Google Faz Homenagem a Carlos Drummond de Andrade


Hoje eu acordei, abri as redes sociais, e resolvi fazer algumas pesquisas na Google, e vi uma grande homenagem ao mestre Carlos Drummond de Andrade. Carlos Drummond de Andrade, nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 31 de outubro de 1902 e faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de agosto de 1987. Seu livro de estreia foi publicada em 1930, com o titulo Alguma Poesia. Suas principais obras são A Rosa do Povo, Sentimento do Mundo, Claro Enigma. Carlos Drummond de Andrade, fez parte do movimento literário Modernismo.

Uma das poesias de Carlos Drummond de Andrade, que muito tem causado polêmica nos meios literários foi a poesia “No meio do Caminho“:

No meio do caminho tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
tinha uma pedra 
no meio do caminho tinha uma pedra. 

Nunca me esquecerei desse acontecimento 
na vida de minhas retinas tão fatigadas. 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho 
tinha uma pedra 
tinha uma pedra no meio do caminho 
no meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drummond de Andrade

Google homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade.

74 Anos: Lula Continua Nos Surpreendendo


Se a gente voltar ao tempo, algo que muita gente em épocas atrás jamais imaginária, é que um dia um operário e sindicalista iria assumir a presidência do nosso país. O Lula, é um homem de história, um homem que também muito tem lutado para conseguir vencer na vida. Mas, não é sobre isso que eu quero abordar no momento.

Eu quero parabenizo o ex-presidente Lula, não apenas por hoje ser o aniversário dele ou por uma questão política que eu vou parabenizá-lo, mas pelo exemplo de ser humano que ele veio demonstrando ser.

Tentando provar a própria inocência, o Lula conseguiu mostrar o quanto ele é mérito de respeito, assim ganhando mais ainda o carinho e o amor de milhares de pessoas.

Acredito que a palavra de Lula que vai ficar para a história é:

“Não troco minha dignidade pela minha liberdade.” – Luiz Inácio Lula da Silva


Sua camisa preta
Não tem a constelação
Bem que deveria ter,
Mas, não tem…
Dentro do seu ser
Contém estrela,
E toda a beleza.
Não tema o destino
Que está dentro de você.
Transmite o que se
tem por dentro…
Sem medo, e
Transborda toda a imaginação.
Sua unha gigantesca
A sua camisa preta
Não contém estrela,
Mas você acredita no destino?
Em seu corpo contém o universo,
O livro da vida está dentro de você,
Usa a cabeça, vá em frente
mesmo que o mundo tenha inveja de você,
Uma pequena parcela lhe apoiará.
Contém uma estrela em sua frente
Segue-a sem temer
A estrela marca todo o seu destino…
Sua camisa preta
Marca a escuridão,
Mas a estrela está dentro de você.

Minha fé


Minha fé? Minha fé continua viva!
Beber da fonte? Bebo das fontes!
E assim vivo a vida, como ela deve ser,
Crer, descrer e crer novamente,
Direito meu seu e de todos.
E as espécies por sua vez carrega
Dentro de si as suas crenças.
Do altíssimo – conforto
Do senhor – Sabedoria
Do pai – ensinamento
Assim somos seres viventes,
E cada um com suas teorias…
A igreja maior é o universo,
Para quem quer paz
Precisa aprender a amar,
Quem ama, pode ser amado ou desamado?
Mundo contraditório,
Seres de ditados: ” não se pode agradar
A todos”.
“Amai-vos…” minha fé continua viva
Minha – Utopia
Minha – Esperança
Minha – Perseverança
A sede de lutar sempre é maior.

E Deus, ser maior que o homem,
E o homem querendo ser maior que Deus,
O homem apenas uma partícula do
Universo,
Deus o corpo do universo inteiro,
Sofre a ação humana.

Feliz natal


E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papei Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social – O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou “humano”,
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração – a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites – e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar…
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram…
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana – tola
Sempre quer ser mais
– Falta humildade na gente!
– Falta simplicidade na gente!
– Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também…
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).