Migrar é um direito humano!


Até hoje em nossa atualidade, ser imigrante nunca foi fácil, muitos sem alternativa alguma tem de fugir do próprio país, buscando nada mais nada menos que abrigo, alimento, proteção. O caminho é incerto, porque nunca se sabe o que pode ser encontrado no país vizinho, muitos podem querer receber com pedra; a xenofobia ainda existe em nosso país e em muitos outros países, a intolerância vem muitas das vezes através dos próprios governantes, que criam um nacionalismo e patriotismo doentio, e boa parte da sociedade segue cegamente, muitos tentam até desfazer do direito humano, falam até em criar muros, fechar as fronteiras.

Estou amando o livro “Prólogo, ato, epílogo (memórias)”, de Fernanda Montenegro, segundo a Fernanda ela descende de uma família quase medieval, ligada a agricultura e ao pastoreio (…). Mas, a minha ideia não é entrar no livro, abordando cada ponto, até porque é uma leitura que venho iniciando e que muito vem me ensinando e despertando a minha curiosidade.

O Brasil é um país formado por pessoas de outros países, somos descendentes de africanos, índios, portugueses, holandeses, espanhóis, italianos… em nossas veias corre um pouco de tudo. A nossa cultura? A nossa cultura também é a mistura de todo esse povo, temos uma cultura riquíssima, por incrível que pareça, por mais que muitos tentem dizer que não, seja na música, no artesanato, na capoeira, no karatê, na dança, no esporte, na culinária, na fala… Migrar é um direito humano!

Lutar contra a xenofobia é lutar pelos direitos humanos, lutar contra o racismo é lutar pelos direitos humanos, da mesma forma que lutar contra a homofobia e vários outros tipos de “preconceitos” (no plural, até porque são vários).

Não devemos negar a nossa origem, há quem tente negar. O Brasil, por sua vez já recebeu milhares de imigrantes, muitos ficaram em nosso país trabalhando como agricultor, vendedor (muitos buscaram uma forma de sobrevivência). Sabemos também da história da escravidão, da exploração das nossas terras, da escravização dos índios, dos africanos trazidos para o “futuro Brasil”.

São histórias diferentes, mas que se abraçam ao mesmo tempo, porque ainda existe quem discrimine as pessoas que vem de outros países como refúgio, porque ainda existe a xenofobia, o racismo, o preconceito e a não aceitação de muitos.

Prólogo, ato, epílogo (memórias)
Prólogo, ato, epílogo (memórias), de Fernanda Montenegro.

Autor: Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, blogueiro, streamer/influencer, poeta e escritor brasileiro.

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