“A Falta”, a Mais Nova Obra de Xico Sá


— Tá bom, seu Xico, mas do que trata mesmo esse seu novo livro? Tento responder nesse texto. Sim, o lançamento é neste domingo, meio-dia, n´A Feira do Livro (na frente do ex-estádio do Pacaembu, SP).

Às vésperas dos 40 anos e em final da carreira, o goleiro Yuri Cantagalo retorna da Espanha ao Brasil com o grande amor da sua vida, a quem trata apenas como A Sevilhana. Durante aquele jogo que pode ser a sua despedida — em um campo dividido ao meio pela linha do Equador —, ele se vê em desespero com o sumiço repentino e misterioso da mulher.

Para completar a angústia do arqueiro, sua mãe, Deolinda, havia feito uma revelação maluca na véspera: em vez do “pai desconhecido” que consta do registro de nascimento, Yury seria filho de Lev Yashin, o Aranha Negra, o mitológico guarda-redes da ex-URSS. Tudo poderia ser apenas um delírio materno, mas fatos e datas coincidem: o russo estivera mesmo no Rio de Janeiro em 1965, o que deixa o suposto herdeiro em parafuso.

Diante do redemoinho de acontecimentos e da decadência profissional, Yuri recorre ao seu guia filosófico, Albert Camus — o escritor argelino também havia sido goleiro na juventude — para tentar uma saída. Entre uma defesa e outra debaixo das traves, reflete sobre o trabalho de Sísifo, só comparável, segundo ele, ao seu ofício no futebol.

A partida em si é o que menos importa diante de tantos embaraços existenciais. Àquela altura, somente as citações de ficção científica do narrador de rádio Dáblio Dáblio e os comentários teatrais do cronista esportivo Tirésias conseguem arrancar algum sorriso do protagonista. O resto é desespero.

Em 90 minutos, o angustiado guarda-redes repassa também momentos traumáticos da carreira que haviam sido encobertos, como o abuso sexual que sofreu nas categorias de base de clubes cariocas. A violência contra os amigos de infância no morro é outra memória que vem à tona e o impede de se religar afetivamente com o Brasil.

Yuri saiu do Rio muito jovem para jogar na Europa, onde atuou pelo Benfica e Sevilha. À beira da sua primeira morte (“O jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar”), somente a Sevilhana conseguiria resgatá-lo desse pântano mental. O gandula-xamã terá alguma pista? O anjo da latitude zero vai devolver a sua sanidade mínima? Um final misterioso aguarda as leitoras e os leitores dessa novela.

Xico Sá, no Meta (Facebook)
“A Falta”, autoria de Xico Sá.
“A Falta”, autoria de Xico Sá, pré-venda, na Amazon.
Lançamento do livro “A Falta”, autoria de Xico Sá. Xico Sá, via Instagram.

Debate e Lançamento: A Revista Verde, de Cataguases – Contribuição à história do Modernismo


Luiz Ruffato, no Meta.

“Terça-feira, dia 15, a partir das 19 horas, Luiz Ruffato participa do debate que marca o lançamento do ensaio A Revista Verde, de Cataguases – Contribuição à história do Modernismo. No youtube da Autêntica Editora.”

Escrever, Como e Por quê: Uma DR Com Os Mestres

Escrever é uma das atividades humanas mais investigadas e, mesmo assim, obscuras. Cada escritor precisa modelar seu próprio conjunto de valores.


Sergio Rodrigues, no Meta.

Curso com: Sérgio Rodrigues

Escrever é uma das atividades humanas mais investigadas e, mesmo assim, obscuras. Cada escritor precisa modelar seu próprio conjunto de valores. De modo geral, oficinas de escrita criativa cobrem aspectos técnicos do ofício (como dar vida às palavras?), deixando na sombra escolhas pragmáticas (como ganhar a vida?) e até existenciais (é isso que quero para minha vida?) que todos os grandes nomes da história da literatura tiveram de enfrentar. Sem uma proposta de produção textual, esta não é bem uma oficina, mas uma ampla DR sobre aquilo que, no tesouro metaliterário legado por essas autoras e autores, pode ser útil a cada um. Processos criativos e estratégias para balancear arte e vida são debatidos com os participantes a partir dessa experiência coletiva, que inclui a do próprio professor.

Datas: 16, 23 de fevereiro 9 e 16 de março, quartas

Horário: 19h30 às 21h30

Plataforma: Zoom da Escrevedeira

De: R$ 390 Por: R$ 330 5x sem juros no cartão de crédito

Últimos dias para se inscrever: https://escrevedeira.com.br/produto/escrever-como-e-por-que-uma-dr-com-os-mestres-2

Sérgio Rodrigues é escritor, jornalista e roteirista de TV. É autor de diversos livros de ficção – com destaque para ‘O drible‘, vencedor dos prêmios Portugal Telecom de melhor romance e livro do ano de 2014 – e não ficção, entre estes o best-seller ‘Viva a língua brasileira!(2016), todos editados pela Companhia das Letras. Tem livros lançados na Espanha, nos EUA, na França, no México e em Portugal. É colunista da ‘Folha de S.Paulo‘.

Exagero

-Sempre
Queremos
Mais.


Transbordar
A cerveja
No copo,
É como
Infarta de
Felicidade.

Sempre
Queremos
Mais.

Yemanjá

Ela tem cabelo de bruma
Vestia a cor do céu, não, não
A cor do mar, a cor do céu-mar…


Quando saiu do mar com o cabelo perfumado
O vento passava levando seu aroma
E assim ela voltava para a maré (sumiu)
A gente presenteia a deusa!

Ela tem cabelo de bruma
Vestia a cor do céu, não, não
A cor do mar, a cor do céu-mar…

E as flores eram jogadas
Em seu corpo, as flores navegando
Além-mar.

E todos buscam o sinal

Será que vai aceitar?

As flores iam, iam, iam, sumiram, iram na busca
Da deusa.

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