Gozação do amor

O amor pinta o céu 
E o rubro vira guerra.

Gozo com os ares.
Tudo vira uma sátira.
A vida se entristece.

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Siga o seu coração

Não quero ficar por baixo
E nem ficar por cima
Só quero mostra-lhe
Que dentre esse seu ser excessivo
O excesso não a levará a nada
A não ser ao pior
A desgraça não vem só pro pobre,
Mas também para o rico
Do seu ser sem amor
Não há proveito.
Mudarei os meus passos
Que fazem tempestades, redemoinhos,
Furacões…
Para um novo caminho
Que faça o branco
Se transformar em cores
Fantásticas.

Telepatia

Seu olhar brilhante
Em meu olhar pétreo,
Fez reluzir minha retina
Por entre os sonhos.
Certeiro entreguei-me
Ao seu coração tênue
Com todo cuidado,
Para não magoar-me,
Quem sabe numa ilusão,
Ou em sua despedida.
Retrato cada momento
Por entre os escombros
Seu ser solto, livre
Encontra-me.
O trocar de olhar
Tudo revela
– O olhar não mente.
Em pensamento
Você tudo diz,
E eu também,
Você descobre-me
E eu descubro-na,
Diante a esquina
Silenciosa.

Valter Bitencourt Júnior lendo poesia da própria autoria “Perfeição”

Perfeição

Olha a perfeição,
Rebolando,
Dançando,
Cantando,
Como se fosse uma rosa,
Olha a perfeição rosa,
Morta em sua direção como
O céu ao vento
Olha a perfeição tranquila
Beijando o relento.
Olha a perfeição vermelha cor
De guerra chorando a beleza…
Olha a perfeição como o sótão
Escuro; como a cortina da noite,
Suja; como o branco de um assento,
Visível; como a transparência
Do dia.
Olha a perfeição jogando tudo
Pra trás e se entregando ao seu
Inverso…
Olha a perfeição
Não está mais perfeita.

Sucesso ao Mestre Antonio Carlos Secchin, Grato Pela Generosidade, Axé!

    Hoje, 11 de outubro de 2018, 14:03, acabei de receber pelo Correio, o livro “O Galo Gago”, livro da autoria  do mestre Antonio Carlos Secchin, com a ilustração da Clara Gavilan. É uma grande satisfação, vou agora   a  leitura, abraço!

Valter Bitencourt Júnior, com o livro "O Galo Gago", livro da autoria do escritor Antonio Carlos Secchin

Valter Bitencourt Júnior, com o livro “O Galo Gago”, livro da autoria do escritor Antonio Carlos Secchin, com a ilustração de Clara Gavilan.

Autógrafo do mestre Antonio Carlos Secchin

“Ao caro Valter, esperando que goste das aventuras do galo gago, com um forte abraço do Secchin.” Rio, 05-10-2018.

Livro: Toque de Acalanto

    Adquira o livro, Toque de Acalanto, livro da minha autoria (Valter Bitencourt Júnior), publicado em 2017, através  do Clube de Autores, no livro você vai encontrar mais de 100 poesias, poesias de 2009 à 2011.

Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior, com o livro, “Toque de Acalanto”, Clube de Autores, 2017.

     Meu primeiro livro, que tenho começado a redigir em 2011, e publicado em 2017, livro que sofreu diversas auterações ao longo do tempo. Neste livro se encontra a poesia “Onde está o teu corpo“, “Ilusão“, “Doce Pecado“, “Casamento“, “Destino“, dentre outras.

    Hoje você pode adquirir não apenas através do site Clube de Autores, poderá também adquirir através  do site das Lojas Americanas, Mercado Livre, Estante Virtual, Livraria Cultura, Submarino, Canal Shoptime… O livro pode ser adquirido tanto na sua versão impressa, quanto na sua versão em e-book.

Livro: Toque de Acalanto, autoria de Valter Bitencourt Júnior

Livro: Toque de Acalanto, autoria de Valter Bitencourt Júnior, Clube de Autores, 2017.

