Live Cancelada: Paulo Sabino Convida André Vallias


Espaço Afluentes, no Meta (Facebook).

Por “motivo de força maior”, a live de Paulo Sabino, com o André Vallias, foi adiado para 2022. Desejo força para ambos e que venha 2022, firme e forte!

Paulo Sabino Convida André Vallias

Paulo Sabino, convida André Vallias.


Paulo Sabino, no Meta (Facebook).

A Estante do Poeta: Paulo Sabino, convida André Vallias, para a última live desse ano de 2021, no Instagram Espaço Afluentes. Dia 14, às 19h, um papo maravilhoso, envolvendo literatura e muito mais.

Paulo Sabino, no Instagram.
Espaço Afluentes, no Instagram.

Breve Resenha do Livro “Garatujas Selvagens” de José Inácio Vieira de Melo

Breve resenha da obra “Garatujas selvagens”, autoria de José Inácio Vieira de Melo.


Valter Bitencourt Júnios, no Spotify.

O José Inácio Vieira de Melo, na sua mais recente obra “garatujas selvagens”, traz poemas que vai além do versejar nordestino e penetra em toda uma filosofia, carregadas muitas das vezes de certezas, certezas essas, que muitas das vezes faz surgir as dúvidas.

O poeta mostra toda uma visão “Procuro // no claro ou no escuro / procuro porque procuro / sempre novos rumos / sem pensar futuros / procuro porque me curo / ao ultrapassar muros.”, visão essa que busca ir além e quebrar barreiras, quem sabe uma barreira de realidade ou da fantasia, o poeta esbanja pura sabedoria.

No poema “Amor luminoso”, José Inácio escreve , na sexta estofe os três versos seguintes “Sou pequeno, / mas o amor me eleva aos Andes, / onde sou condor e Castro Alves.” Como não ir a loucura com esses 3 versos na na sexta estrofe? Por sua vez na “miudeza” o poeta vai se tornando sublime, graças ao amor que o eleva ao “topo”, seu verso mostra toda uma visão condoreir e assim se encontrando como poeta, não apenas como se encontrando, quanto se identificando.

São poemas descritivos, fazendo uso de poucas elipses, seus poemas se encontra toda uma canção, pois não foram feitas apenas para serem lidas e declamadas, e sim, para serem cantadas. E dentro de seus poemas, José Inácio, faz referências a outros poetas, não apenas faz referências a outros poetas, quanto aos poemas de outros poetas, assim citando algubs trechos dentro de seus poemas.

No poema “Semeador” nos dois últimos versos da quadra que se encontra na quarta estrofe, o José Inácio Vieira de Melo, escreve “Pois por mais que haja dor e espinho, / eu nasci para semear amor e poesia”, o poeta se identifica e reconhece o seu dom.

E viva ao José Inácio Vieira de Melo e sua mais recente obra “garatujas selvagens”. Super indico aos amigos e amigas a leitura do livro.

Autógrafo de José Inácio Vieira de Melo à Valter Bitencourt Júnior, Pedra Só/BA, 30/11/2021.

“Leve o Traficante Para a Sua Casa”

Vivemos num sistema que primeiro marginaliza para depois mandar prender.


“Leve o traficante para a sua casa”, esse é um dos comentários de uma das pessoas que responderam ao meu comentário numa postagem referente ao policial que algemou um rapaz na parte traseira da moto e o conduziu de forma desumana até a delegacia.

Para essas pessoas o policial agiu corretamente e quaisquer comentário que seja feita contra a má ação do militar é escrachado e linchado por muitas outras pessoas, que por sua vez apoia essa atitude. Nenhuma dessas pessoas veem que somos todos reféns, do Estado e do tráfico, não veem que o aumento da desigualdade social contribui para o aumento da violência, não veem a fome voltando no nosso país, porque elas acham que, todos pensam igual e tem a mesma “sorte”, não veem o desemprego batendo na porta de milhares de pessoas, porque muitas dessas pessoas ainda trabalha com carteira assinada. Imaginar uma pessoa desempregada levando droga para os traficantes para ganhar 150 reais e não ter em mente que ela também é uma das vítimas, do Estado e do próprio tráfico de droga, assim como todos nós somos reféns de ambos (óbvio). Vivemos num sistema que primeiro marginaliza para depois mandar prender, muitos não perguntam, quem de fato sustenta o tráfico, o próprio Estado sustenta o tráfico, o rapaz que foi conduzido de forma desumana é apenas um peixe pequeno. Logo vai aparecer algumas pessoas dizendo “já fiquei desempregado e nunca ‘trafiquei'”, “já passei fome e nunca sai por aí vendendo droga”… Essas pessoas esquecem, que nem todos tem a mesma mentalidade, nem todos tem o mesmo psicológico e a capacidade de controlar o próprio impulso. Se a gente de fato quer mudanças sociais, lutemos para que os senhores governantes invistam nos projetos sociais, invistam na educação pública, invistam em cursos profissionalizantes, invistam na geração de emprego, principalmente nos bairros periféricos. Aqui na Bahia, acabaram o Projeto Patrulhando a Cidadania, que funcionou no Batalhão da Polícia Rodoviária, projeto esse de suma importância para que a comunidade local não vissem a polícia de forma negativa, projeto esse que já matou a fome de vários moradores, no bairro que eu moro, com reforço escolar e que fazia uma grande diferença na comunidade, o novo coronel (sem mencionar nomes); acabou com o projeto, alegando que o batalhão não é lugar para crianças e adolescentes. Há também milhares de ONGs, necessitando de apoio financeiro e não recebe apoio dos governantes de dos prefeitos, muitos destes somente aparecem nas eleições na busca de voto, a tendência de muitas dessas ONGs é acabar fechando. Não quero apenas falar da má ação do militar ou do rapaz que foi preso de forma desumana, pois bem, também há militares que faz belíssimas ações sociais e cumpre com o seu trabalho de forma exemplar. Eu não sou contra a polícia militar em si, eu sou contra o abuso de poder e o autoritarismo de parte dos militares que acabam manchando a própria farda e deixando a polícia mal vista.

Imagem da internet.

Amanhã: Live Lançamento “Paisagens Interiores” – Décio Torres Cruz

Live lançamento do livro “Paisagens Interiores”, autoria de Décio Torres Cruz.


Aleilton Fonseca, no Meta (Facebook).

Amanhã, 22, às 19h, vai ter o lançamento do livro “Paisagens Interiores“, autoria de Décio Torres Cruz, transmissão ao vivo através do Meta (Facebook) e do canal da Editora Patuá, com a participação do autor mencionado acima, de Aleilton Santana da Fonseca, Daniel Fonnesu e Eduardo Lacerda.

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