Fascista antes e depois de candidato e futuro eleito


Eu tenho de lhe convencer de que eu sou a pessoa certa,
E você vai me eleger de acordo as minhas promessas.
Eu me faço de boa gente, faço tudo em seu nome
E você em mim acredita e eu depois lhe zombo.

Dou risada da sua miséria e me faço de um bom moço
Faço tudo pela metade, o que eu quero é o seu voto.
Ah, e você se faz de grato e me chama de “meu político”
Enquanto isso eu vou sumindo. Crio obras inacabável

E quem lucra com tudo isso? Eu que não me entrego
Mas, caso seja preso levo vários comigo.
Eu sou feito o capeta, que deu de tudo a Jesus
Cristo e nada Cristo aceitou.

Mas, você feito um bobo, tudo aceita e nada nega!
Eu lhe prometo de tudo, até um cargo em meu gabinete,
Lhe dou um emprego, jogo asfalto em sua rua,
Levo alguns médicos para medir a sua pressão

Dou alimentação. Prometo de tudo
E depois de eleito, não me procure,
Que me espere as próximas eleições,
Faço novas promessas e você já é meu bom eleitor.

Já lhe paguei até dinheiro para você levar meu nome
Lhe dou uns três mil, você se faz de esperto
Arranja outros tirado a esperto,
Dá uns vinte, cinquenta – a minha campanha está feita.

Em tempo de eleição, é dia de enganar os “sabidos”
De pobre a rico, cada um quer tirar proveito.
Ajudo um e viro a cara para outro,
E assim eu vou criando uma certa confiança.

Fulano fala das minhas ações,
Mas, sempre vai haver, quem me defenda
Com unhas e dentes. Na questão de favoritismo
Nem Cristo a todos agradou.

O fascismo começa, quando se fala algo
E depois faz diferente, o fascismo nasce
A partir das promessas – nada garante
O que eu fazer, mas prometo de tudo.

Eu sou um bom moço, prego meu nacionalismo
E patriotismo, para uma sociedade já doente
Capaz de morrer pela pátria, mesmo que passe
Fome, não tenha para onde correr quando cai na cama,

Mesmo que não seja investido recursos na educação,
Na cultura e na arte… Mesmo que viva no esgoto
Por entre baratas, ratos e tudo que é tipo
De bicho asqueroso.

Eu prego o bem familiar, faço discurso de ódio
E preconceituoso, tudo em nome da
Família, faço até uso das palavras sagradas
– Deus seja louvado!

E vocês me louva como se eu fosse um Deus.
Já estão todos subordinados
E eu haha vou fazendo de conta
De que eu sou um bom sujeito!

Valdeck Almeida de Jesus, trouxe algo para lá de interessante no jornal A Voz da Favela, com o título “Poeta ou Poetisa?”


Valdeck Almeida de Jesus, trouxe algo para lá de interessante no jornal A Voz da Favela, com o título “Poeta ou Poetisa?”:

Poeta é substantivo se origem latina e grega. Poetisa é derivado (correspondente feminino) com o sufixo “isa”. “Designar a mulher como poetisa é diminuí-la intelectualmente. Eu mesma me intitulo poeta e acho desnecessário poetE ou poetX”, opina a escritora Rita Queiroz. Cecília Meireles rejeitava ser chamada de poetisa: “Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa. / Não sou alegre nem sou triste: sou poeta”. Luz Marques diz: Eu sou poeta e não reconheço poetE ou poetX; ser poeta é ser livre e dispensa gênero; posso ser homem, mulher, Iansã, uma árvore, a mãe terra…”. “O termo ‘poeta’ para utilização  por mulheres cisgêneras funciona perfeitamente, pois o uso ressignifica o termo. Mas para mulheres trans, que ainda  são vistas como ‘homens’ pela sociedade, a estratégia não tem tanto sucesso assim, uma vez que podemos associar o uso masculino do termo a essas mulheres por transfobia e não ressignifiação”. É o que pensa Yuna Vitória. Para ela, “algumas se sentirão confortáveis utilizando e outras não, por conta dessa carga”. “Eu mesma não me ofendo se for chamada de “poeta”, mas me autodeclaro poetisa, afinal, faço mesmo poesia de miudezas.”. Quanto o neutralizar o gênero ela prefere poetE e não poetX, “pelo simples fato de “poetE” ser inteligível a software para portadores de deficiência visual. É mais incluso”, finaliza. O importante é aceitar a definição que cada pessoa prefere; respeitar as diferenças e apoiar a luta de cada um (a). E viva a poesia.

