Mais Uma Forma de Interagir Com os Amigos e Amigas

Meu primeiro podcast


Escute através do Spotify.

Fiz o meu primeiro podcast, li três poemas de minha autoria “Sede”, “Meu ego” e “Quero mesmo é um disco voador”, ambos os poemas se encontram no livro “Você Pode: Antologia”.

Mistério

Abriu o coração
E vestiu-se de rosa,
Rosa o tempo
Pálido que floriu
Em instantes
O dia que renasceu
Feito o pulsar
Do coração
Que despertou-se da aurora
Foi-se deslizando
Vaga-rosa.
Enxergando a nudez
E a pureza,
Os óculos visava
De forma minuciosa
Chovia no lado de fora
E a lente transbordava
E tudo transformou-se
Em neblina.


Abriu o coração
E vestiu-se de rosa,
Rosa o tempo
Pálido que floriu
Em instantes
O dia que renasceu
Feito o pulsar
Do coração
Que despertou-se da aurora
Foi-se deslizando
Vaga-rosa.
Enxergando a nudez
E a pureza,
Os óculos visava
De forma minuciosa
Chovia no lado de fora
E a lente transbordava
E tudo transformou-se
Em neblina.

Nuance

Nuance, poema de Valter Bitencourt Júnior


No coração que habita o amor
Sempre há espaço para a saudade.
Amar é sentir segundos,
Minutos, horas, momentos e instantes.
É viajar por entre a certeza
E a dúvida, é derramar lágrimas
E saber matar a falta
Com mais e mais vontade.

Amanhã: Antônio Torres Faz 81 anos de Vida

13 de setembro, Antônio Torres, vai fazer 81 anos de vida. Nasceu no Junco, lugar hoje em dia conhecido como Sátiro Dia, em 13 de setembro de 1940, estreou na literatura com o livro “Um cão uivando para lua”, em 1972.


A patroa do pai de uma de minhas primas acostumava se desfazer de alguns livros, muitas das vezes o pai de minha prima pegava esses livros e dava prá ela. Como de costume ou hábito, fui na casa de minha tia, em 2012, a minha prima mostrou-me o livro e presenteou-me. O livro com a capa quase arrancada, cheio de rabiscos e riscos de alguém que parecia “gostar de literatura” (ironia), foi aos poucos chamando-me a atenção.

Refiro-me ao livro “Essa terra”, de autoria de Antônio Torres, foi assim que eu obtive contato pela primeira vez com uma das obras de Antônio Torres. Nas orelhas do livro encontra-se a opinião “da critica”, algo mais chamou-me a atenção, parecia que havia algumas páginas arrancadas e ao abrir o livro dei-me de cara com o prefácio de Lígia Chiappini Moraes Leite.

Um dos meus primeiros contatos com o “mestre” (ainda não o chamava de mestre ou de senhor até porque, não queria engrandecê-lo e muito menos diminui-lo), foi em 2014. A única coisa que eu sabia é que poderia ser o Antônio Torres ou alguém se passando por ele (ou trabalhando prá ele na divulgação de seus trabalhos).

Desde de o início da conversa eu percebi ser uma pessoa de uma grande humildade, super atenciosa. Cheguei a falar um pouco sobre o livro “Essa terra” e Antônio Torres pediu o meu endereço para mandar outra edição do livro, então assim fiz, a única coisa que poderia acontecer era não receber o livro ou receber…

Para a minha euforia, recebi o livro “Essa terra”, com as seguintes palavras “Para Valter Bitencourt Júnior, meu conterrâneo, com amizade”, datado em 20/01/2014. Para a minha surpresa nesse ano de 2021, assistindo a live do mais recente livro de Antônio Torres, o livro “Querida cidade”, Antônio Torres mencionou o meu nome chamando-me de “conterrâneo”, logo lembrei do autógrafo, incrível.

Não apenas recebi o livro “Essa terra”, quanto também um artigo digitalizado da “Revista Brasileiros”, com o título “Um uivo dessa terra”, por Antônio Laranjeira e Paulo Vasconcelos.

Essa Terra, de Antônio Torres, Coleção Nosso Tempo, Editora Ática.
Essa terra, de Antônio Torres, 2ª Edição, Edições BestBolsos, Rio de Janeiro, 2013.
Um uivo dessa terra, por Antônio Laranjeira e Paulo Vasconcelos, Revista Brasileiros, São Paulo, Dez. 2013.
“Para Valter Bitencourt Júnior, meu conterrâneo, com amizade”

Amanhã tem “Homenagem ao aniversário do escritor Antônio Torres”, será transmitido no canal do YouTube Biblioteca do Paiaiá, com os convidados Décio Torres Cruz, Tom Torres, Aleilton Fonseca e Marcelo Torres, às 19h.

“Homenagem ao aniversário do escritor Antônio Torres”

Voe

Voe, poema de Valter Bitencourt Júnior


Caso você tenha asas
-Voe!
Caso você não tenha asas
-Voe assim mesmo!
Voe na imaginação,
Voe no impossível,
Use o seu interior,
Voe na vida – viva.
Voe no querer – deseje.
Voe nas nuvens – flutue.
Caso você sinta-se preso
-Liberte-se!
Liberte-se de tudo aquilo
Que torna-lhe prisioneiro,
De tudo aquilo que o maltrate,
De tudo aquilo que venda os seus olhos,
De tudo aquilo que já o abandonou.
-Voe…

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