De coração


À minha tia Edileuza

Não, não estamos aqui de passagem,
Estamos aqui para levar
O que há de melhor dentro de si.
Estamos aqui para viver a vida,
Para aprender a ser forte!
Engana-se quem acredita
Que a vida é um nada,
Aprendemos quando descobrimos
Que a vida é um tudo,
Ganhamos quando percebemos
Que nada é em vão.
Que no coração humano
Não falte o conforto,
Que no coração humano
Não falte a esperança,
Que no coração humano
Não falte o consolo
E que todos aprendam
A estender as mãos ao próximo.
Que jamais nos falte o abraço!

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.

Quando morrer a filosofia

Quando morrer a filosofia, poema de Valter Bitencourt Júnior, à Iraney Gonçalves Garcia


À Iraney Gonçalves Garcia

Sempre vai
Existir
Perguntas,
À vida
Ensina
O ser
A ser
Filosofo.
Quando
Matarem
A filosofia,
À vida
Vai perder
O tesão,
O ser também.
Quando parar
De questionar
Nada
Vai fazer
Sentido.
As perguntas…
É tudo o que
Move o mundo,
Na busca
Da resposta.

Fonte de imagem: Iraney Gonçalves Garcia, em Itacaré/BA, por Ramon Marques.

Lapidação

Lapidação, poema de Valter Bitencourt Júnior


Capito no cerúleo do céu
O desenhar das nuvens
Que muito dizia, diante
Da ventania, e a sombra da árvore
Que aconchegava-me.
Seus cabelos voavam, feito
Pena, e seu sorriso
Encantava-me como
A luz do final da tarde,
E novamente o amanhecer.
Debruço-me diante o papel
Para escrever palavras
Curvas e arquitetadas,
Desenho a sua face
Milhares de vezes,
Até chegar a perfeição:
– Beleza extrema.

Leitura da poesia “Abandono”

Valter Bitencourt Júnior lendo a poesia de própria autoria “Abandono”.


Abandono

O teu silêncio
E tua descoberta
Cobre todo o ser
E o mundo,
E um cais de areia
Em sangue,
Um aborto profundo…

Desvario

⁠Você quer ficar comigo?
O coração palpitava,
O sangue parecia querer
Sair do corpo,
Assim como tudo parecia
Estranho.
E ela respondeu
Em forma de pergunta:
– Hum!… Você é poeta?


⁠Você quer ficar comigo?
O coração palpitava,
O sangue parecia querer
Sair do corpo,
Assim como tudo parecia
Estranho.
E ela respondeu
Em forma de pergunta:
– Hum!… Você é poeta?

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