Beijos de jovens

Um canto
Que o vento leva.
Melodias,
Assovio de um pássaro,
Beijos de jovens
Apaixonados,
Amores, sentimentos,
Coração batendo,
Vida, e
Vivencias,
Sonhar ser eterno, gostar
Amar, que no coração
Jamais fique
Esse deserto!


Um canto
Que o vento leva.
Melodias,
Assovio de um pássaro,
Beijos de jovens
Apaixonados,
Amores, sentimentos,
Coração batendo,
Vida, e
Vivencias,
Sonhar ser eterno, gostar
Amar, que no coração
Jamais fique
Esse deserto!

Protesto

Não tem coração?
Despeja os que
Nada tem,
Ser impiedoso!…
Você! Você…
Você sabe o quanto
A vida é um sofrer!
Não, não melhor,
Senhor.
Autoridade que tem
Esse direito
De desmanchar
O que já esta feito
Por outras mãos,
Pois é, não luto pelo
Projeto, e sim!
Pelos pequenos
Corações que vivem
Dele.
Pessoas de olhares
Sofridos e lassos,
Desse mundo injusto!


Não tem coração?
Despeja os que
Nada tem,
Ser impiedoso!…
Você! Você…
Você sabe o quanto
A vida é um sofrer!
Não, não melhor,
Senhor.
Autoridade que tem
Esse direito
De desmanchar
O que já esta feito
Por outras mãos,
Pois é, não luto pelo
Projeto, e sim!
Pelos pequenos
Corações que vivem
Dele.
Pessoas de olhares
Sofridos e lassos,
Desse mundo injusto!

Destino

Corria no asfalto
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa…
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to…
Volta,
Vai,
Fica
Foge…
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.


Corria no asfalto
Feito um carro
Sem roda,
Derrapa…
Des-
li-
za
no
as-
fal-
to…
Volta,
Vai,
Fica
Foge…
Indecisão
Da vida
Tudo
Foge
Tudo
Fica na vida
De um jovem.

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas de Natal


Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

Coração fantástico

Se a vida
Fosse a magia do natal,
Viveríamos num coração
Fantástico!

Feliz Natal

E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papai Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social – O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou “humano”,
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração – a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites – e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar…
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram…
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana – tola
Sempre quer ser mais
– Falta humildade na gente!
– Falta simplicidade na gente!
– Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também…
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).

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