Germinando Poesia: Antologia, Oganizado Por Valter Bitencourt Júnior, Participação Valdeck Almeida de Jesus, Almandrade, Josue Ramiro Ramalho, Leandro Flores

Foi publicado a antologia “Germinando Poesia”, com a participação  de Valdeck Almeida de Jesus, Almandrade, Josue  Ramiro Ramalho, Leandro Flores, publicado através da Amazon, 2018. ISBN -13: 9781976928932 ISBN-10: 1976928931

Adquira o seu na Amazon: Germinando Poesia: Antologia

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Resumo de meus estudos de literatura, trovadorismo, barroco, arcadismo, romantismo, parnasianismo, naturalismo, realismo, simbolismo, modernismo

 Trovadorismo ou Quinhentismo, é o nascimento da literatura, que tem como início no séc. XII. O trovadorismo tem como base a escrita pelos trovadores (poetas, e cantada pelos jograis. O interessante é que os jograis cantavam, mas não faziam poesia, assim como os trovadores faziam poesia, mas não cantavam.

 

   A principal escrita dos trovadores é o galego português as poesias, eram feitas e compiladas em “cancioneiras”, que eram uma espécie de coletânea, as principais “cancioneiras” era, a cancioneira da ajuda, cancioneira da vaticana, dentre outras.

 

   As poesias do trovadorismo só era cantadas para o clero e para a nobreza, não era cantada para o povo. Nessa época a priori operava-se o feudalismo. O senhor feudal era o proprietário de uma grande parte das terras, onde trabalhavam camponeses, em busca de muitas das vezes de uma moradia, de uma proteção dos senhores feudais, e pagavam através do trabalho, e da produtividade.
As poesias tinham quatro ‘formas’, eram: poesia de amor, poesia de amizade, poesia de escarnio e poesia de mal dizer. Nas poesia de amor era o homem como um ser inferior a mulher o homem diante os pés das mulheres, que ganhavam soberania, como se fossem deusas, e nunca profanada. Na poesia de amizade, eram homens que faziam poesia como se fossem mulheres, mulheres, que viam os ‘amados’ atravessarem o mar para uma batalha, e não se sabia se retornaria a suas casa, muitas das vezes uma despedida, não tratava se de um relacionamento na forma de escrita, mas por fim trata-se de dois casais, como se fossem amigos. A poesia de escarnio ou poesia de maldizer, eram poemas que satirizavam a nobreza, a sociedade, a política da época, etc, escreviam como uma forma irônica, de tudo o que se passava (na verdade na ironia).

 

   Barroco é mais um renascimento da literatura, o barroco é conhecido como uma pedra irregular, muitos dizem também ser uma fábrica de diamantes que tinha este nome, é uma época de desregramento, de contradições, onde os poetas trabalhavam com uma escrita cheia de oposições, ironias, exagero de figuras de linguagens, palavras, dentre outros. No Brasil tem como surgimento de Gregório de Matos Guerra, considerado ‘o pai da poesia brasileira’, que escreveu poemas de contexto filosófico, religioso, satírico, lírico dentre outros contextos. Nasceu no ano de 1633, na Bahia, e morreu no ano de a 1696, muitos dizem que nasceram um pouco antes dessa data de 1633, e que a data de nascimento de Gregório de Matos Guerra, não condiz, um dos pseudos de Gregório de Matos Guerra, era João, ele tem sido exilado da Bahia para Angola, devido as suas sátiras, que tem dado a ele o apelido de “boca do inferno”. Voltando para a Bahia, Gregório de Matos, não podendo entrar na Bahia foi para recife, onde morreu de uma doença que tem contraído em Angola. Gregório de Matos Guerra é filho de Gergório de Matos um homem abastardo e de Maria das Guerra. Formou-se em advocacia, em Coimbra, na Bahia não se tinha poetas formadas, no Brasil não se tinha poetas formas em seu próprio país, nessa época, ou eles vinham de Portugal, ou eram brasileiros, com formação em Portugal (Coimbra), no barroco temos também Manoel Botelho, que foi um dos poetas da época a ter o primeiro livro impresso em vida (viu ser impresso os próprios livro), ele mesmo traduzia os próprios livros para vários idiomas, Gregório de Matos não viu o seu livre ser publicado, as poesias de gregórios de matos, foram compilado por Vahagem, por isso muitos dizem que as poesias de Gregório de Matos foi um plagiador, porque os poemas dele foram sendo unidas a partir de pessoas que memorizaram as poesias dele, etc. Tinha também o poeta sebastião da Rocha Pita, que tenho lido um pouco mais, e segundo informações ele teve como um grande destaque principalmente na prosa.
Arcadismo foi mais um renascimento assim como o Barroco, onde a poesia saiu do Norte para o Sul do Brasil, Minas Gerais, obtendo assim a exploração do outro, originando a Confidência Mineira. Os poetas dessa época foi Thomas Gonzaga, Claudio Manoel da Costa, Santa Rita Durão, etc. (O Quinhentismo, Barroco e Arcadismo, ficou conhecido no Brasil como ‘Era Clássica’)
Saindo da ‘Era Clássica’, entra-se na ‘Era Nacional’, e surge o Romantismo, onde os poetas buscam uma identidade nacional, buscando assim uma forma de fugir dos ‘traçados de Portugal’, criando o próprio estilo, o introdutor do Romantismo no Brasil foi Gonçalves Magalhães, que tem publicado o livro “saudades”, e a principal poesia do Romantismo foi “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. Houve Três Gerações, a Primeira Geração foi o nacionalismo em busca de uma identidade, o Indianismo, que encontra-se também a obra Iracema, O Guarani, ambos de José de Alencar, dentre outras obras, tanto de José de Alencar como de outros escritores, dessa mesma época (não citados aqui), a Segunda Geração foi o Spleen, onde o poeta expressava a dor, a angustia, etc, na Segunda geração temos Aluísio de Azevedo, Fagundes Varela que chegou mais tarde, e que os poemas marcam o patriotismo, que volta-se a Primeira Geração. A Terceira Geração, foi a visão Condoreira, que foi com o poeta Castro Alves, ‘O poeta dos escravos’.

