Debate e Lançamento: A Revista Verde, de Cataguases – Contribuição à história do Modernismo


Luiz Ruffato, no Meta.

“Terça-feira, dia 15, a partir das 19 horas, Luiz Ruffato participa do debate que marca o lançamento do ensaio A Revista Verde, de Cataguases – Contribuição à história do Modernismo. No youtube da Autêntica Editora.”

Escrever, Como e Por quê: Uma DR Com Os Mestres

Escrever é uma das atividades humanas mais investigadas e, mesmo assim, obscuras. Cada escritor precisa modelar seu próprio conjunto de valores.


Sergio Rodrigues, no Meta.

Curso com: Sérgio Rodrigues

Escrever é uma das atividades humanas mais investigadas e, mesmo assim, obscuras. Cada escritor precisa modelar seu próprio conjunto de valores. De modo geral, oficinas de escrita criativa cobrem aspectos técnicos do ofício (como dar vida às palavras?), deixando na sombra escolhas pragmáticas (como ganhar a vida?) e até existenciais (é isso que quero para minha vida?) que todos os grandes nomes da história da literatura tiveram de enfrentar. Sem uma proposta de produção textual, esta não é bem uma oficina, mas uma ampla DR sobre aquilo que, no tesouro metaliterário legado por essas autoras e autores, pode ser útil a cada um. Processos criativos e estratégias para balancear arte e vida são debatidos com os participantes a partir dessa experiência coletiva, que inclui a do próprio professor.

Datas: 16, 23 de fevereiro 9 e 16 de março, quartas

Horário: 19h30 às 21h30

Plataforma: Zoom da Escrevedeira

De: R$ 390 Por: R$ 330 5x sem juros no cartão de crédito

Últimos dias para se inscrever: https://escrevedeira.com.br/produto/escrever-como-e-por-que-uma-dr-com-os-mestres-2

Sérgio Rodrigues é escritor, jornalista e roteirista de TV. É autor de diversos livros de ficção – com destaque para ‘O drible‘, vencedor dos prêmios Portugal Telecom de melhor romance e livro do ano de 2014 – e não ficção, entre estes o best-seller ‘Viva a língua brasileira!(2016), todos editados pela Companhia das Letras. Tem livros lançados na Espanha, nos EUA, na França, no México e em Portugal. É colunista da ‘Folha de S.Paulo‘.

Exagero

-Sempre
Queremos
Mais.


Transbordar
A cerveja
No copo,
É como
Infarta de
Felicidade.

Sempre
Queremos
Mais.

Yemanjá

Ela tem cabelo de bruma
Vestia a cor do céu, não, não
A cor do mar, a cor do céu-mar…


Quando saiu do mar com o cabelo perfumado
O vento passava levando seu aroma
E assim ela voltava para a maré (sumiu)
A gente presenteia a deusa!

Ela tem cabelo de bruma
Vestia a cor do céu, não, não
A cor do mar, a cor do céu-mar…

E as flores eram jogadas
Em seu corpo, as flores navegando
Além-mar.

E todos buscam o sinal

Será que vai aceitar?

As flores iam, iam, iam, sumiram, iram na busca
Da deusa.

Breve Resenha do Livro “Garatujas Selvagens” de José Inácio Vieira de Melo

Breve resenha da obra “Garatujas selvagens”, autoria de José Inácio Vieira de Melo.


Valter Bitencourt Júnios, no Spotify.

O José Inácio Vieira de Melo, na sua mais recente obra “garatujas selvagens”, traz poemas que vai além do versejar nordestino e penetra em toda uma filosofia, carregadas muitas das vezes de certezas, certezas essas, que muitas das vezes faz surgir as dúvidas.

O poeta mostra toda uma visão “Procuro // no claro ou no escuro / procuro porque procuro / sempre novos rumos / sem pensar futuros / procuro porque me curo / ao ultrapassar muros.”, visão essa que busca ir além e quebrar barreiras, quem sabe uma barreira de realidade ou da fantasia, o poeta esbanja pura sabedoria.

No poema “Amor luminoso”, José Inácio escreve , na sexta estofe os três versos seguintes “Sou pequeno, / mas o amor me eleva aos Andes, / onde sou condor e Castro Alves.” Como não ir a loucura com esses 3 versos na na sexta estrofe? Por sua vez na “miudeza” o poeta vai se tornando sublime, graças ao amor que o eleva ao “topo”, seu verso mostra toda uma visão condoreir e assim se encontrando como poeta, não apenas como se encontrando, quanto se identificando.

São poemas descritivos, fazendo uso de poucas elipses, seus poemas se encontra toda uma canção, pois não foram feitas apenas para serem lidas e declamadas, e sim, para serem cantadas. E dentro de seus poemas, José Inácio, faz referências a outros poetas, não apenas faz referências a outros poetas, quanto aos poemas de outros poetas, assim citando algubs trechos dentro de seus poemas.

No poema “Semeador” nos dois últimos versos da quadra que se encontra na quarta estrofe, o José Inácio Vieira de Melo, escreve “Pois por mais que haja dor e espinho, / eu nasci para semear amor e poesia”, o poeta se identifica e reconhece o seu dom.

E viva ao José Inácio Vieira de Melo e sua mais recente obra “garatujas selvagens”. Super indico aos amigos e amigas a leitura do livro.

Autógrafo de José Inácio Vieira de Melo à Valter Bitencourt Júnior, Pedra Só/BA, 30/11/2021.
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