Assim Eu Vou Vivendo a Vida!

Dias depois, antes do ano novo, a minha família e eu decidimos viajar para Maracujá/BA, município de Serrolândia.


Passei o natal numa casa alugada pela empresa que o amigo (Flávio) trabalha, foram 4 dias maravilhosos, porque eu gosto do clima do interior, gosto da paz, não gosto de muito barulho e movimento de pessoas transitando de um lado para o outro. Recebi o convite para visitar a igreja e por minha vez tenho me sentido bem, sequer tenho percebido a hora passar, assim que acabou o culto, perguntei ao amigo “já acabou?”, e ele respondeu “sim”, como que um pouco impressionado com a minha pergunta.

No natal resolvemos assistir Netflix, assistimos alguns filmes, chegou o sono e resolvi dormir. Meu natal foi do jeito que eu gosto, sem muito arerê, sem gritaria e sem músicas com letras de múltiplo sentido. Quando eu queria escutar um som, escutava através do celular que a minha mãe tem emprestado-me para mandar mensagem para ela e informar como estou, se é um lugar bom… escutei algumas músicas que eu gosto, algumas músicas cantadas pelo Luis Miguel, Guadalupe Pineda, dentre outras canções. E o amigo, por vez dele – escutava algumas música de louvor.

Dia 27, regressei para casa…

Valter Bitencourt Júnior e Flávio (Amigo), em Feira de Santana/BA.

Dias depois, antes do ano novo, a minha família e eu decidimos viajar para Maracujá/BA, município de Serrolândia. Foi uma viagem maravilhosa, tranquila, saímos pela manhã e chegamos por volta de mais ou menos 4 ou 5 horas de viajem.

Valter Bitencourt Júnior e Júlia (Tia), em Maracujá/BA.

Em Maracujá/BA, pude rever a minha avó, a minha tia, meus primos e primas. Não fui para festa, não cheguei a sair assim, tenho ido na roça com a minha tia, mãe e prima. A minha avó decidiu ficar em casa, pois ela não estava querendo andar.

Valter Bitencourt Júnior, em Maracujá/BA.

No interior eu fui um bom observador, observei tudo o que se passava por minha volta, e acredito que toda viajem que fazemos ganhamos formas de aprendizagem, seja numa feira, seja no supermercado, numa praça… Gosto disso, eu pude sentir novamente o meu lado observador.

Anoitecer em Maracujá/BA, voltando da roça e indo para a casa de minha avó.

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas de Natal


Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

Coração fantástico

Se a vida
Fosse a magia do natal,
Viveríamos num coração
Fantástico!

Feliz Natal

E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papai Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social – O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou “humano”,
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração – a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites – e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar…
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram…
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana – tola
Sempre quer ser mais
– Falta humildade na gente!
– Falta simplicidade na gente!
– Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também…
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).

Espírito Natalino


Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

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