Diga Não ao Abuso de Poder!

Policial algum tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos, não se combate a violência através de violência, cabe ao Estado trabalhar com meios de conscientização, cabe também a polícia saber agir devidamente.


Muitas pessoas rindo da situação de um rapaz algemado na garupa de uma mota e sendo conduzido de forma desumana por um militar, até a delegacia. Quem rir de uma situação como essa pode ser a próxima vítima, não precisa ser marginal, basta ser morador de um bairro periférico, pobre, negro. Quanto ser humano, temos de sermos contra o autoritarismo e o abuso de poder das autoridades, temos que sermos contra a quaisquer tipo de tortura.

Policial algum tem o direito de fazer justiça com as próprias mãos, não se combate a violência através de violência, cabe ao Estado trabalhar com meios de conscientização, cabe também a polícia saber agir devidamente. Vivemos numa sociedade marginalizada pelo Estado e por parte dela mesma, pois bem, a exclusão social contribui para o aumento da violência, a falta de geração de emprego e os devidos investimentos na educação, na cultura, na arte, nos projetos sociais também contribui para o aumento da violência.

Algumas pessoas responderam a um dos meus comentários, que o rapaz foi preso de tal forma, devido ser “traficante”, devido ter “roubado”, muitos colocaram justificativas para a má ação do militar, como se tal ação fosse plausível ou quem sabe digna de um troféu. Alguns falaram que pessoas que andam “direitas”, não passam por isso, que ele não deveria ter corrido, que “quem não deve não teme”, há quem chegou a comentar, que nunca viu uma pessoa “direita passar por isso” ou que “não passa por isso”. Passa sim, Cadê Amarildo? Todos os dias vemos notícias de pessoas sendo presas injustamente, todos os dias vemos casos de abuso de poder, todos os dias vemos casos de pessoas sendo descriminadas devido ao corte de cabelo, devido a forma de se vestir, a cor, por questão econômica… Nada disso é mimimi e muito menos vitimismo.

Quem lembra de 80 tiros disparados no carro de um músico negro? Quem disparou? Foi o exército brasileiro! Quem lembra de uma pessoa que morreu segurando um guarda-chuva, alegaram que pensou que ele estava armado, também teve outro caso de uma pessoa que morreu segurando uma furadeira. Imaginar uma pessoa sendo presa, por esta com materiais de limpeza numa manifestação, e algumas pessoas acreditar que é normal, os mesmos que dizem que quem passa por tal situação são bandidos… Quem será a próxima vítima? Pode ser você ou quem sabe eu.

Vi num certo dia uma postagem, escrita, para as pessoas terem cuidado ao sair na rua, pois corre o risco de ser confundida com algum marginal, pelo fato de ser negro, morador de bairro periférico, devido a uma tatuagem, devido a roupa que veste. O preconceito ainda existe no nosso país, quanto a isso não temos duvida alguma.

Imagem da internet.

Protesto

Não tem coração?
Despeja os que
Nada tem,
Ser impiedoso!…
Você! Você…
Você sabe o quanto
A vida é um sofrer!
Não, não melhor,
Senhor.
Autoridade que tem
Esse direito
De desmanchar
O que já esta feito
Por outras mãos,
Pois é, não luto pelo
Projeto, e sim!
Pelos pequenos
Corações que vivem
Dele.
Pessoas de olhares
Sofridos e lassos,
Desse mundo injusto!


Não tem coração?
Despeja os que
Nada tem,
Ser impiedoso!…
Você! Você…
Você sabe o quanto
A vida é um sofrer!
Não, não melhor,
Senhor.
Autoridade que tem
Esse direito
De desmanchar
O que já esta feito
Por outras mãos,
Pois é, não luto pelo
Projeto, e sim!
Pelos pequenos
Corações que vivem
Dele.
Pessoas de olhares
Sofridos e lassos,
Desse mundo injusto!

Raull Santiago é Mais Uma Prova do Que Vem Se Passando Em Nosso País

Eu estou super pensativo, momento bom para escrever, vi uma publicação desde cedo de um ativista chamado Raull Santiago, ele foi preso no Rio de Janeiro ao fazer uma live na Avenida Brasil, denunciando uma ação violenta feita por alguns militares que estavam abordando algumas pessoas, na live ele descreve “”SOS, policiais do choque altamente violentos nos pararam no meio da Av. Brasil. Estão sufocando Thiaguinho e Ricardo, apontaram fuzil para nós”, tudo isso aconteceu ontem, no dia do aniversário dele.


Eu estou super pensativo, momento bom para escrever, vi uma publicação desde cedo de um ativista chamado Raull Santiago, ele foi preso no Rio de Janeiro ao fazer uma live na Avenida Brasil, denunciando uma ação violenta feita por alguns militares que estavam abordando algumas pessoas, na live ele descreve “”SOS, policiais do choque altamente violentos nos pararam no meio da Av. Brasil. Estão sufocando Thiaguinho e Ricardo, apontaram fuzil para nós”, tudo isso aconteceu ontem, no dia do aniversário dele.

Lembrei de uma escrita de Adriano Espínola, publicado no livro “Meu querido canibal”, autoria de Antônio Torres, pág 149, 5° Edição, 2004, Record Editora. Adriano Espínola escreveu:

Avenida Brasil

Atenção, devagar:
assalto a mão armada
a 100m.

Atenção, não olhe:
espancamento e estupro
a 200m.

Atenção, não se abale:
assassinato e roubo
há 500 anos.

Adriano Espínola
(“O lote clandestino”)

Logo, eu fico imaginando, que hoje em dia a sociedade se encontra refém dos militares também, não apenas dos “bandidos”; a cada dia está ficando mais ainda visível o abuso de poder das autoridades que diz nos defender.

A sociedade é marginalizada pelo Estado e por parte dela mesma, ainda existe o preconceito em nosso país, também temos uma polícia pobre e subordinada pelo Estado para se achar no direito de humilhar pobre. Temos também uma polícia negra, que mora em bairro periférico subordinada pelo Estado para se sentir no direito de descriminar pessoas negra, pobre e moradora de bairro periférico – uma espécie de “capitão do mato”.

Não podemos ficar calado, diante ao abuso de poder das autoridades, temos que denunciar, lutar pelos nossos direitos quanto cidadão contribuinte do Estado, temos que nos unir quanto sociedade e não permitir ações autoritárias que visa nos oprimir e nos marginalizar.

 

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