Lados podres que escondem debaixo do tapete, que se forem retirados fede tudo


   Quando fiz parte de um projeto social, no Batalhão da Policia Militar da Bahia, eu gostava de algo chamado “ordem unida”, até porque eu via nisso algo chamado disciplina. Em um único comando a gente obedecia ao mesmo tempo: “cobrir”, “firme”, “descançar”, “sentido”, “direita – volver”, “meia volta – volver”… A gente tinha de obedecer o comando dos nossos instrutores, e dever obediência a cada. Assim é a polícia, eles devem obediência aos seus superiores, seguindo assim uma hierarquia, soldado, sargento… Ambos são subordinados para obedecer ordens, principalmente as ordens do Estado.

   Para que querem uma escola militar para toda a sociedade? Para a sociedade aprender a obedecer ordens dos seus superiores, como uma forma de educação, assim respeitando os senhores governantes, e todos aqueles que se dizem superiores a sociedade. obedecer o que o Estado quer implantar como um “bem familiar”, pagar o imposto de cada dia, e se possível não reclamar do pouco que recebe (transformar a sociedade em patriota e nacionalista).

    No projeto, descobrir que existe tudo que é tipo de polícia, e o que não falta é gente que não vale um centavo; aplaudo o projeto pela sua ação social, que tinha a finalidade de ajudar pessoas carentes e necessitadas do bairro, e por minha vez deixo minhas indignações aos que tentaram se aproveitar desse projeto como uma forma de tirar proveito, e muitos conseguiram.

   Um projeto social que o próprio Estado destruiu, e parte da polícia  ajudou para que ele não fosse levado adiante, alegando que aquela área não era um ambiente para crianças e jovens. Um assunto muito polêmico é a “desmilitarização”, onde a polícia militar ganha outras funções, que é a de fazer trabalhos sociais, criar projetos de reforço escolar, prática esportiva, futebol, capoeira, karatê, artesanato… algo que o Estado não quer, porque a polícia é a defesa do próprio Estado, diante a sociedade o Estado é a quem a polícia mais defende, por eles serem subordinados ao Estado.

   Quem fornece armas para os “marginais” é o próprio Estado, armas desviadas pelo próprio Estado, para o tráfico, o Estado maginaliza para depois mandar prender e matar. No projeto social eu pude ver uma polícia corrupta também, que desviava alimentos de mercados e empresas do bairro em nome do projeto, deviavam até dinheiro que seria para comprar novos fardamentos para as crianças e jovens. E quem não se encontrava nesse meio, tinha de calar a boca, nem toda polícia denuncia polícia, porque a polícia também tem medo de polícia, e tudo vai do cargo e do conhecimento de cada  um, lados podres que escondem debaixo do tapete, que se forem retirados fede tudo.

     Quero ver é investirem nas escolas, em projetos sociais, em ONGs, o governo tem o prazer de acabar com as ONGs, nem todos tem condições de tirar um CNPJ, são poucos que conseguem manter o CNPJ em dias. Oferecer a sociedade uma instrução pública onde todos possam ter o direito de acesso ao conhecimento na melhor forma possível, sem separação. E falando em CNPJ, essa é uma das grandes formas de acabar com os projetos sociais, até porque para pedir patrocínio, o projeto necessita de um CNPJ, caso contrário vai passar por diversas dificuldades, e o Estado é o primeiro a deixar as ONGs na mão. Muitos não tem saída a não ser fechar as portas.

    Tem polícia boa também, iniciei falando sobre a “ordem unida”, através da “ordem unida”, descobrimos a forma de cada comandante ser, alguns buscam o respeito implantando o medo, e outros buscam o respeito, respeitando e sendo educado, na forma de falar e comandar. Muitos  passaram por várias dificuldades na vida, alguns querem descontar nos demais o que já passou ao entrar na polícia militar. Para alguns por causa de um “todos pagam”, para outros “cada um tem de pagar pelos seus proprios erros”, não seria justo que outra pessoa pague pelo meu erro, ou que eu pague pelos erros dos outros. Logo faço também uma análise a minha própria escrita, e por minha vez parabenizo a polícia que busca fazer um trabalho sério, e da mesma forma que parabenizo posso deixar de parabenizar, por um seguinte fato, porque a polícia ao longo do tempo vai aprendendo a obedecer ordem, se sujeitando muitas das vezes a fazer o que não quer, por um salário miserável, esse é um trabalho que podemos chamar de “sacana”, porque recebem pouco, e muitas das vezes oprime aqueles que lutam por um salário melhor, jogando bomba de efeito moral, atirando bala de borracha, metendo o cacetete…

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Publicado por Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, poeta e escritor brasileiro.

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