Valdeck Almeida de Jesus, no Jornal A Voz da Favela, pág. 8, Salvador, Dezembro 2019.

Foto da pág. 8, do jornal A Voz da Favela, onde se encontra o artigo "Poeta ou Poetisa", de Valdeck Almeida de Jesus

Foto da pág. 8, do jornal A Voz da Favela, onde se encontra o artigo “Poeta ou Poetisa”, de Valdeck Almeida de Jesus, jornal publicado em dezembro de 2019.

Faz Tudo o Que Prometeu Mas Não Atende o Que a Sociedade Pede


Hoje, eu passei uma pequena parte da tarde conversando com um amigo, ele sempre mostrou ter uma certa preocupação com o que vem se passando na sociedade. Pois bem, somos moradores de bairro periférico, sabemos o que se passar por aqui de bom a pior.

Em um certo dia ele falou que foi convidado para uma palestra e o tema era violência, primeiramente ele agradeceu o convite, e em seguida desabafou, que a violência se encontra no bairro em que vivemos, que falta infraestrutura, que falta posto médico, que falta projetos profissionalizantes…

Pena que eu não tenho como reproduzir tudo o que conversamos, mas hoje, teve uma pequena palavra que marcou, ele disse:

“Nós temos um gestor que fez tudo o que prometeu, não fez nada o que se reivindicou, estamos fritos”

Essas palavras me deixou pensativo, é o que vem se passando em nossa sociedade, muitos dos políticos vem cumprindo com a promessa, na verdade com parte da promessa, como forma de se reeleger e ser visto como um bom “gestor”, o que a sociedade reivindica não há importância alguma para eles.

Passam por cima da sociedade, e dizem lutarem pelas causas sociais. Tem que ter uma forma de calar a boca dos mais necessitados, principalmente quando as eleições está chegando, muitos dos políticos querem mostrar serviço como forma de se reeleger. Logo nasce as estatísticas, fulano fez tal por cento do que prometeu, ciclano fez tal por cento… Mas, será que atenderam o pedido da sociedade?

Sim, estamos fritos, porque eles passam por cima da sociedade, embelezam a cidade e entregam os bairros periféricos aos ratos, barata, e tudo que é tipo de bicho asqueroso. Até chegar o tempo de eleição, promessa ali e outra acolá, começam até uma pequena obra, coloca um pouco de asfalto em uma rua, faz tudo pela metade, depois que ganha o voto e se torna eleito dá as costas para a sociedade, quanto a obra? Eles colocam como se já estivesse sido feito! Quanto a promessa? Fez uma pequena porcentagem, com mais ou menos 4 anos quem sabe faça mais um pouco.

Eles não ligam para o que a sociedade quer, não estão nem ai e nem chagando!

 

Como lidar com os pais mal criados?


Essa pergunta me veio depois que eu li alguns artigos sobre “como lidar com os filhos mal criados”, é claro que eu não vou defender, que as crianças devem serem criadas de qualquer jeito, muito menos eu vou criar métodos de como deve criar uma criança ou de como deve ser um bom pai ou mãe. Cada um cria seus filhos de sua maneira, todos querem o bem de seus filhos em alguma forma.

Surgiu-me outras perguntas, como por exemplo “quem nunca foi criança um dia?”, existe pais que também erram, alguns gritam duas vezes mais o filho para mostrar que tem autoridade sobre ele ou bate em tudo que é canto do corpo do filho, achando que essa é a medida exata para educá-lo.

Existe pais que desconta no filho, o quê aconteceu com ele na infância, na mesma forma que existe pais que educam o filho de forma diferente do que já tem passado na infância. Tem pais que busca dá ao filho tudo o que ele não teve na infância.

