Valter Bitencourt Júnior: 3 Sonetos (Poemas)


Mesmo que distante

Trilhar um longo percurso
Na busca da essência.
Vê-la distante, e acompanhá-la.
Assim… Querer-lhe perto

Em cada momento.
O desejo faz parte de quem
Tanto se quer, e quando
Se quer, vai na busca

Vou partir… – em sua busca,
Somente não sei qual destino tomar.
Não desistirei em momento algum.

Lá, em algum lugar a encontrarei
Para matar a minha sede
E a minha angustia.

Pegada

Meu peito é nada mais nada menos
Que um mar de ondas.
– Vai e vem pelas areias
Sem fim. Meninos pequenos

A construir castelos, e a criar
Em suas imaginações, dragões
E eu com a minha amada, a beijar
O tempo… E peixes por entre rufões

Águas marinhas a fazer o encanto,
Conchas a espalhar-se pelo chão,
E o vento a fazer do meu peito lamento

Minha amada partindo, vai paixão,
Nada posso dizer vai, deixando pranto
E assim acordei do sonho, presas no coração.

Meu aniversário

Meu aniversário, 25 de junho,
21 anos, anos atrás nascia
Em 1994, e o tempo passa
Sou poeta, e continuo vivo

Passar de 21 anos, não é muito
Neste tempo de poetas maior
De idade, que sobrevive
O tempo em nossa contemporaneidade

E vejo dentro do meu ser
A confiança de que cresci
E ganho autonomia

Vivo cada instante e momento
Quero todo dia,
Poder respirar poesia.

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas Com o Tema Esperança


Esperança

O meu verde
Confunde sua visão
Quando estou entre as palmeiras
Em sua casa, no quebrar de um
Copo em vez de azar
Levarei esperança
Ao seu
Sentir sem sorte.

A esperança perdida

Quem sou?
Não sei.
Talvez o vento
Levou o meu nome.
Só não sei pra onde.

Nova esperança

Onda que vai e vem,
Traga-me algo
De bom
Pra esse mundo
Em guerras,
Mas não leve o melhor
De volta,
Uma nova esperança.

Valter Bitencourt Júnior: 2 Poemas Escolhidos


Injustiça

Vem em forma de bicho feroz,
Dirigido por um ser subordinado.
Por que devoras sonhos
realizados
Se a minha vida é o meu trabalho
Agora destruído?
Joga meus esforços
Por água abaixo,
Injustiça!
Nessa vida me sinto perdido,
A maré me sufoca,
Os pássaros me beliscam,
Os meus olhos já não brilham…
O que me resta,
O que me falta
Nesses duros e cansados dias?

Máquina

Às vezes a vida parece
Uma espécie de máquina agressiva
Uma máquina livre
Feito um pássaro
Cria asas, voa alto.
Perde-se
Deixando mágoas
Em formas de cachoeiras:
Bate e rebate
Nos seixos
Desmancham-nos,
Aos poucos diminuem,
Os torna um ser pequeno
E aos poucos se sentem pisoteados.
Porém, não bem somos
Uma máquina
Mas somos um ser
Capaz de se aperfeiçoar.

Valter Bitencourt Júnior: 6 Poemas Escolhidos


Perfeição

Olha a perfeição,
Rebolando,
Dançando,
Cantando,
Como se fosse uma rosa,
Olha a perfeição rosa,
Morta em sua direção como
O céu ao vento
Olha a perfeição tranquila
Beijando o relento.
Olha a perfeição vermelha cor
De guerra chorando a beleza…
Olha a perfeição como o sótão
Escuro; como a cortina da noite,
Suja; como o branco de um assento,
Visível; como a transparência
Do dia.
Olha a perfeição jogando tudo
Pra trás e se entregando ao seu
Inverso…
Olha a perfeição
Não está mais perfeita.

Vaidade

Corrompe
A beleza
De todos os
Instantes!

Perfume

O vento corrupia
Sobre as rosas
Trazendo o cheiro da aurora.

Doce pecado

Nasce uma flor inusitada
Bela delirante
Curvosa…
Seu perfume é um cristal
Vindo das colinas,
Inspira o céu
Me transmite tranquilidade…
O tempo passa,
Tudo muda,
Ludibrias os meus olhos,
Me enlouquece,
E me perde
Nas profundezas
Da paixão.
Doce pecado
Que me pega por baixo
E me faz de surpresa,
Sufoca, lassa, faz de mim fatias
Me deixando em pedaços…

Flor do dia

Como o sol nascendo,
Você se aproxima,
Flor do dia!

Gostoso

Gostoso é um beijar
De abstinência,
Quando tudo está
Perdido.
É um traçar de guerra
Em toda amplidão,
Enquanto o beija-flor
Pede a paz vizinha.
É um colar de pérolas
No teu pescoço
Para realçar o batom.

