Quebrando as barreiras da intolerância


Algo que as pessoas sempre gostaram é de festa, seja rico ou seja pobre, cada um busca uma forma de se divertir, quem sabe as pessoas brincam com a vida para não enlouquecer, jogam muitas das vezes todos os problemas para o lado e  faz de conta que não há o desemprego batendo na porta ou que não estamos passando por uma crise.

Um grupo de jovens estavam bebendo, ouvindo música de pagode, alguns dançando outros conversando, cada um carregando na face o sorriso, uma zoeira aqui e outra zoeira acolá.

Um pouco mais a cima tinha uma igreja, o pastor estava pregando as palavras sagradas. A minha audição estava dividida em dois lugares, num lado a música de pagode e no outro – o pastor pregando. Cada um busca a sua diversão, isso é verdade, mas tem algo que me chama muito a atenção na sociedade em que vivemos, a nossa sociedade tem uma fé muito grande.

–  Já está perto da contagem regressiva.

Alguns jovens abaixaram o som, e tomaram uma decisão, que é a de ir até a igreja, o pastor pregava e o tempo passava… fogos, abraços, um desejando ao outro feliz ano novo. (Pronto)

Então os jovens saíram novamente da igreja, ligaram o som e colocou novamente o pagode, começaram a dançar, abriram o champanhe, retornaram com as bebidas.

Todos com as suas crenças e esperança de um ano melhor “- com fé em Deus”. O que me chamou a atenção é que houve um determinado respeito, entre todos que ali se encontravam.

Ambos foram bem recebidos, até eu que não conhecia aquelas pessoas todas, observei tudo o que se passava, vi também a humildade das pessoas.

Não sei dizer se o culto tinha terminado, dessa vez a minha audição estava apenas em um lugar.

Tem que matar?


Segundo Doria, governador de São Paulo, a partir de janeiro (2020) a polícia vai atirar para matar. É como se a polícia já não estivesse atirando para matar, a quantidade de pessoas assassinadas pela polícia vem aumentando e muito. Pelo o que a gente vem observando, a polícia já vem ensaiando, nesse ano (2019), com relação as mortes de 9 jovens em baile funk de São Paulo, nesse mês de dezembro, uma verdadeira emboscada da polícia contra parte de uma sociedade já marginalizada, que curte um estilo musical (funk) criminalizado por parte da sociedade e pelo sistema em si. Enquanto isso os governos e até mesmo o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vem criando leis como por exemplo o projeto “anticrime”, um projeto de lei criminoso, que visa massacrar os pobres, negros, moradores dos bairros periféricos… querem dá licença para matar!

No governo Bolsonaro, não esperamos mais nada, diante aos discursos de ódio e preconceituoso dele, diante a formação de um novo partido criado por ele, com o nome Aliança Pelo Brasil, inclusive Bolsonaro ganhou até uma placa com o nome Aliança Pelo Brasil, feito com cápsula de arma, quanto ao número do partido? 38. Isso mostra o quanto esse governo é doentio e pouco se importa com o seu povo, prega o armamento da sociedade, sociedade essa vítima deste sistema perverso do próprio Estado, que marginaliza para depois mandar prender ou matar.

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