Carlos Verçosa Fez Homenagem ao Solano Trindade

Homenagem ao Solano Trindade.


Acabei de fazer a leitura do poema “Sou negro”, autoria de Solano Trindade, publicado pelo Carlos Verçosa, no Meta. 19 de fevereiro foi o dia e o mês de falecimento de Solano Trindade.

Leiam:

SOLANO TRINDADE
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SOU NEGRO
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Sou negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh`alma recebeu o batismo dos tambores
atabaques, gongôs e agogôs

Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço
plantaram cana pro senhor de engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu

Depois meu avô brigou como um danado
nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso

Mesmo vovó
não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou

Na minh`alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação.

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O escritor Antônio Seixas
lembra Solano Trindade
grande poeta, diretor de
teatro e agitador cultural
dos anos pós-guerra.

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SOLANO TRINDADE
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Em 19 de fevereiro, recordamos o falecimento, no Rio de Janeiro, do poeta pernambucano Solano Trindade (1908-1974). Participou do I Congresso Afro-brasileiro, no Recife (1934), ao lado de Gilberto Freyre; da criação do Teatro Experimental do Negro (1944), com Abdias do Nascimento; e da criação do Teatro Popular Brasileiro (1950), com Edison Carneiro. Publicou: Poemas negros (1936); Poemas d´uma vida simples (1944); Seis tempos de poesia (1958); Cantares ao meu povo (1961).

Antônio Seixas

[in Clássicos da Literatura Brasileira,
FACEBOOK, Magé RJ, 19 fev 2022,
web | pesq. seleção poemas & fotos]
________________🖋
https://www.facebook.com/groups/classicosdaliteraturabrasileira/permalink/1273045176551512/

Tem mais poemas nos comentários.

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Carlos Verçosa, no Meta.

Hoje: Roda de Conversa

Hoje, 12, tem Flig – Festa Literária de Guaratinguetá – roda de conversa com Marcelo Moutinho, Mário Rodrigues e Xico Sá, a mediação será feita pelo Tiago Feijó e a transmissão será no canal do YouTube Cultura Guaratinguetá, o tema “A letra e a bola, o país do futebol e suas histórias.


Flig – Festa Literária de Guaratinguetá

Hoje, 12, tem Flig – Festa Literária de Guaratinguetá – roda de conversa com Marcelo Moutinho, Mário Rodrigues e Xico Sá, a mediação será feita pelo Tiago Feijó e a transmissão será no canal do YouTube Cultura Guaratinguetá, o tema “A letra e a bola, o país do futebol e suas histórias.

50 mulheres para se inspirar

Olha que legal, acabei de encontrar o livro 50 mulheres para se inspirar, acredito que resistir é super importante e sempre há alguém a se espelhar, assim ganhando força para seguir em frente. Acredito que todo ser humano nasceu para superar e vencer cada obstáculo e a mulher por sua vez vem quebrando diversas barreiras!


50 mulheres para se inspirar, por Alice Ramos.

Olha que legal, acabei de encontrar o livro 50 mulheres para se inspirar, acredito que resistir é super importante e sempre há alguém a se espelhar, assim ganhando força para seguir em frente. Acredito que todo ser humano nasceu para superar e vencer cada obstáculo e a mulher por sua vez vem quebrando diversas barreiras!

“Conheça neste livro grandes personalidades femininas que enfrentaram todo tipo de desafio e dificuldade para conquistar seu espaço no mundo e deixar seu legado.

São incríveis histórias de perseverança, força e superação que vão inspirar você a encontrar e a lutar pela sua própria causa!

Uma ótima dica de leitura para todas as idades, aproveite para conhecer histórias de personalidades como: Frida Kahlo, Katherine Johnson, Danica Patrick e outros destaques da história.”

50 mulheres para se inspirar

Acampamento Terra Livre: Em Defesa Dos Direitos Indígenas

Tradição, história, cultura, identidade. Devido à #Covid19, o #ATL2020 está sendo totalmente online e você pode acompanhar a programação do 3º dia em defesa dos direitos indígenas nos canais da @ApibOficial de onde estiver. https://t.co/RduPQ6Lz1B Via: Greenpeace


Tradição, história, cultura, identidade. Devido à #Covid19, o #ATL2020 está sendo totalmente online e você pode acompanhar a programação do 3º dia em defesa dos direitos indígenas nos canais da @ApibOficial de onde estiver. https://t.co/RduPQ6Lz1B Via: Greenpeace

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Migrar é um direito humano!


Até hoje em nossa atualidade, ser imigrante nunca foi fácil, muitos sem alternativa alguma tem de fugir do próprio país, buscando nada mais nada menos que abrigo, alimento, proteção. O caminho é incerto, porque nunca se sabe o que pode ser encontrado no país vizinho, muitos podem querer receber com pedra; a xenofobia ainda existe em nosso país e em muitos outros países, a intolerância vem muitas das vezes através dos próprios governantes, que criam um nacionalismo e patriotismo doentio, e boa parte da sociedade segue cegamente, muitos tentam até desfazer do direito humano, falam até em criar muros, fechar as fronteiras.

Estou amando o livro “Prólogo, ato, epílogo (memórias)”, de Fernanda Montenegro, segundo a Fernanda ela descende de uma família quase medieval, ligada a agricultura e ao pastoreio (…). Mas, a minha ideia não é entrar no livro, abordando cada ponto, até porque é uma leitura que venho iniciando e que muito vem me ensinando e despertando a minha curiosidade.

O Brasil é um país formado por pessoas de outros países, somos descendentes de africanos, índios, portugueses, holandeses, espanhóis, italianos… em nossas veias corre um pouco de tudo. A nossa cultura? A nossa cultura também é a mistura de todo esse povo, temos uma cultura riquíssima, por incrível que pareça, por mais que muitos tentem dizer que não, seja na música, no artesanato, na capoeira, no karatê, na dança, no esporte, na culinária, na fala… Migrar é um direito humano!

Lutar contra a xenofobia é lutar pelos direitos humanos, lutar contra o racismo é lutar pelos direitos humanos, da mesma forma que lutar contra a homofobia e vários outros tipos de “preconceitos” (no plural, até porque são vários).

Não devemos negar a nossa origem, há quem tente negar. O Brasil, por sua vez já recebeu milhares de imigrantes, muitos ficaram em nosso país trabalhando como agricultor, vendedor (muitos buscaram uma forma de sobrevivência). Sabemos também da história da escravidão, da exploração das nossas terras, da escravização dos índios, dos africanos trazidos para o “futuro Brasil”.

São histórias diferentes, mas que se abraçam ao mesmo tempo, porque ainda existe quem discrimine as pessoas que vem de outros países como refúgio, porque ainda existe a xenofobia, o racismo, o preconceito e a não aceitação de muitos.

Prólogo, ato, epílogo (memórias)
Prólogo, ato, epílogo (memórias), de Fernanda Montenegro.

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