Raull Santiago é Mais Uma Prova do Que Vem Se Passando Em Nosso País

Eu estou super pensativo, momento bom para escrever, vi uma publicação desde cedo de um ativista chamado Raull Santiago, ele foi preso no Rio de Janeiro ao fazer uma live na Avenida Brasil, denunciando uma ação violenta feita por alguns militares que estavam abordando algumas pessoas, na live ele descreve “”SOS, policiais do choque altamente violentos nos pararam no meio da Av. Brasil. Estão sufocando Thiaguinho e Ricardo, apontaram fuzil para nós”, tudo isso aconteceu ontem, no dia do aniversário dele.


Eu estou super pensativo, momento bom para escrever, vi uma publicação desde cedo de um ativista chamado Raull Santiago, ele foi preso no Rio de Janeiro ao fazer uma live na Avenida Brasil, denunciando uma ação violenta feita por alguns militares que estavam abordando algumas pessoas, na live ele descreve “”SOS, policiais do choque altamente violentos nos pararam no meio da Av. Brasil. Estão sufocando Thiaguinho e Ricardo, apontaram fuzil para nós”, tudo isso aconteceu ontem, no dia do aniversário dele.

Lembrei de uma escrita de Adriano Espínola, publicado no livro “Meu querido canibal”, autoria de Antônio Torres, pág 149, 5° Edição, 2004, Record Editora. Adriano Espínola escreveu:

Avenida Brasil

Atenção, devagar:
assalto a mão armada
a 100m.

Atenção, não olhe:
espancamento e estupro
a 200m.

Atenção, não se abale:
assassinato e roubo
há 500 anos.

Adriano Espínola
(“O lote clandestino”)

Logo, eu fico imaginando, que hoje em dia a sociedade se encontra refém dos militares também, não apenas dos “bandidos”; a cada dia está ficando mais ainda visível o abuso de poder das autoridades que diz nos defender.

A sociedade é marginalizada pelo Estado e por parte dela mesma, ainda existe o preconceito em nosso país, também temos uma polícia pobre e subordinada pelo Estado para se achar no direito de humilhar pobre. Temos também uma polícia negra, que mora em bairro periférico subordinada pelo Estado para se sentir no direito de descriminar pessoas negra, pobre e moradora de bairro periférico – uma espécie de “capitão do mato”.

Não podemos ficar calado, diante ao abuso de poder das autoridades, temos que denunciar, lutar pelos nossos direitos quanto cidadão contribuinte do Estado, temos que nos unir quanto sociedade e não permitir ações autoritárias que visa nos oprimir e nos marginalizar.

 

Visitar um preso é um direito humano


Visitar um preso é um direito humano, pense de como era épocas passadas, em que muita gente era presa por defender seus pensamentos, na busca da liberdade – na busca da liberdade de expressão e o direito de se opor aos males do sistema em que viveu, até hoje é assim, só que de forma camuflada. Muitos querem negar esse direito aos presos, o direito de receber uma visita, a sociedade e o sistema também transforma a sua própria espécia num monstro, porque para ela a justiça tem de punir da pior forma possível, o condenado, condenado esse que nem sempre tem o direito de defesa. Este livro e dentre outros livros sobre o mesmo (Milton Santos), conta a história de um grande homem, através de amigos e professores que tiveram contato com ele em vida, este livro foi organizado e publicado – lendo o livro 10 anos Sem Milton Santos, livro organizado pela Maria Auxiliadora da Silva, você vai entender sobre o que eu quero expressar no momento. Foi um grande geógrafo, que lutou para chegar a um determinado patamar e ser até mesmo reconhecido, foi vítima de preconceito na UFBA, teve que ir para São Paulo… A sociedade tem muito que defender o sistema de cotas, da mesma forma que muitos tem para ir contra o sistema de cotas, todos estes contribuem para que seja aceito o sistema de cotas, porque as oportunidades para o negro, índio, pessoas de menos condições sempre foi pequena e o sistema de cotas foi o que possibilitou para que o negro, índios, pessoas de menos condições, ingresse na Faculdade, e mesmo com esse sistema de cotas, o negro, o índio, e milhares de pessoas de menos condições, continuam sofrendo com o preconceito de muitos, que não querem aceitá-los lá… Tudo isso é uma questão de direito humano. Uma sociedade marginalizada pelo sistema e que também marginaliza. O que eu quero abordar, diante a toda essa questão é o direito humano, para alguns direitos serem aceitos, infelizmente necessita-se de leis, porque vivemos também diante a exclusão social. Vários intelectuais foram presos, cassados, torturados, assassinados – e épocas atrás, tudo era um tipo de lei, não tinham o direito de reivindicar os direitos, não podiam irem contra o sistema, massacravam um para dar exemplo aos demais, uma polícia subordanada para obedecerem as ordens dos seus carrascos, e se tornavam tão cruéis quanto seus comandantes. Direito humano, é o que deve ser reivindicado, e cobrado, diante a quaisquer tipo de sistema, a sociedade não deve ser escravas do sistema, todo sistema é pequeno diante a uma sociedade, que busca se organizar!

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