 

   O Romantismo teve uma grande partida, nessa época do séc. XIII, ocorreu a abertura dos Portos, em 1836, que estava a facilitar o fim da escravidão.

 

O fim do Romantismo, marca o nascimento de ‘três escolas literária’ O Parnasianismo, Naturalismo e Realismo, cada uma das escolas com um estilo diferente, ambas buscando por fim na outra, segundo informações, o realismo e o simbolismo tem vivido juntos por alguns tempo. (preciso estudar mais estas duas escolas literária).

 

   O Modernismo Brasileiro teve como início na Semana de Artes Moderna, nos anos de 1922, iniciando no mês de fevereiro, nos dias de 23, 24, 27, a abertura foi marcada pela apresentação de Mário de Andrade, que tem lido os textos, apresentando o Modernismo que estava a nascer no Brasil, muitas obras com estilos Futuristas, Expressionistas, Dadaístas, Cubista, Surrealista. Muitos chamavam os poetas Modernista de Parnasiano, devido a alguns dos estilos que encontrava se presente. Um dos poetas mais prestigiados da época era Manoel Bandeira, aparecendo depois o Poeta Carlos Drummond de Andrade, tornando um dos maiores poetas modernista brasileiro. Muitos iam somente para vaiarem, amigos, vizinhos, iam para assistirem e vaiarem os artistas, era a ‘moda’, da época. Na abertura também teve o quadro de Anita Malfati, na música teve Vila-Lobos. Tivemos na Segunda Geração Modernista Vinicius de Moraes, Carlos Drummonde de Andrade,, Manoel Bandeira (com novo estilo poético), na Terceira Geração tivemos Jorge Amado, dentre outros.
   O Modernismo foi o início de tudo, foi uma abertura para a ‘Geração Futura’, geração essa que é a nossa atualidade, abrindo espaço para a poesia concreta, poesia praxe, poesia marginal, poesia da Geração de 45, e de outras Gerações, que também tem sido a geração do poeta Carlos Drummond de Andrade, com a publicação do livro Sentimento do Mundo, e Rosa do Povo, obtivemos não só grande poetas como grandes escritores, como Clarisse Lispector, que apesar de não ter nascido no Brasil, tornou-se ‘brasileira de coração’, Graciliano Ramos, Lima Barreto, Jorge Amado, Euclides da Cunha, e tantos outros escritores. E a nossa contemporaneidade tem que conhecerem estas histórias, que não deixa de serem fundamental para a nossa literatura que a cada dia parece se tornar escarça, mas que vive a nascerem poetas e escritores, em busca de ganhos, tornando assim a escrita vulgar, que fortalecemos a escrita, a literatura brasileira, e sigamos adiante, estudando, lendo, aprendendo, escrevendo, etc.