Em um certo dia eu estava num bar, quando uma das pessoas perguntaram se eu tinha filhos, eu respondi que não, então essa pessoa falou que eu necessito ter um filho, porque isso me ajudaria a ter mais responsabilidade. Segundo a essa pessoa ela tinha um filho, separou-se da esposa, hoje em dia paga a pensão do filho. Eu fiquei refletindo “ser pai significa ter a responsabilidade de pagar a pensão do filho?”, eu não sou pai, mas uma coisa eu tenho em mente, ser pai é muito mais do que pagar a pensão do filho.

Acredito que pai e mãe é aquele que cuida e por sua vez busca está presente em todo momento, uma separação pode causar sérios problemas na mente de uma criança. Tem pai que joga o filho contra a mãe e tem mãe que joga o filho contra o pai, existe filho que sofre diversas pressões psicológicas de ambos os lados.

Finalizo por minha vez fazendo duas perguntas, uma é a que eu vi em alguns artigos “como lidar com os filhos mal criados” e a outra é a que veio em minha mente “como lidar com os pais mal criados?”.

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas


À procura

Procuro algo em mim
Entre duas pedras
Dentro de um vulcão voraz.

Procuro meu ser poeta,
Que só o meu destino
Pode encontrar!
Onde não sei…

Vejo tudo em neblinas.

Luz do dia

Desvenda-me como um poeta.
Na minha vida
Jamais avistaria isto
Neste meu ser crítico, lasso, lamentável…
Farei com que a poesia entrelace
No meu ser triste,
Pra que possa avistar sentimentos abstratos
A que não dou mínima importância
Que, no fundo, é uma alexandrita
Quando na luz do sol o seu verde
Traga-me esperança
Na luz artificial da noite o seu vermelho
Dê-me amor!
Oh! Luz do dia dê-me
Do meu ser poeta
Um dia de alegria
Pra que possa
De verdade amar
Meus semelhantes.

Sou poeta

Escuto, escuto a vida.
Ando no horizonte…
Traço do passado.
Canto para ninar
Meu coração de todas as lembranças
Sinto cheiro de telúrio molhado
Neste dia poético
Sou poeta!

A Estrela de Natal Brotou em Janeiro: Poemas & Mais


Tinha apenas o botão, segundo mãe a flor iria brotar em qualquer dia, sim a flor nasceu, super linda, e eu por minha vez busco algumas poesias, leiam a poesia “Flor do dia”

Flor do dia

Como o sol nascendo,
Você se aproxima,
Flor do dia!

Botão de estrela de natal

Botão de estrela de natal.

Coração fantástico

Se a vida
Fosse a magia do natal,
Viveríamos num coração
Fantástico!

Flor da estrela de natal.

Flor da estrela de natal.

Flores

As cortinas se abrem
Em vermelho e rosa choque,
E o branco aparece
E tudo se tranquiliza,
O azul renasce no céu
e tudo se purifica,
E ela olha na janela
O meu sorriso
E as minhas flores
Lassantes vermelhas…

Flor da estrela de natal

Flor da estrela de natal.

Quanto a escrita? Vamos de 3 Poemas


Escreverei

Escreverei faísca
Quando tudo
Estiver de cabeça
Pra baixo!
Escreverei chamas
Para todas as paixões!
Escreverei angústia
Para todas as nostalgias.

Azul e vermelho

Não sei se escrevo céus;
Não sei se escrevo fogos;
Não sei se sinto mares;
Não sei se escuto chamas!
Tudo é um azul e vermelho
Que no fim
Será difícil distinguir.

Ingenuidade

Beija flor és tão bela
Que me fascina!

Nostalgia, euforia

Fico indeciso
Com a nostalgia
E a euforia
Não sei se escrevo noites
Não sei se escrevo dias!

Quanto ao papa?


