica e particular, permanecendo surdos aos ensinamentoss da moral puramente humana ou universal(…)”.

   Bakunin, fala também sobre a necessidade da “censura” que o Estado tem de aplicar. Mas não é sobre o que quero trazer no momento. E é uma questão também atual, onde ele fala sobre a espionagem do estado, e que até o Marx também infiltrou os agentes secretos dele em toda as regiões da Internacional, sobretudo na Itália, frança e Espanha.

   E Bakunin estava certo, em dizer “(…) Talvez já não haja mais uma classe privilegiada como tal, mas haverá um governo e, deixem-me enfatizá-lo, um governo extremamente complexo, que não se contentará em governar e conduzir as massas politicamente, como fazem agora todos os governos, mas passará a orientá-las também economicamente (…)”, e é o que vem acontecendo, e Bakunin prossegue “concentrando em suas  mãos a produção e a “justa divisão da riqueza, da agricultura, da criação e desenvolvimento das fábricas, a organização e exploração do comércio e, sobretudo, a aplicação do capital para a produção, que será feita por um único banqueiro – o Estado”. E de fato é o que vem acontecendo, nas cobranças de imposto, na decisão de quanto cada cidadão tem de receber por ano, o Estado que decide.

images (3).jpeg

Publicado por Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, poeta e escritor brasileiro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: