1º Prêmio Candango de Literatura #Prêmio #Literatura

1º Prêmio Candango de Literatura


O 1º Prêmio Candango de Literatura destina-se à premiação de obras literárias escritas em língua portuguesa, editadas e comercializadas nos Países da Comunidade Lusófona no ano de 2021.

Escritoras e escritores do Brasil, Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Macau, não deixem de se inscrever.

Aguardamos a sua obra!

@institutocasadeautores e @sececdf

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Maurício Melo Júnior, via Meta (Facebook)

Resenhas: “(Quase) Borboleta” e “Águas Turvas”


Assim que eu abrir os envelopes da correspondência trazidas-me pelo Correio, eu comecei a admirar a beleza de ambas as capas do livro de autoria de Helder Caldeira, e diante aos livros “(quase) borboleta” e o livro “águas turvas”, o livro “(quase) borboleta” fez com que eu observasse bem a capa e ao mesmo tempo o título, assim despertando-me a curiosidade, pois vi na capa toda uma simbologia e um mistério que eu precisava de alguma forma desvendar, para isso eu tive que penetrar no livro e unir cada mistério, que apresentava na capa, tanto a face de uma estátua belíssima, quanto ao título tudo despertou-me a curiosidade e a sede de leitura.

Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção ao fazer a leitura do livro “(quase) borboleta”, é a forma que o Helder Caldeira escreve, pois ele usa a descrição com uma grande maestria, assim capitando não apenas as personagens, quanto também todo o ambiente, o tempo e espaço. Tudo isso acabou despertando a minha curiosidade para iniciar também a minha leitura sobre o livro “águas turvas”, assim confirmando se de fato esse é o estilo do autor, estilo surpreendente de capitar tudo de forma descritiva, assim levando ao leitor a capacidade de também enxergar toda a sua sensibilidade quanto autor, de ambos os livros.

O livro “(quase) borboleta”, é um paralelo perfeito entre a busca da essência, que se encontra dentro do livro, é a transformação da borboleta e a sua luta para sair do casulo, o quase entre parentese, é a não subestimação da capacidade do processo de transformação. O fotógrafo Jared e a sua busca pela obra-prima e o Albert, por sua vez violinista do Reino Testemunha de Jeová, na busca pela sua primeira história de amor, ambos buscam a essência e o início do processo de sua transformação. Assim como a borboleta lutando para sair do casulo sozinha, ambos vão se encontrando através da busca e curiosidades.

“(quase) borboleta”, de Helder Caldeira.

É bom também incluir aqui o amigo de Jared, Tungow, que o autor do livro descreve-o de forma surpreendente “… cão de grande porte, com mais de trinta e cinco quilos, pouca consciência tinha do próprio corpo. No fundo Jared adorava essa aproximação vigorosa e descontrolada de Tungow. Não raro, dava boas gargalhadas e acabava fartamente lambido pelo fiel companheiro. Tinha convicção de que aquela relação o salvara do lado sombrio da fama e do sucesso…” Jared como já tenho descrito mais acima é fotógrafo. E também é artista plástico, reconhecido por ser filho de duas grandes estrelas do cinema, carregar esse grande fado de ser famoso não é nada fácil e o Helder Caldeira, soube descrever isso com uma grande maestria, e o seu fiel companheiro era quem o acolhia quando ele menos esperava “… Ninguém sai ileso de una vida pública. Tungow, com seu carinho, lealdade e amor incondicional, acabava atuando, também, como um redutor de danos. Danos mentais, que isso fique claro.”.

A gente percebe também o lado do escritor e o lado do jornalista presente em suas escritas, traços descritivos e algumas crônicas e fábulas constantemente presentes, carregadas muitas das vezes de mistério sem perder por sua vez a sutileza e a essência. A necessidade de perseverança e a capacidade de busca sem que tenha o dedo ou a interferência de outra pessoa em seu processo de metamorfose, mostra a importância e a sua capacidade de a borboleta torna-se inteira, todo o processo de dor e de solidão torna-se necessário para que a borboleta se torne protagonista de si mesma.

A filosofia e o mistério do autor se encontra desde o titulo do livro e a ilustração de sua capa, assim como o livro “(quase) borboleta”, o livro “águas turvas”, também marca toda a essência e mistério que por sua vez visa ser límpida ao longo do tempo. Não ler ambos os livros como se ele fosse apenas destinado a um único grupo LGBT, e sim, ler como o livro que quebra quaisquer tipo barreira, e também destinado para toda à família, que por sua vez carrega muitas das vezes uma vida desestruturada, não devido a homossexualidade, mas devido ao abandono, a perda e a busca de passar por cima de cada obstáculo.

Em “águas turvas”, o autor transmite da dificuldade a luta e a perseverança de continuar seguindo em frente, do brasileiro Gabriel ao Justin Thompson herdeiro de uma família republicana abastada, de Holden e dono de uma rede de revendedora de automóveis. O autor assim como descreve também toda a personagem, o tempo e o espaço, ele também fala de toda a situação econômica que se passou nos Estados Unidos, uma crise que se iniciou desde de 2008. Aí, que entra mais uma vez o lado do jornalista e a sua função de escritor, narrando todo acontecimento sem fugir do romance e de toda situação.

A tentativa de ter filho e passar por um processo de fertilização, a questão da mulher de ser muitas das vezes cobrada em ter filho para a alegria da família, como se fosse a obrigação dela e todo o desgaste e a perda e frustração, quanto também a questão do aborto, tudo isso é abordado no livro “águas turva”. Ter um filho fora da família e tentar esconder devido ter uma condição financeira boa e não querer quebrar o elo já construído com a família anterior, assim mantendo a família como a base de tudo e para não criar rebuliço, então surge a tentativa de subordinar a mulher para que ela venha à sumir com o filho, assim assumindo toda a maternidade sozinha, sem que ele tenha o direito de saber quem é o pai.

Não sou muito bom de fazer spoiler rsrs, mas recomendo e muito a leitura de ambos os livros para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões.

“águas turvas”, de Helder Caldeira.

Antônio Bakunin: a história do anarquista Antônio Fernandes Mendes – Carlos Pronzato

Para quem não assistiu ontem, 12, o documentário:  “Antônio Bakunin: a história do anarquista Antônio Fernandes Mendes”, dirigido pelo cineastra Carlos Pronzato, em parceria com a Biblioteca Emma Goldman, pode assistir no canal do YouTube “Feira Anarquista de São Paulo”. Não apenas as pessoas que não assistiram, quanto as pessoas que assistiram e querem assistir novamente.


Para quem não assistiu ontem, 12, o documentário:  “Antônio Bakunin: a história do anarquista Antônio Fernandes Mendes”, dirigido pelo cineastra Carlos Pronzato, em parceria com a Biblioteca Emma Goldman, pode assistir no canal do YouTube “Feira Anarquista de São Paulo”. Não apenas as pessoas que não assistiram, quanto as pessoas que assistiram e querem assistir novamente.

Parabéns, Aleilton Santana da Fonseca, Indicado Como Finalista do Prêmio Jabuti

O escritor Aleilton Santana da Fonseca, é o mais novo finalista do prêmio Jabuti, com o livro “A terra em pandemia”.


A editora Mondrongo, parabenizando o autor.

O escritor Aleilton Santana da Fonseca, é o mais novo finalista do prêmio Jabuti, com o livro “A terra em pandemia”.

Livro à venda na Amazon.

Conhecido na literatura como Aleilton Fonseca, nasceu em Firmino Alves/BA, em 21 de julho de 1959, é poeta, ficcionista, ensaísta e professor universitário. Autor dos livros:

  • 1981: Movimento de Sondagem;
  • 1984: O espelho da Consciência;
  • 1994: teoria Particular (Mas Nem Tanto) do Poema – Ou Poética Feita em Casa;
  • 1996: Enredo Romântico, Música do Fundo, manifestações Lúdico-Musicais no Romance Urbano do Romantismo (ensaio);
  • 1996: Oitenta: Poesias e Prosa. Coletânea Comemorativa dos “15 Anos dos Novos”;
  • 1997: Jaú dos Bois e Outros Contos;
  • 2000: Rotas e Imagens: Literatura e Outras Viagens;
  • 2001: O Desterro dos Mortos;
  • 2003: O Canto da Alvorada;
  • 2004: O triunfo de Sosígenes Costa;
  • 2006: As Formas do Barro & Outros Poemas;
  • 2006: Nhô Guimarães;
  • 2007: Todas as Casas (conto);
  • 2008: Les Marques du feu et Autres nouvelles de Bahia;
  • 2008: Guimarães Rosa, écrivain brésilien centenaire;
  • 2008: Tradução de Dominique Stoenesco);
  • 2008: O Olhar de Castro Alves (ensaios críticos de literatura baiana);
  • 2009: O Pêndulo de Euclides (romance);
  • 2009: Cantos e Recantos da Cidade. Vozes do Lirismo Urbano (Junto com Rosana Ribeiro Patricio);
  • 2010: A Mulher dos Sonhos e Outras Histórias de Humor (conto);
  • 2012: Memorial dos Corpos Sutis (novela);
  • 2012: As Marcas da Cidade (conto);
  • 2012: Sosígenes Costa os melhores Poemas;
  • 2012: O Arlequim da Pauliceia. Imagens de São Paulo na Poesia de Mário de Andrade;
  • 2012: Um Rio nos Olhos/Une rivière dans les yeux;
  • 2012: Jorge Amado nos Terreiros da Ficção (ensaio) (Organização: Myriam Fraga, Aleilton Fonseca e Evelina Hoisel);
  • 2013: Jorge Amado: Cem Anos Escrevendo o Brasil (ensaio) (Organização: Myriam Fraga, Aleilton Fonseca e Evelina Hoisel);
  • 2013: Un Río en Los Ojos;
  • 2014: Jorge Amado: Cacau a Volta ao Mundo em 80 anos (ensaio)

Sua obra mais recente é “A terra em pandemia”, já mencionado a cima. Obra essa também traduzida para italiano.

“A terra em pandemia”, traduzido para italiano “La terra in pandemia”, à venda na Amazon.

Leia mais sobre o autor: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Aleilton_Fonseca

Live de Lançamento: Concerto Lírico

No dia 07/08, tem live de lançamento da antologia “Concerto lírico”, organizado pelo poeta José Inácio Vieira de Melo, publicado através da Editora Penalux.


No dia 07/08, tem live de lançamento da antologia “Concerto lírico“, organizado pelo poeta José Inácio Vieira de Melo, publicado através da Editora Penalux.

“O lançamento virtual de Concerto Lírico acontecerá em duas lives.
O primeiro bate papo será com: Ângela Vilma, Cristina Leilane, Edmar Vieira, Elizeu Moreira Paranaguá, Goulart Gomes e João Vanderlei de Moraes Filho.
No canal José Inácio Vieira de Melo – Youtube.
Lembrando que o livro já se encontra a venda com José Inácio Vieira de Melo, organizador da antologia.”

José Inácio Vieira de Melo, nasceu em Alagoas/Maceió, em 16 de abril de 1968, é poeta, jornalista e produtor cultural. Hoje em dia reside em Salvador/BA, onde fez jornalismo através da UFBA. Em 2015, foi vencedor do Prêmio Quem de Literatura.

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