Família

Para cada encanto uma flor
Um nevoeiro na visão
Cortinas estampada
Neblina e laço
De amor.
Vermelha flor
A brotar do botão.
Há plantas que morrem
Para se renovar
Há seres que vivem
Para morrer e reviver
Num simples riso
A transbordar.
Somos uma árvore
Genealógica
Velha árvore
A trazer frutos
E novas gerações.


Para cada encanto uma flor
Um nevoeiro na visão
Cortinas estampada
Neblina e laço
De amor.
Vermelha flor
A brotar do botão.
Há plantas que morrem
Para se renovar
Há seres que vivem
Para morrer e reviver
Num simples riso
A transbordar.
Somos uma árvore
Genealógica
Velha árvore
A trazer frutos
E novas gerações.

Flores no quintal de minha casa.

Realidade

Uma droga
Que leva
Toda uma família
Em fúria.
A vida que vicia,
E nasce uma
overdose,
Que rouba o tempo
Maldita droga!
Que consome
E rouba a alma
Do ser.
……..
Em distância
O choro de um pai,
E o grito e desespero
De uma mãe.


Uma droga
Que leva
Toda uma família
Em fúria.
A vida que vicia,
E nasce uma
overdose,
Que rouba o tempo
Maldita droga!
Que consome
E rouba a alma
Do ser.
……..
Em distância
O choro de um pai,
E o grito e desespero
De uma mãe.

Partida

Cava
A
Cova
De quem
Vai
Embora,
Sem a despedida.
Não há consolo
Abraço
Para quem fica.
Cava
A cova
De quem parte
E vira estatística
Nem todos
Se importa
Com a vida…
A
Vida
Do outro
Que vai
– Fica esquecida.
Não resta
Mais memória,
Queima
Os arquivos
Da história.
E espalham
Que nada
Vem sendo
Realidade
No coração
Humano
Também há
Maldade.
Cava
A cova
No mundo
De pessoas
Viva e por dentro
Morta.


Cava
A
Cova
De quem
Vai
Embora,
Sem a despedida.
Não há consolo
Abraço
Para quem fica.
Cava
A cova
De quem parte
E vira estatística
Nem todos
Se importa
Com a vida…
A
Vida
Do outro
Que vai
– Fica esquecida.
Não resta
Mais memória,
Queima
Os arquivos
Da história.
E espalham
Que nada
Vem sendo
Realidade
No coração
Humano
Também há
Maldade.
Cava
A cova
No mundo
De pessoas
Viva e por dentro
Morta.

Ricardo Boechat, depressão…


No ônibus, a gente sempre acaba ouvindo algumas conversas e outras, e uma delas foi sobre o Ricardo Boechat, um rapaz falando que o Ricardo Boechat foi um excelente jornalista, mas ele era depressivo, e que depressão é uma besteira, as pessoas tem de saber se fortalecer, e ser forte, outra pessoa passou a interagir e disse que existe pessoas que tem depressão e não sabe (e calou-se), o rapaz prosseguiu, quer dizer que eu vou terminar com a minha mulher e eu vou me matar? Muitas das vezes eu chego em casa a mulher quer assistir a novela, eu deixo ela assistir a novela, e compro outra televisão, eu tenho que trabalhar, ser forte, lutar para ter as minhas coisas…

Muitas das vezes fico observando essas pessoas falando sobre depressão, como se a depressão fosse algo que não existe, que é fácil de lidar… Que Deus o livre de que ele entre numa depressão, o ser humano não é forte a vida inteira, existe momentos bons e ruins, cada ser humano passa pelos seus momentos, são poucos que conseguem superar. Sempre quando escuto conversa como essa, fico pensativo, com a falta de sensibilidade de algumas pessoas, lembro de uma grande amiga que perdeu o pai, e entrou em depressão, lembro das lágrimas dela (e eu sem saber o que fazer, apenas buscando consolar em alguma forma com algumas palavras – seu pai, onde ele estiver, ele quer lhe ver feliz…), lembro dela deitada, um abraço bem fraco (leve), não via em sua face o sorriso, a memória sem funcionar direito.

Mas, quem sabe seja assim, muitas das vezes passamos a acreditar quando acontece com a gente mesma, logo o ser se torna sensível diante a tudo ao que falou. Viver em base de terapia, medicamentos, e saber que não pode parar, porque a depressão pode voltar caso pare, não é algo fácil. Saber que a mente pode levar o ser a fazer coisas que menos espera, não é fácil, o ser é capaz até de se matar, diante ao desespero, a não aceitação das pessoas, pior ainda quando a família abandona em momentos como esse.

13/02/2019, Facebook

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas de Natal


Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

Coração fantástico

Se a vida
Fosse a magia do natal,
Viveríamos num coração
Fantástico!

Feliz Natal

E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papai Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social – O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou “humano”,
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração – a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites – e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar…
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram…
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana – tola
Sempre quer ser mais
– Falta humildade na gente!
– Falta simplicidade na gente!
– Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também…
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).

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