Morte, negritude

A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericórdia…
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma sisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.


A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericordia…
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma sisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.

Tiroteio


O carinha da esquina poderia está morto
Neste exato momento, só Deus, para
Salvá-lo – e salvou-no, sem mais nem menos.
E em todo canto gente correndo
Para todos os lados, e o pai é maior,
Menos o coração, daqueles que querem fazer o mal.
Instantes de desespero, mães chorando,
E filho preste a ir para outro lugar,
Sem ser a terra (mas, para onde?)
Nem sempre a vida é grata para todos,
basta crer que tudo pode mudar,
É a convicção daqueles que
De fato não tem nada a perder,
E muitas das vezes perde tanto…
A fé é maior, por mais que o caminho seja longo.
Quanto custa a vida? E quanto vale a morte?
Diante ao sofrer humano, e a miséria social,
O que importa mesmo é que tudo pode fazer sentido,
Basta acreditar, que o altíssimo pode estender a mão,
Sobre quem querer! E todo o gesto nobre,
Surge daqueles que tem humildade no coração.
O carinha da esquina tem sorte!
– Mas, quantos morreram neste dia?

 

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