O fanatismo também mata, todo cuidado é pouco, principalmente quando se é referente a religião, celebridade, pessoas reconhecidas e famosa por milhares de pessoas, todos estes estão sujeitos a tudo que é tipo de ataque. Existe fãs capazes de fazer de tudo para está ao lado do ídolo, alguns passam do limite, até fazem dividas, arrecadam recursos, viajam e até dormem na rua para vê o ídolo, alguns tentam passar pelos seguranças e saem correndo para o braço do ídolo feito um louco, muitos vão em cima do ídolo de forma agressiva empurram, mordem, arranham.

Quanto ao papa? Quem sabe o medo de ser derrubado falou mais alto, o que ele fez foi exatamente o que poucos imaginavam que iria acontecer, e isso, claro, chama a atenção de todos, a mídia vai em cima, cada um coloca o seu ponto de vista em tudo que é forma.

Ano passado uma mulher derrubou o Padre Marcelo Rossi, enquanto ele estava pregando. Logo veio a visão de que ela tinha algum transtorno mental, eu por minha vez vejo o fanatismo como uma doença, doença quem sabe incontrolável em que a pessoa está sujeito a tudo.

Imagine se o papa fosse derrubado sem mais e nem menos? Eu vi a ação do papa como uma advertência, quanto a algumas pessoas viram também como uma agressão.

Matar o próprio preconceito é se olhar no espelho


Todo ser humano carrega dentro de si algum tipo de preconceito, poucas as pessoas são capazes de olhar no espelho e encarar a si mesma, quem sabe reconhecer os próprios erros, assim fazendo quem sabe uma crítica de si mesma. Todo ser humano pode mudar ao longo do tempo, pode deixar de lado o preconceito que carrega dentro de si, reconhecer a própria ignorância de querer está a cima do outro e se mostrar superior, deixar de lado a arrogância e toda a vaidade, todo ser humano pode amar e respeitar o outro.

Preconceito não é “mimimi” e “vitimismo”, lutar contra o preconceito é uma luta humana que parte de si para o próximo. Racismo, xenofobia, homofobia, machismo… Mata! Vemos todos os dias casos de pessoas morrendo devido a não aceitação do outro. Temos que cuidar da nossa própria saúde mental, quanto ser humano, temos que ter cuidado com a nossa própria estupidez, com a intolerância que pode partir de cada um de nós.

Assisti na rede de televisão um caso que me deixou perplexo, um senhor de idade que deu um tiro no rosto de um homossexual… Segundo ele, ele não é homofóbico, e disse na reportagem, que na carteira de identidade não aparece “gay”, aparece sexo masculino e feminino, no fim da reportagem ele fez uma gozação, rebolou, fez gestos com as mãos, dizendo que isso é inaceitável, falou que não é certo homens barbados se beijando, apesar de tudo que ele falou continuou negando que ele é homofóbico, fora o que ele escreveu contra alguns homossexuais que morava no mesmo condomínio que ele, não tenho como reproduzir aqui, quem sabe algum leitor (aqui), tenha assistido.

Em um certo dia, ouvi um pastor falando que não tem nada contra o candomblé, então fiquei observando as palavras dele. Ele falou que quando fazia parte do candomblé, ele jogava despacho pelas estradas, fazia o mal para os outros, fumava maconha e usava muitas outras drogas, ele fez uso das más ações dele como uma forma de difamar o candomblé. Mesmo assim segundo ele, ele não tem nada contra o candomblé.

Casos como esse a gente vê em tudo que é canto, eu não tenho nada contra, tem que surgir o “mas”, tem que surgir algo que acaba mostrando que a pessoa tem algo contra.

Teve o caso de uma mulher, que assumiu que ela é racista, não gosta de negro, ela foi presa, pagou uma fiança e foi liberada. Fico aqui pensando, quanto uma pessoa preconceituosa tem de pagar para se manter viva e continuar germinando o preconceito, até mesmo incitando as pessoas a agirem de forma preconceituosa a ponto de até mesmo matar.

A gente tem que se olhar no espelho, quem sabe não necessite ser exatamente um espelho. Tem um ditado que diz, quando a gente aponta um dedo para o próximo, a gente aponta três dedos para si mesmo. Tenho que rever o quanto eu posso ser preconceituoso em algumas de minhas ações, como eu posso mudar com o tempo, assim me conscientizando para poder conscientizar outras pessoas.