A Literatura Também Vem da Periferia


Todos tem a sede de mudança, e a literatura assim como a arte e a cultura faz uma grande diferença na periferia. Na periferia também tem poetas, escritores e artistas de diversas áreas, muitas das vezes desvalorizados e marginalizado. Valorizar a cultura e a arte de um país é valorizar todo um povo que vive nele. E tudo começa a partir de um local, assim germinando para outro.

A Flipelô, por sua vez vem fazendo a diferença nesse sentido, em apresentar a cultura e a arte de um povo que anda pelas vielas de Salvador, apresentando sua arte, suas palavras e até mesmo grandes composições.

Diante ao perigo, a violência que assola não apenas o Pelourinho, como também todo o território brasileiro e  mundo afora, consigo vê diversos artistas, muitas obras de artes, artesanatos, compositores cantores cantando ao vivo, sarais de poesia, pessoas de cultura e grande valor também, desvalorizada e marginalizada pelo Estado e também por parte da sociedade.

Projetos como este tem essa finalidade, de resgatar a cultura e a arte do seu povo, de valorizar mais o local, e atrair todos por esse caminho, necessário, de suma importância para a nossa sociedade.

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Nélida Piñon Recebe o Título de Dama Sereníssima Del Albariño


   Vamos parabenizar a Nélida Piñon, uma das nossas grandes escritoras brasileiras, acadêmica, que vem fazendo uma belíssima história nos meios literários.

Segue publicação da Academia Brasileira de Letras, através da página do  Facebook, link da publicação: https://www.facebook.com/138222919521160/posts/2447491045260991/

Acadêmica Nélida Piñon recebe, do Presidente da Galícia, Alberto Feijóo, o título de Dama Sereníssima del Albariño.
A escritora brasileira, de origem galega, foi homenageada em Cambadas, Espanha, na Província de Pontevedra, comunidade autônoma da Galícia.

Saiba mais: https://goo.gl/wAZyT3

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O Estado Educa Metendo o Cacete: Professores da Rede de Ensino Municipal São Agredidos Pela Polícia Municipal


   A opressão começa  pelo corte do salário, assim fazendo com que o profissional não tenha outra alternativa, a não ser voltar ao trabalho. Eles cortam o salário do profissional, e muitas das vezes coloca a greve como ilegal, assim aplicando uma multa nos sindicatos, que váriam muitas das vezes  de 50 mil à 100 mil reais. Quando início falando sobre isso, não é exatamente o que vem  acontecendo na greve dos professores da rede municipal neste exato momento, é o que acontece nas greves feitas por profissionais em diversas áreas  trabalhistas, e que não vai demorar a acontecer, com a greve dos professores da rede municipal.

   A desvalorização da instrução pública não vem de agora, quando o professor protesta e faz manifestações por melhorias salariais, ele é recebido com gás lacrimogêneo, bala de borracha e cacetete, tanto os professores da rede  municipal quanto os professores da rede estadual. E hoje, aqui em Salvador, não foi diferente, professores da rede municipal foram agredidos pela polícia municipal. O Estado opressor educa com porrada, porque ele não está nem ai para a sociedade, o Estado quer impor obediência, fazendo com que o profissional se contente com o pouco que recebe.

    Nos impõem o medo, e essa  é  a face do Estado opressor, onde a polícia defende os seus carrascos, polícia essa  que recebe um salário miserável para oprimir profissionais, que reivindicam os seus  direitos. E infelizmente a polícia não tem apenas  o papel de defender a sociedade, e sim, em defender o Estado, e é isso, eles são subordinados principalmente para defender o Estado, e não à sociedade, marginalizada pelo Estado e por ela mesma.

   E não estamos num país democrático, democracia é uma palavra bonita, que apenas vem existindo em nome. A Constituição deve muito a sociedade, porque leis são criadas para punir principalmente os que pouco tem e os que nada tem. Quem estiver duvidando que leia a Constituição, que também verá, que nela muito se foi escrito,  e muitos dos direitos que favorecem  a sociedade,  apenas   se encontram no papel.

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O Político Não é Meu, O Político Não é Seu

O político não me pertence
O político não lhe pertence.
O político não é meu
O político não é seu.
Abre a mente!


O político não me pertence
O político não lhe pertence.
O político não é meu
O político não é seu.
Abre a mente!
Ele sabe falar,
Ele tem lábia,
Ele nos enrola
Na fala.
Estamos cegos.
Precisamos acordar!
O político não é meu
O político não é seu.
O político não lhe pertence
O político não me pertentece.
Ele faz e nos enrola,
Ele não faz e nos enrola.
Política partidária
É jogo de xadrez,
Somos piões nessa
História, a briga
É entre gigantes.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Nesse jogo somos
Marionetes,
Conduzido pelo Estado,
Massacrados pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
A sociedade em si é autonoma,
Controlada pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Por que não desconstruir
Essa farça?

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Da Mesma Forma Que a Marielle Franco Foi Vítima do Estado a Juliane Duarte Também Foi


De forma maneira temos de fazer uso de um acontecimento para diminuir o outro, e é o que muitos vem fazendo hoje em dia. A mídia da mesma forma que vem falando sobre o caso Marielle Franco, também vem falando sobre o caso Juliane Duarte, e mesmo que não falasse, sabemos que ambas foram vítimas do sistema que vivemos.

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Não importa a posição política, é o que a sociedade precisa saber, tanto a direita, quanto a esquerda são vítimas do sistema, do sistema que marginaliza e mata. Da mesma forma  que a família da Marielle Franco sofre com a morte dela, a família de Juliane Duarte também sofre, o que não podemos fazer é achar que tudo isso é normal. A família do motorista Anderson também sofre, milhares de família sofre, com a perda de amigos, colegas, vizinhos, familiares… É a luta do sistema contra o tráfico.

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Gosto da música “Haiti”, da autoria do Caetano Veloso e Gilberto Gil, fala exatamente o que vem acontecendo em nossa sociedade, para quem não lembra segue a letra da música Haiti, da autoria do Caetano Veloso e Gilberto Gil:

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados

E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.

Para muitos “bandido bom é bandido morto”, para muitos é melhor matar do que legalizar. E enquanto isso morre pessoas que não tem nada a ver, como exemplo a Marielle Franco e a Juliane Duarte, e milhares de pessoas, pais e mães de família, crianças, adolescentes, adultos e senhores de idade.

O Estado que mata, também é criminoso, é o que a sociedade tem que saber, hoje em dia pessoas matam mais pessoas do que as drogas. O Estado cria a falsa ilusão de defesa social, o Estado paga dizendo nos proteger, mas a proteção maior é do próprio Estado, e por nossa vez somos subordinados pelo Estado para mantê-lo de pé, somos jogados um contra o outro.

Que lutemos contra acontecimentos como esse, sem diminuir um caso através do outro, não importa lado, todos são ser humano.

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