Quando morrer a filosofia

Quando morrer a filosofia, poema de Valter Bitencourt Júnior, à Iraney Gonçalves Garcia


À Iraney Gonçalves Garcia

Sempre vai
Existir
Perguntas,
À vida
Ensina
O ser
A ser
Filosofo.
Quando
Matarem
A filosofia,
À vida
Vai perder
O tesão,
O ser também.
Quando parar
De questionar
Nada
Vai fazer
Sentido.
As perguntas…
É tudo o que
Move o mundo,
Na busca
Da resposta.

Fonte de imagem: Iraney Gonçalves Garcia, em Itacaré/BA, por Ramon Marques.

Lapidação

Lapidação, poema de Valter Bitencourt Júnior


Capito no cerúleo do céu
O desenhar das nuvens
Que muito dizia, diante
Da ventania, e a sombra da árvore
Que aconchegava-me.
Seus cabelos voavam, feito
Pena, e seu sorriso
Encantava-me como
A luz do final da tarde,
E novamente o amanhecer.
Debruço-me diante o papel
Para escrever palavras
Curvas e arquitetadas,
Desenho a sua face
Milhares de vezes,
Até chegar a perfeição:
– Beleza extrema.

A mulher e o homem

A mulher e o homem

Ás mulheres precisam de amor e carinho,
E em questão de segundos milhares são agredidas,
Em cada 2h morre uma, duas
E quem sabe mais,
E a rosa apanha, e por entre os espinhos
As suas dores.
E o homem não aprendeu
A respeitá-la como se elas fossem uma flor.
Tratando-se de sexo, muitos mostram da sua espécie um objeto, e assim apontam
As letras de músicas da minha atualidade,
Seguida de rótulos e marcas de bebidas alcoólicas.
E a poesia não mais encontra a sua sensualidade e beleza,
Diante a insensibilidade daqueles que
Leem e as tocam prá sentir as palavras,
Ver as imagens, prá ouvir o som,
E o ritmo (que não mais aparece – os poetas
Se suicidam e assassinam à escrita).
Quem disse que mulher é sexo frágil?
E quem não sabe que Amélia era mulher de verdade?
Assassinaram também o romantismo,
Mataram as rosas, e não existe mais chocolate,
E muito menos uma taça de vinho,
Não contemplam da noite o luar.
E a mulher torna o mundo mais belo,
E sem ela o homem é apenas um ser bruto,
E temos de lapidar o nosso ser
– Pra nossa racionalidade.

Valter Bitencourt Júnior


Ás mulheres precisam de amor e carinho,
E em questão de segundos milhares são agredidas,
Em cada 2h morre uma, duas
E quem sabe mais,
E a rosa apanha, e por entre os espinhos
As suas dores.
E o homem não aprendeu
A respeitá-la como se elas fossem uma flor.
Tratando-se de sexo, muitos mostram da sua espécie um objeto, e assim apontam
As letras de músicas da minha atualidade,
Seguida de rótulos e marcas de bebidas alcoólicas.
E a poesia não mais encontra a sua sensualidade e beleza,
Diante a insensibilidade daqueles que
Leem e as tocam prá sentir as palavras,
Ver as imagens, prá ouvir o som,
E o ritmo (que não mais aparece – os poetas
Se suicidam e assassinam à escrita).
Quem disse que mulher é sexo frágil?
E quem não sabe que Amélia era mulher de verdade?
Assassinaram também o romantismo,
Mataram as rosas, e não existe mais chocolate,
E muito menos uma taça de vinho,
Não contemplam da noite o luar.
E a mulher torna o mundo mais belo,
E sem ela o homem é apenas um ser bruto,
E temos de lapidar o nosso ser

-Pra nossa racionalidade.

Algumas escritas aos leitores e leitoras

Escritas de Valter Bitencourt Júnior.


Naquele dia

Doeu no peito
Quando você me abandonou
O café me tornou mais forte.

Aprendiz

As lágrimas
Dos olhos
De uma criança
Que aprendeu
A amar um time
Escorreu ao ver
A vitória do rival.
A criança
Aprende desde cedo
Que em jogo de futebol
Não é somente de ganhos:
– Um dia ganha, um dia perde,
Um dia ganha…
Assim também é a vida.

Chuva no sertão

Desenhei nos teus lábios
O desenho dos meus lábios
Seco, matei a sede!

Amar é ter medo de cometer injustiça ao próximo. Amor é a pureza, da pureza de todos os sentimentos, que o ser pode sentir.

Valter Bitencourt Júnior

⁠Sofrer pelo outro é uma das maneiras mais dolorosa de amar!

Valter bitencourt júnior

Amor

Não! Pode levar-me
Nessa sonoridade
Eterna
-quero ir contigo.

Amor desmanchado

Fecharei os meus olhos
E abrirei,
Quando a esperança
Surgir.

Laço de amor

Num marco de uma estrela
Dois amores olhando
No infinito
Cada um em sua
Direção.
Cada um levanta
As mãos Como se pudessem
Tocar umas nas
Outras
e no pescoço
Cada um com
Um amuleto
que preenche juntos
Um coração.

Aprenda a se unir com quem luta pelas causas sociais, não seja uma andorinha sozinha no meio da multidão!

Valter bitencourt júnior

A vida é assim

A vida é assim
Tudo assim
Eu sem jeito
A vida
Devagar
Uma cerveja
Transbordando
Em pleno
Domingo.
Poesia
Bela
Ver a morena
Andando
Rebolando
Deslizando
Beleza
Extrema
Da beleza.
É a vida
E eu
Apaixonado
Pelas belas
Canções
E ponho-me
A dançar.
Chamo a moça
Que eu tanto
Mirei e sequer
Tem dado-me
Bola, para dançar
– Recebi um não…
Outra moça
Ao meu
Lado
Na minha cola
Quando viu
Não me deixou
Na mão
E Dançou comigo
– Fizemos
Um belo par.

%d blogueiros gostam disto: