Que país é esse?

Quem diz que não há preconceito no Brasil está omitindo a realidade do nosso país.


Hoje, eu abordei um pouco sobre o que vem se passando em nosso país. Quem diz que não há preconceito no Brasil está omitindo a realidade do nosso país. Ainda existe preconceito em nosso país, ainda existe o racismo, a xenofobia… Ainda existe também o trabalho escravo. Ficar calado é permitir com que eu ou você acabe sendo a próxima vítima, basta ser negro, pobre… Ainda existe o preconceito em nosso país, escutem no Twitter!

Mundo de traição

Mundo de traição
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
– Desumano.
(…)


Mundo de traição
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
– Desumano.
Racional que se torna
Irracional,
Consciente que não
Controla o impulso
Se torna inconsciente:
– Até onde o ser pode ir?
– Até onde vai a monstruosidade
Humana?
Gente se matando aos poucos,
Gente se esquecendo
Que também é gente,
Gente por entre o ego
– Sobe o nariz.
Gente vaidosa,
Humilha que muitas das vezes
Não percebe:
– Que pode ficar sozinha.
Gente que se esquece
De se olhar no espelho:
– Preconceituosa.
Gente que cria o próprio
Apocalipse.
Ainda há gente
Que soltaria Barrabás
E mandaria crucrificar
Cristo,
Em nome do pai
Do filho
Do espírito santo
Amém!

Matar o próprio preconceito é se olhar no espelho


Todo ser humano carrega dentro de si algum tipo de preconceito, poucas as pessoas são capazes de olhar no espelho e encarar a si mesma, quem sabe reconhecer os próprios erros, assim fazendo quem sabe uma crítica de si mesma. Todo ser humano pode mudar ao longo do tempo, pode deixar de lado o preconceito que carrega dentro de si, reconhecer a própria ignorância de querer está a cima do outro e se mostrar superior, deixar de lado a arrogância e toda a vaidade, todo ser humano pode amar e respeitar o outro.

Preconceito não é “mimimi” e “vitimismo”, lutar contra o preconceito é uma luta humana que parte de si para o próximo. Racismo, xenofobia, homofobia, machismo… Mata! Vemos todos os dias casos de pessoas morrendo devido a não aceitação do outro. Temos que cuidar da nossa própria saúde mental, quanto ser humano, temos que ter cuidado com a nossa própria estupidez, com a intolerância que pode partir de cada um de nós.

Assisti na rede de televisão um caso que me deixou perplexo, um senhor de idade que deu um tiro no rosto de um homossexual… Segundo ele, ele não é homofóbico, e disse na reportagem, que na carteira de identidade não aparece “gay”, aparece sexo masculino e feminino, no fim da reportagem ele fez uma gozação, rebolou, fez gestos com as mãos, dizendo que isso é inaceitável, falou que não é certo homens barbados se beijando, apesar de tudo que ele falou continuou negando que ele é homofóbico, fora o que ele escreveu contra alguns homossexuais que morava no mesmo condomínio que ele, não tenho como reproduzir aqui, quem sabe algum leitor (aqui), tenha assistido.

Em um certo dia, ouvi um pastor falando que não tem nada contra o candomblé, então fiquei observando as palavras dele. Ele falou que quando fazia parte do candomblé, ele jogava despacho pelas estradas, fazia o mal para os outros, fumava maconha e usava muitas outras drogas, ele fez uso das más ações dele como uma forma de difamar o candomblé. Mesmo assim segundo ele, ele não tem nada contra o candomblé.

Casos como esse a gente vê em tudo que é canto, eu não tenho nada contra, tem que surgir o “mas”, tem que surgir algo que acaba mostrando que a pessoa tem algo contra.

Teve o caso de uma mulher, que assumiu que ela é racista, não gosta de negro, ela foi presa, pagou uma fiança e foi liberada. Fico aqui pensando, quanto uma pessoa preconceituosa tem de pagar para se manter viva e continuar germinando o preconceito, até mesmo incitando as pessoas a agirem de forma preconceituosa a ponto de até mesmo matar.

