Espelho


Olhar no espelho e enxergar a própria face,
Quem sabe vê os próprios olhos, nariz, boca,
Orelhas…
Olhar no espelho e enxergar a si mesmo!
Penetrar no próprio interior e quem sabe
Querer fugir de si mesmo – entrar no espelho
É entrar na própria alma e ir além
Do reflexo – filosofia profunda…
O espelho fala e torna o ser em um,
Mexe por dentro em argumentos.
Esse sou eu, o eu em atrito com o eu!
O que eu sou? Quem eu sou?
O eu fui? O que estou sendo?
Quem sabe enxergar um monstro dentro
De si?
Quem sabe querer beber da fonte da consciência?
Buscar mudança?
Todos os dias o espelho nos mostra algo
De diferente – o ser muda o tempo todo.
O espelho de cada dia – quem poderia seguir?
O espelho conotativo, se espelhar no bom
E melhor…
Ah, eu que não quero ser o espelho de seu ninguém,
Que cada um busque a sua própria identidade,
Que a minha eu já tenho e jamais
Abrirei mão.
O espelho denotativo e o espelho conotativo.
Palavras poéticas em reflexão,
Por entre o que há de sublime e grotesco.

Publicado por Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, poeta e escritor brasileiro.

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