A mulher e o homem


A mulher e o homem

Ás mulheres precisam de amor e carinho,
E em questão de segundos milhares são agredidas,
Em cada 2h morre uma, duas
E quem sabe mais,
E a rosa apanha, e por entre os espinhos
As suas dores.
E o homem não aprendeu
A respeitá-la como se elas fossem uma flor.
Tratando-se de sexo, muitos mostram da sua espécie um objeto, e assim apontam
As letras de músicas da minha atualidade,
Seguida de rótulos e marcas de bebidas alcoólicas.
E a poesia não mais encontra a sua sensualidade e beleza,
Diante a insensibilidade daqueles que
Leem e as tocam prá sentir as palavras,
Ver as imagens, prá ouvir o som,
E o ritmo (que não mais aparece – os poetas
Se suicidam e assassinam à escrita).
Quem disse que mulher é sexo frágil?
E quem não sabe que Amélia era mulher de verdade?
Assassinaram também o romantismo,
Mataram as rosas, e não existe mais chocolate,
E muito menos uma taça de vinho,
Não contemplam da noite o luar.
E a mulher torna o mundo mais belo,
E sem ela o homem é apenas um ser bruto,
E temos de lapidar o nosso ser
– Pra nossa racionalidade.

Valter Bitencourt Júnior

Inusitado


Você desfilava
E eu aqui parado
Na praça, menino
Solto.
Levantei-me
E do nada você vinha…
Caderno, livro, lápis,
Borracha… Tudo esbarrando-se
No chão.
Lembro como se fosse hoje
Quando declinei-me
Para ajudá-la,
E você também declinava-se…
Minha mão em sua mão
E você fitava-me,
Não segurei-me, e nem você…
– Marcamos o casamento.

Realidade


Uma droga
Que leva
Toda uma família
Em fúria.
A vida que vicia,
E nasce uma
overdose,
Que rouba o tempo
Maldita droga!
Que consome
E rouba a alma
Do ser.
……..
Em distância
O choro de um pai,
E o grito e desespero
De uma mãe.

Lembrança


Sensível esta a sua visão
Ao seu amanhecer,
O sol penetra por sobre
Os seus olhos, tentando
Mostrar a luz do dia…
Sentia um pesadelo…
Sentia um pesadelo,
Na escuridão da noite,
Mas amanheceu…
O sol tênue com a luz
Entra em seu coração!
A luz do sol tênue
Entro por entre
Os escombros da janela,
Mas em você
Ainda resta um vazio…

Laço de amor


Num marco de uma estrela
Dois amores olhando
No infinito
Cada um em sua
Direção.
Cada um levanta
As mãos Como se pudessem
Tocar umas nas
Outras
e no pescoço
Cada um com
Um amuleto
que preenche juntos
Um coração.

Morte, negritude


A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericórdia…
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma sisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.

Beijos de jovens


Um canto
Que o vento leva.
Melodias,
Assovio de um pássaro,
Beijos de jovens
Apaixonados,
Amores, sentimentos,
Coração batendo,
Vida, e
Vivencias,
Sonhar ser eterno, gostar
Amar, que no coração
Jamais fique
Esse deserto!