Voe

Voe, poema de Valter Bitencourt Júnior


Caso você tenha asas
-Voe!
Caso você não tenha asas
-Voe assim mesmo!
Voe na imaginação,
Voe no impossível,
Use o seu interior,
Voe na vida – viva.
Voe no querer – deseje.
Voe nas nuvens – flutue.
Caso você sinta-se preso
-Liberte-se!
Liberte-se de tudo aquilo
Que torna-lhe prisioneiro,
De tudo aquilo que o maltrate,
De tudo aquilo que venda os seus olhos,
De tudo aquilo que já o abandonou.
-Voe…

Eu mesmo

Eu mesmo, poema de Valter Bitencourt Júnior


Deixei o meu amor me levar
E ao partir regressei
Em meu próprio ser.
Olhando-me no espelho
Eu pude enxergar-me
E vê o quanto preciso
Amar a mim mesmo.

Valter Bitencourt Júnior

Espelho

Espelho, poema de Valter Bitencourt Júnior


Olhar no espelho e enxergar a própria face,
Quem sabe vê os próprios olhos, nariz, boca,
Orelhas…
Olhar no espelho e enxergar a si mesmo!
Penetrar no próprio interior e quem sabe
Querer fugir de si mesmo – entrar no espelho
É entrar na própria alma e ir além
Do reflexo – filosofia profunda…
O espelho fala e torna o ser em um,
Mexe por dentro em argumentos.
Esse sou eu, o eu em atrito com o eu!
O que eu sou? Quem eu sou?
O eu fui? O que estou sendo?
Quem sabe enxergar um monstro dentro
De si?
Quem sabe querer beber da fonte da consciência?
Buscar mudança?
Todos os dias o espelho nos mostra algo
De diferente – o ser muda o tempo todo.
O espelho de cada dia – quem poderia seguir?
O espelho conotativo, se espelhar no bom
E melhor…
Ah, eu que não quero ser o espelho de seu ninguém,
Que cada um busque a sua própria identidade,
Que a minha eu já tenho e jamais
Abrirei mão.
O espelho denotativo e o espelho conotativo.
Palavras poéticas em reflexão,
Por entre o que há de sublime e grotesco.

Quando morrer a filosofia

Quando morrer a filosofia, poema de Valter Bitencourt Júnior, à Iraney Gonçalves Garcia


À Iraney Gonçalves Garcia

Sempre vai
Existir
Perguntas,
À vida
Ensina
O ser
A ser
Filosofo.
Quando
Matarem
A filosofia,
À vida
Vai perder
O tesão,
O ser também.
Quando parar
De questionar
Nada
Vai fazer
Sentido.
As perguntas…
É tudo o que
Move o mundo,
Na busca
Da resposta.

Fonte de imagem: Iraney Gonçalves Garcia, em Itacaré/BA, por Ramon Marques.

Eternamente

Eternamente, soneto de Valter Bitencourt Júnior


Peguei na mão da amada
Comecei a cantar uma velha canção,
Os olhos dela brilhavam,
Se derretia de amor, minha menina.

O dia em sol, nós respirava,
Cerveja e muita poesia,
Eu já não cantava
O som vinha da esquina.

Namoramos e firmamos
Nossos sonhos de eternidade
Hoje somos jovens

Amanhã ou depois
Em maior idade.
-Queremos nosso amor, pra toda vida.

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