Lendo e relendo


Nada melhor que a leitura para compreender a história, o desenvolvimento de uma ou mais cidade, seus meios de produção, a religião, ensino… Me deparando novamente com o livro “Gabriela, Cravo e Canela”, autoria de Jorge Amado.

Maravilha


Nesses dias,
Mergulho em poemas.

Vícios


Entra de cabeça e pés
Em um caminho sem saída
Sua vida iguala um forte rubro
Sem paz!
Faz da vida um jogo
Que flutua e desce
Nas águas cristalinas
E se transforma
Em sofrimento singelo
Se perde nos vícios asquerosos
Quando tudo esta pra ser tarde
Você se isola, se entrega
Sequer vislumbra vontade
Se debate com crise
De abstinência, pertinência
Dias depois tudo parece ser bem.
É solto!
Mas o que vem a sua cabeça
Alimenta-se dos seus vícios
Deixando tristes lágrimas
Descendo pelas cachoeiras?

Lasso


Deixei que o vento
Entre em meu corpo
Como a primavera.
Florescendo o meu amor,
Entrei no infinito
Penetrando
Profundamente no gozo
Entrelaçando nas estrelas
O nosso corpo
Como um laço,
Lasso.

Ganância


Vivemos em um mundo sublime
E o tempo voa,
O ar flutua
Entramos em obstáculos, sem volta
Caminhamos no infinito cosmo
Onde a vida vira sonhos.
E enganos.
Os seres brigam entre si
Onde a ganância vira caos:
No amor, no prazer, na misericórdia,
Na guerra…
Tudo vira e cai em si mesmo.

Das sete faces do desprezo


Das sete faces do desprezo
A Carlos Drummond de Andrade

Quando eu nasci, não teve sequer um anjo torto
Que me dissesse que a vida não é
Tão fácil o quanto parece ser
Disse: Vai, Valter, ser baiano na vida.

Ladeiras faz bem ao coração
Jovens apaixonados na esquina
Dizendo que não se apega a ninguém.
A tarde de puro sol, o perigo
É imprevisível mesmo que o dia
Seja azul.

O ser vestido de uniforme
Vai trabalhar no ônibus lotado
Sequer sabe se vai ser assaltado,
Acha que tem muitos amigos
No fim de semana.
O ser vestido de uniforme,
Mal sabe quando vai quebrar a cara.

Meu Deus, que sociedade de muita fé,
Que muito chama pelo Senhor,
Pessoas de muita fé e pouco amor.

Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Carlos,
Eu seria outro poeta (?)
Nesse mundo vasto
Que maltrata meu coração.
Mundo mundo vasto mundo
Chega de ilusão?

Eu bem que vou dizer,
Esse mundo cheio de gente eu solitário
Em meu ego e vaidade
Vou me afogando
Sem sequer um abraço!

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.

Quanto a escrita? Vamos de 3 Poemas


Escreverei Escreverei faísca Quando tudo Estiver de cabeça Pra baixo! Escreverei chamas Para todas as paixões! Escreverei angústia Para todas as nostalgias. Azul e vermelho Não sei se escrevo céus; Não sei se escrevo fogos; Não sei se sinto mares; Não sei se escuto chamas! Tudo é um azul e vermelho Que no fim SeráContinuar lendo “Quanto a escrita? Vamos de 3 Poemas”

Siga o seu coração


Não quero ficar por baixoE nem ficar por cimaSó quero mostra-lheQue dentre esse seu ser excessivoO excesso não a levará a nadaA não ser ao piorA desgraça não vem só pro pobre,Mas também para o ricoDo seu ser sem amorNão há proveito.Mudarei os meus passosQue fazem tempestades, redemoinhos,Furacões…Para um novo caminhoQue faça o brancoSe transformarContinuar lendo “Siga o seu coração”