 

OBS: Este textos baseasse, de leitura de vários livros que venho lendo, não só livro como revista, jornal, etc. Tirando assim as minhas conclusões, este texto não esta isento de conter erro, que pode ser reparado, e modificado ao longo do tempo, ele foi criado no dia 11/09/2013, busquei manter como o original na melhor forma possível. O meu interesse quando estava a escrever foi de registrar os meus estudos, que estava a fazer não só na escola, como fora da escola, a partir do curso 200 Anos de Poesia, administrado pelo poeta Douglas de Almeida que venho também a buscar a estudar mais ainda sobre a literatura, isso não quer dizer que não vinha estudando antes, e buscando me aperfeiçoar na escrita, baseado nestes estudos, que tenho buscado criar um grupo e leitura, de estudos com adolescentes, do bairro, em escola pública, e biblioteca comunitário do bairro, formando assim quem sabe novos poetas e poetisas, e quem sabe até mesmo escritores, e leitores de nossa literatura, apreciadores da escrita, que gosta de sempre estarem acompanhando trabalhos de nossos grandes mestres passados, presentes, “e futuros”.
Valter Bitencourt Júnior
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Falando um pouco da literatura brasileira, parte de meus estudos…

Aprendi a amar a literatura, gosto da literatura brasileira e a sua história, do quinhentismo ao contemporâneo. Admiro a história da literatura brasileira assim como o surgimento e origem do povo brasileiro, apesar de todo o confronto que teve devido a escravização e a injustiça social que vivemos pelos colonizadores, que tinha por interesse de tornar o Brasil coroa parte da coroa de Portugal, da descoberta do povo brasileiro em 1500 para o surgimento dos povos brasileiros e suas formações em 1530.
   Acho interessante quando se fala de literatura brasileira, e também da influência dos portugueses a nossa literatura, mas acabam abusando muito, unindo a literatura dos portugueses a literatura brasileira, tem livros que falam da literatura dos portugueses e da literatura do Brasil, os unindo do quinhentismos até o contemporâneo.
   Umas das grandes literaturas produzidas no Brasil já eram feitas pelos índios, eles desenhavam, pintavam, modelavam barros os transformando em potes, pintavam a face, isso é literatura também, é essa beleza que se tem que ser contada na história de nossa literatura, e claro não deixando de também de contar a vinda dos portugueses, assim como a Carta de Pero Vaz de Caminha. A carta de pero Vaz não tem nem um valor literário, por ele ser escrito com o interesse de descrever o local, para descrever tudo o que se passava durante as navegações, dai dar para sentir as ambições humana, até na escrita, e o quanto os portugueses falharam, e bem que poderia produzirem uma grandiosa literatura, com as imagens que se encontravam no futuro Brasil, antes de se tornar Brasil , devido ao nome do pau-brasil, há quem conteste que o Brasil não se originou do pau-brasil, mas aí será outros quinhentos para explicar…
  A literatura ela se desenvolve, ela não é fixa, ela ganha força, ela muda, ela se transforma, a literatura de hoje comparando como a de antes, tem que se perceber que vivemos e sofremos mudanças, e que para se ler a literatura passada, de épocas passadas, tem que se colocar naquela época. As palavras também se variaram foram ganhando mudanças, o que se era escrito com PH, como pharmacia, ninpha, afora não mais se escreve, se escreve como farmácia, ninfa, o que era escrito com dois “l”, hoje em dia não é mais, estrellas = estrelas, pera significava para (preposição), palavras que hoje em dia era visto como palavrão já tiveram bons significados, como por exemplo prostituta, veio da etimologia podar, cortar, a palavra brega se originou a partir do nome de um padre, Manoel de Nóbrega, que por sua vez era o nome de um local brasileiro, que saiu o Manoel de no, e ficou o braga, e devido a prostituição que se localizava no local o nome brega ganhou o significado de prostíbulo, interessante prostituta = podar, cortar, mas deixa queto (senão estenderá o texto).