Muito bonita a Bruna Linzmeyer


Muito bonita a Bruna Linzmeyer, acho engraçado as pessoas criticando ela por causa de uma foto dela em que mostra pêlos nas axilas, por que não? Tanto faz!… Quem sabe pelo fato de ela ser mulher ou quem sabe devido a fama. Hoje em dia os homens acostumam a rasparem as axilas, antigamente os homens que raspavam as axilas eram tidos como se fossem “boiolas”, “viados”, “feminados”, “gays”… Em nossa atualidade para muitos agora raspar as axilas é uma questão de higiene pessoal, seja qual for o sexo (homem ou mulher). Acho engraçado os homens que hoje em dia zoam os outros homens pelo fato de ter pêlos nas axilas, não é o caso da modelo, até porque, ela é mulher, e para muitos pêlos nas axilas ainda continua sendo coisa de homem (lembrando que da mesma forma que existe homem machista também existe mulher machista, só que diferente, ou quem sabe até mesmo um preconceito 🤔). Uma vez alguns jovens me zoavam, “Valter, por que vc não se depila?” Cheio de pêlos haha que é isso? Confesso que não sou muito fã de depilação, então eu resolvi me depilar pra saber se de fato é algo bom, e até hoje não sou fã de depilação, é algo que eu faço quando quero, quando digo que não sou fã de depilação é devido eu não ligar, tanto faz que meu corpo tenha pêlos, quanto não tenha, o engraçado que era o que muitos eram contra antigamente, e hoje é algo “normal”? Ainda recebi uma reclamação, dos meus pais, que claro, ainda carregam dentro de si um resquício conservador, graças ao que se foi passado no antepassado. O mesmo é o que se passou com muitos que ficavam falando “Valter, por que você não se depila?”, os pais deles também reclamam, até porque foi o que eu vi na casa de um deles, a mãe falando “isso é coisa de mulher”, conheci uma senhora de idade que falava que “o homem que se depila perde as forças”, eu achava engraçado. Depois que resolvi fazer uma depilação e finalizei, encontrei quem fizesse as devidas críticas, então eu não liguei, muito pelo contrário, achei engraçado! Hoje em dia muito se foi quebrado, as pessoas perderam um pouco mais o conservadorismo (isso não quer dizer que elas deixaram de serem conservadoras em determinadas questões). Até mesmo quando se tratava de roupa, o homem tinha o preconceito de vestir roupas rosas ou amarelas, hoje em dia muitos homens usam roupas rosas ou amarela, antes homens não usavam brincos, hoje em dia muitos usam e são verdadeiros pegadores de mulheres…

Publicação original feita no Facebook: 23 de Maio de 2018, às 16:14.

Visitar um preso é um direito humano


Visitar um preso é um direito humano, pense de como era épocas passadas, em que muita gente era presa por defender seus pensamentos, na busca da liberdade – na busca da liberdade de expressão e o direito de se opor aos males do sistema em que viveu, até hoje é assim, só que de forma camuflada. Muitos querem negar esse direito aos presos, o direito de receber uma visita, a sociedade e o sistema também transforma a sua própria espécia num monstro, porque para ela a justiça tem de punir da pior forma possível, o condenado, condenado esse que nem sempre tem o direito de defesa. Este livro e dentre outros livros sobre o mesmo (Milton Santos), conta a história de um grande homem, através de amigos e professores que tiveram contato com ele em vida, este livro foi organizado e publicado – lendo o livro 10 anos Sem Milton Santos, livro organizado pela Maria Auxiliadora da Silva, você vai entender sobre o que eu quero expressar no momento. Foi um grande geógrafo, que lutou para chegar a um determinado patamar e ser até mesmo reconhecido, foi vítima de preconceito na UFBA, teve que ir para São Paulo… A sociedade tem muito que defender o sistema de cotas, da mesma forma que muitos tem para ir contra o sistema de cotas, todos estes contribuem para que seja aceito o sistema de cotas, porque as oportunidades para o negro, índio, pessoas de menos condições sempre foi pequena e o sistema de cotas foi o que possibilitou para que o negro, índios, pessoas de menos condições, ingresse na Faculdade, e mesmo com esse sistema de cotas, o negro, o índio, e milhares de pessoas de menos condições, continuam sofrendo com o preconceito de muitos, que não querem aceitá-los lá… Tudo isso é uma questão de direito humano. Uma sociedade marginalizada pelo sistema e que também marginaliza. O que eu quero abordar, diante a toda essa questão é o direito humano, para alguns direitos serem aceitos, infelizmente necessita-se de leis, porque vivemos também diante a exclusão social. Vários intelectuais foram presos, cassados, torturados, assassinados – e épocas atrás, tudo era um tipo de lei, não tinham o direito de reivindicar os direitos, não podiam irem contra o sistema, massacravam um para dar exemplo aos demais, uma polícia subordanada para obedecerem as ordens dos seus carrascos, e se tornavam tão cruéis quanto seus comandantes. Direito humano, é o que deve ser reivindicado, e cobrado, diante a quaisquer tipo de sistema, a sociedade não deve ser escravas do sistema, todo sistema é pequeno diante a uma sociedade, que busca se organizar!

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15 de novembro: bate-papo e autógrafos de “Crônicas para ler em qualquer lugar” (editora Todavia), Sertão Japão (haicais), Big Jato (Companhia das Letras)


Xico Sá

olá amigos & leitores da grande Aracaju, estamos chegando para o fuá literário, com bate-papo e autógrafos de “Crônicas para ler em qualquer lugar” (editora Todavia), Sertão Japão (haicais), Big Jato (Companhia das Letras) etc. É nesta sexta do feriado, 15/11, 15h, no Festival de Artes de São Cristóvão. beijoss Via: Xico Sá

Numa época difícil o jornal “O Inimigo do Rei” fez muita história aqui na Bahia e em várias localidades do Brasil


Numa época difícil, o jornal O Inimigo do Rei, fez muita história aqui na Bahia e em várias localidades do Brasil. Quem imaginaria 4.000 exemplares sendo vendido, jornal com conteúdo anarquista, libertário, onde muitos publicavam de forma livre as suas ideias. Quem não ouviu falar agora está ouvindo, isso desperta a curiosidade de quem estuda história, de quem gosta de adquirir conhecimento!

O Inimigo do Rei

O Inimigo do Rei