São Paulo: Um Mundo Sem Bar (E Outras 50 Crônicas Pandêmicas), Autoria de Gilberto Amendola

Um Mundo Sem Bar (E Outras 50 Crônicas Pandêmicas), Autoria de Gilberto Amendola.


A Editora Patuá convida para o lançamento do livro “Um Mundo Sem Bar: E Outras 50 Crônicas Pandêmicas”, autoria de Gilberto Amendola, dia 24 de março, às 19h, na Rua Luís Murat, 40, São Paulo, 05436-050. Quem comparecer ao lançamento presencial ganhará de presente um livro do catálogo da editora. Mais informações www.editorapatua.com.br

Resenhas: “(Quase) Borboleta” e “Águas Turvas”


Assim que eu abrir os envelopes da correspondência trazidas-me pelo Correio, eu comecei a admirar a beleza de ambas as capas do livro de autoria de Helder Caldeira, e diante aos livros “(quase) borboleta” e o livro “águas turvas”, o livro “(quase) borboleta” fez com que eu observasse bem a capa e ao mesmo tempo o título, assim despertando-me a curiosidade, pois vi na capa toda uma simbologia e um mistério que eu precisava de alguma forma desvendar, para isso eu tive que penetrar no livro e unir cada mistério, que apresentava na capa, tanto a face de uma estátua belíssima, quanto ao título tudo despertou-me a curiosidade e a sede de leitura.

Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção ao fazer a leitura do livro “(quase) borboleta”, é a forma que o Helder Caldeira escreve, pois ele usa a descrição com uma grande maestria, assim capitando não apenas as personagens, quanto também todo o ambiente, o tempo e espaço. Tudo isso acabou despertando a minha curiosidade para iniciar também a minha leitura sobre o livro “águas turvas”, assim confirmando se de fato esse é o estilo do autor, estilo surpreendente de capitar tudo de forma descritiva, assim levando ao leitor a capacidade de também enxergar toda a sua sensibilidade quanto autor, de ambos os livros.

O livro “(quase) borboleta”, é um paralelo perfeito entre a busca da essência, que se encontra dentro do livro, é a transformação da borboleta e a sua luta para sair do casulo, o quase entre parentese, é a não subestimação da capacidade do processo de transformação. O fotógrafo Jared e a sua busca pela obra-prima e o Albert, por sua vez violinista do Reino Testemunha de Jeová, na busca pela sua primeira história de amor, ambos buscam a essência e o início do processo de sua transformação. Assim como a borboleta lutando para sair do casulo sozinha, ambos vão se encontrando através da busca e curiosidades.

“(quase) borboleta”, de Helder Caldeira.

É bom também incluir aqui o amigo de Jared, Tungow, que o autor do livro descreve-o de forma surpreendente “… cão de grande porte, com mais de trinta e cinco quilos, pouca consciência tinha do próprio corpo. No fundo Jared adorava essa aproximação vigorosa e descontrolada de Tungow. Não raro, dava boas gargalhadas e acabava fartamente lambido pelo fiel companheiro. Tinha convicção de que aquela relação o salvara do lado sombrio da fama e do sucesso…” Jared como já tenho descrito mais acima é fotógrafo. E também é artista plástico, reconhecido por ser filho de duas grandes estrelas do cinema, carregar esse grande fado de ser famoso não é nada fácil e o Helder Caldeira, soube descrever isso com uma grande maestria, e o seu fiel companheiro era quem o acolhia quando ele menos esperava “… Ninguém sai ileso de una vida pública. Tungow, com seu carinho, lealdade e amor incondicional, acabava atuando, também, como um redutor de danos. Danos mentais, que isso fique claro.”.

A gente percebe também o lado do escritor e o lado do jornalista presente em suas escritas, traços descritivos e algumas crônicas e fábulas constantemente presentes, carregadas muitas das vezes de mistério sem perder por sua vez a sutileza e a essência. A necessidade de perseverança e a capacidade de busca sem que tenha o dedo ou a interferência de outra pessoa em seu processo de metamorfose, mostra a importância e a sua capacidade de a borboleta torna-se inteira, todo o processo de dor e de solidão torna-se necessário para que a borboleta se torne protagonista de si mesma.

A filosofia e o mistério do autor se encontra desde o titulo do livro e a ilustração de sua capa, assim como o livro “(quase) borboleta”, o livro “águas turvas”, também marca toda a essência e mistério que por sua vez visa ser límpida ao longo do tempo. Não ler ambos os livros como se ele fosse apenas destinado a um único grupo LGBT, e sim, ler como o livro que quebra quaisquer tipo barreira, e também destinado para toda à família, que por sua vez carrega muitas das vezes uma vida desestruturada, não devido a homossexualidade, mas devido ao abandono, a perda e a busca de passar por cima de cada obstáculo.

Em “águas turvas”, o autor transmite da dificuldade a luta e a perseverança de continuar seguindo em frente, do brasileiro Gabriel ao Justin Thompson herdeiro de uma família republicana abastada, de Holden e dono de uma rede de revendedora de automóveis. O autor assim como descreve também toda a personagem, o tempo e o espaço, ele também fala de toda a situação econômica que se passou nos Estados Unidos, uma crise que se iniciou desde de 2008. Aí, que entra mais uma vez o lado do jornalista e a sua função de escritor, narrando todo acontecimento sem fugir do romance e de toda situação.

A tentativa de ter filho e passar por um processo de fertilização, a questão da mulher de ser muitas das vezes cobrada em ter filho para a alegria da família, como se fosse a obrigação dela e todo o desgaste e a perda e frustração, quanto também a questão do aborto, tudo isso é abordado no livro “águas turva”. Ter um filho fora da família e tentar esconder devido ter uma condição financeira boa e não querer quebrar o elo já construído com a família anterior, assim mantendo a família como a base de tudo e para não criar rebuliço, então surge a tentativa de subordinar a mulher para que ela venha à sumir com o filho, assim assumindo toda a maternidade sozinha, sem que ele tenha o direito de saber quem é o pai.

Não sou muito bom de fazer spoiler rsrs, mas recomendo e muito a leitura de ambos os livros para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões.

“águas turvas”, de Helder Caldeira.

A arte da crônica

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Os jornalistas e escritores José Trajano e Xico Sá falam das suas carreiras escrevendo sobre futebol, passando pela crônica e pela ficção, apresentando um panorama desse esporte no país,a partir dos seus livros.

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