   A literatura brasileira tem uma riqueza muito grande, o que falta é quem perceba, e descubra isso, essa grandiosidade que se encontra em nossa literatura, considerado o pai da poesia brasileira, temos o Gregório de Matos, baiano nasceu em no ano de 1633 se não me engano, conhecido como o “boca de inferno” devido as suas sátiras, mas o que poucas pessoas observam é a grandiosidade desse poeta, que foi foragido da Bahia para Angola, e de Angola impossibilitado de entrar na Bahia morreu em Recife, em mais ou menos em 1696, Gregório de matos Não escreveu somente poesias satíricas assim como também escreveu poemas de cunho religioso, filosófico, etc. Imagina como seria desafiar a política nessa época de colonia, onde para se publicar um livro teria que primeiro passar primeiro por Portugal, e ser analisado, muitos textos eram cortados, vinham faltando palavras, publicar livro no Brasil nunca foi fácil, até nos dias atuais, se encontra dificuldades, o poeta que conseguiu ver as suas obras publicadas e ainda escrevia os próprios poemas em outros idiomas, foi Manoel Botelho, poeta também do Barroco Brasileiro. No Brasil ou os escritores e poetas vinham de Portugal, ou eram brasileiros formados em Portugal, muitos se formavam e m médicos, advogados, jornalistas, era as “formações” que eles mais se empenhavam.
   Lendo um livro sobre a literatura brasileira acredito muito mais de um Gregório de matos como o indianista, escrevendo poemas usando palavras indígena do que muitos poetas do Romantismo, mas essa é a minha visão, ele usava as palavras, taquara, urupês, dentre outras palavras, mais prefiro fazer de conta, de que ele não foi indianista também, pois essa origem se desempenhou a partir da terceira parte do Romantismo brasileiro se não me engano. O Brasil é um país mestiço que sofreu muitas aculturações, sofreu mudanças culturais com a influência tanto dos portugueses quanto dos africanos, e muitos dizem em localidades terem sofridos também com esse choque de cultura com os russos, com os espanhóis, etc. O meu amor a literatura é essa história que me faz delirar, e a cada momento aprender, e descobrir mais e mais. Hoje em dia cada poeta é visto com um traço, cada poesias é visto com um etilo, e cada estilo a se diferenciar.
   A Bahia é o berço da poesia, é quem recebeu os portugueses e um dos primeiros locais a ser primeiro explorado, a literatura brasileira se inicia na Bahia queira ou não, depois indo para Minas Gerais, devido a Inconfidência mineira, mais isso, não quer dizer ter existido outros movimentos, sem ser voltado a Minas Gerais, claro, e mesmo que tenha muitas nunca se sabe se foi cortado, pelos historiadores, ao mando do estado, ou se foi nas queimas de arquivos. Cada época um estilo, uma forma, uma estrutura, o quinhentismo um estilo, o barroco outro estilo, o arcadismo, e assim sucessivamente, isso vai mostrando o quanto a literatura vai mudando com o tempo.
Muitos dizem, “eles (poetas e escritores) esconderam muitos o que se passava na época”, mas será que eles esconderam por que queriam, ou por que eram obrigados a esconderem, ou devido ao medo de ser mandado para outro país, ou ser enforcado? Claro que tudo vai da época, e cada época uma luta, mudanças melhorias e não melhorias… O quinhentismo, o barroco, o arcadismo, são três eras coloniais, e ainda se encontrando preso a Portugal, buscando formas de se libertar. Do Romantismo para os dias atuais já estamos nos localizando na era nacional, “sofremos” duas eras em nossa literatura a era colonial e a era nacional. Amo a literatura porque ela sofre mudanças acompanhando até mesmo a sociedade, o surgimento da poesia engajada, que denuncia os acontecimentos da sociedade, a literatura como uma defesa social, levando para a sociedade a capacidade de desenvolvimento a partir da leitura, das palavras, com a revolução francesa, a abertura dos portos, em 1838, a vinda da Família Real fugindo de Napoleão, para o Rio, antes da abertura dos portos, em 1808. A literatura Brasileira me encanta, me apaixona, me faz delirar porque ela ensina.
   A nossa sociedade necessitada de leitura, necessitada de aprender a descobrir, os filhos de pessoas abastardas que iam para França estudar, para “europas”, voltavam para o Brasil cheio de esperanças, cheios de vontade de ver um Brasil diferente, um Brasil sem escravos, um Brasil independente, os livros, pessoas que passaram a ter acesso a leitura, pelos filhos de fazendeiros, passaram a descobrir o quanto valeria a liberdade, muitos marcavam reuniões em igrejas, em passeios públicos, os líderes, muitos foram mortos, como uma forma de desfazer, e fazer com que as pessoas tenham medo, e não siga em frente com o pensamento do líder.
   Amo a literatura, porque ela sofre mudanças, e quando não sofre ela busca formas de mudar, e ir se diferenciando das anteriores… Poderia dar continuidade falando do Parnasianismo, Naturalismo, Realismo, Simbolismo, Modernismo, As gerações literárias, Poesia concreta poesia Marginal, poesia contemporânea que é a nossa poesia, e até quem sabe do Tropicalismo dos anos 70, mas continuarei estudando, me desenvolvendo, e aumentando os meus conhecimentos mais e mais.
Valter Bitencourt Júnior