A gente tem que se olhar no espelho, quem sabe não necessite ser exatamente um espelho. Tem um ditado que diz, quando a gente aponta um dedo para o próximo, a gente aponta três dedos para si mesmo. Tenho que rever o quanto eu posso ser preconceituoso em algumas de minhas ações, como eu posso mudar com o tempo, assim me conscientizando para poder conscientizar outras pessoas.

Para muitos é normal prenderem e matarem negros e negras que moram na favela e em outras localidades também

Para muitos é normal prenderem e matarem negros e negras que moram na favela, e em outras localidades também. Porque, também morre negros e negras em áreas nobres, e muitos são criminalizados, pelos o que dizem lutar contra a violência em nosso pais. 


   É muito mais fácil condenar a vítima do que o opressor, porque nem todos querem se colocar no corpo da vítima. Logo faz da vítima de “vitimista”, como uma pessoa que se esconde por detrás do que muitos veem como um fracasso, ou seja, “ninguém mandou nascer com o cabelo duro, com a pele preta, na favela, como muitos dizem ninguém mandou ser ‘favelado'”. O ser gosta de pisar no outro, principalmente quando ela percebe que o outro se encontra no chão, logo nasce as separações e exclusões sociais.

   Para muitos é normal prenderem e matarem negros e negras que moram na favela, e em outras localidades também. Porque, também morre negros e negras em áreas nobres, e muitos são criminalizados, pelos o que dizem lutar contra a violência em nosso pais.

   Temos uma favela marginalizada que nem sempre é aceita no mercado de trabalho. Para muitos o negro ou a negra que luta pelo seu direito, tem de calar a boca, logo o difama de “vitimista”. São tão marginalizados, que não podem muitas das vezes montar uma guia e sair vendendo, que a prefeitura prende, nem sempre pelo fato de ser negro ou negra, mas por ser de menos condições de vida e pertencer a uma classe menos favorecida.

  Diante ao preconceito, basta não ter boas condições de vida, nem sempre por ser negro ou negra, que o ser é descriminado, ele também é descriminado de acordo com a condição de vida, e até pela opção sexual. O que eu sei é que, é difícil encontrar uma pessoa que diga ser branca no Brasil, que não tenha um pouco do sangue de negro ou negra correndo pelas veias, mesmo assim o preconceito ainda existe, em nosso país.

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Preconceito não é mimimi

 E todos os dias batem, prendem e matam negros na favela, e a gente vê um país onde a maioria das pessoas que se encontram presas e que são assassinadas são negras, o mesmo ocorre nos Estados Unidos e muitos outros países. 


    Ainda existe o preconceito em nossa sociedade, pessoas que desfazem umas das outras pela cor, pela forma de vestir, pelo cabelo, pela religião, pela cultura, pela arte.

    Não podemos encarar isso como mimimi, principalmente quando sabemos que muita gente vem sendo descriminada devido ao preconceito, marginalizada e até mesmo assassinada. Colocar isso como vitimismo é fazer descaso da situação alheia, até que ela atinja-o.

   Se artistas, pessoas famosas vem sendo atacadas por pessoas preconceituosas, que o taxam de macaco, e várias outras denominações, imagina quem é de menos condições de vida, que é visto muitas das vezes como marginal.

   E todos os dias batem, prendem e matam negros na favela, e a gente vê um país onde a maioria das pessoas que se encontram presas e que são assassinadas são negras, o mesmo ocorre nos Estados Unidos e muitos outros países.

   Estava vendo uma aprovação de uma lei que vai contra o genocídio de jovens e mulheres negras, o número de genocídio de jovens e mulheres negras no Brasil é muito grande. O caso é sério, não é brincadeira, e quem sofre com isso é a vítima, a quem muitos dizem que vem se fazendo de vitimista, claro, todo opressor quer se mostrar a cima da vítima.

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