Valdeck Almeida de Jesus, trouxe algo para lá de interessante no jornal A Voz da Favela, com o título “Poeta ou Poetisa?”


Valdeck Almeida de Jesus, trouxe algo para lá de interessante no jornal A Voz da Favela, com o título “Poeta ou Poetisa?”:

Poeta é substantivo se origem latina e grega. Poetisa é derivado (correspondente feminino) com o sufixo “isa”. “Designar a mulher como poetisa é diminuí-la intelectualmente. Eu mesma me intitulo poeta e acho desnecessário poetE ou poetX”, opina a escritora Rita Queiroz. Cecília Meireles rejeitava ser chamada de poetisa: “Eu canto porque o instante existe / e a minha vida está completa. / Não sou alegre nem sou triste: sou poeta”. Luz Marques diz: Eu sou poeta e não reconheço poetE ou poetX; ser poeta é ser livre e dispensa gênero; posso ser homem, mulher, Iansã, uma árvore, a mãe terra…”. “O termo ‘poeta’ para utilização  por mulheres cisgêneras funciona perfeitamente, pois o uso ressignifica o termo. Mas para mulheres trans, que ainda  são vistas como ‘homens’ pela sociedade, a estratégia não tem tanto sucesso assim, uma vez que podemos associar o uso masculino do termo a essas mulheres por transfobia e não ressignifiação”. É o que pensa Yuna Vitória. Para ela, “algumas se sentirão confortáveis utilizando e outras não, por conta dessa carga”. “Eu mesma não me ofendo se for chamada de “poeta”, mas me autodeclaro poetisa, afinal, faço mesmo poesia de miudezas.”. Quanto o neutralizar o gênero ela prefere poetE e não poetX, “pelo simples fato de “poetE” ser inteligível a software para portadores de deficiência visual. É mais incluso”, finaliza. O importante é aceitar a definição que cada pessoa prefere; respeitar as diferenças e apoiar a luta de cada um (a). E viva a poesia.

Valdeck Almeida de Jesus, no Jornal A Voz da Favela, pág. 8, Salvador, Dezembro 2019.

Foto da pág. 8, do jornal A Voz da Favela, onde se encontra o artigo "Poeta ou Poetisa", de Valdeck Almeida de Jesus
Foto da pág. 8, do jornal A Voz da Favela, onde se encontra o artigo “Poeta ou Poetisa”, de Valdeck Almeida de Jesus, jornal publicado em dezembro de 2019.

Valter Bitencourt Júnior Entrevistado Pelo Jornalista Valdeck Almeida de Jesus

Valter Bitencourt Júnior, entrevistado pelo jornalista, Valdeck Almeida de Jesus, no dia, 4 de Setembro de 2017, via, e-mail:


Valter Bitencourt Júnior, entrevistado pelo jornalista, Valdeck Almeida de Jesus, no dia, 4 de Setembro de 2017, via, e-mail:

Nome completo e nome que usa como artista da palavra…

Meu nome é Valter Bitencourt Júnior, faço uso do meu próprio nome como artista, tenho feito uso do pseudônimo Jkl, assim variando Jotakaele… mas não segui fazendo uso deste pseudônimo.

Desde quando escreve, que temática prevalece?

Escrevo desde quando fui descoberto como poeta, e 2009, na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, estavam convocando os alunos para participar do FACE (Festival Anual da Canção Estudantil), onde alguns iam compor suas canções e concorrer à prêmios, e também teve o TAL (Tempo de Artes Literária) e eu por minha vez participei do TAL, escrevendo a minha primeira poesia “Onde está o teu corpo”, poesia lida pela professora de língua portuguesa Sandra Zaira, que logo disse que tenho o dom da escrita, pois escrevi um belo poema e tem o traçado das poesias do poeta Carlos Drummond de Andrade, no dia que aconteceu o Tal, não fui concorrer, não sei se por vergonha de comparecer ao público, ou por não ter contido a minha ansiedade. Somente no ano de 2010 que apresentei, só que outra poesia chanada “Destino”, não fui um dos ganhadores do TAL, em 2011, passei a estudar no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, cobrei na direção o Face (Festival Anual da Canção Estudantil) e o TAL (Tempo de Artes Literária”, se não me engano apresentei a poesia “Coração de Pedra”, ganhei no segundo lugar, em 2012, apresentei a poesia “Onde está o teu corpo”, a poesia que não tinha apresentado na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, ganhei no primeiro lugar. Em minhas poesias discorro de vários temas, faço livre de versos brancos e livres (raramente faço uso de rimas, e não sou muito de obedecer a métrica).

O que pretende com a poesia?

Vejo a poesia como uma forma de conscientizar a sociedade, pretendo levar as palavras ao alcance de todos sem restrição, a poesia como uma forma de manifestação, como uma forma de protesto e também denúncia social, política… Ainda tenho muito a aprender, tenho de participar de mais oficinas literárias, e cursos de poesia.

A poesia é o que pra você? Quais recursos você utiliza no texto, na composição, com que intenção?

A poesia é tudo aquilo que tem por capacidade de transmitir um determinado sentimeto, pode ser encontrada em uma escrita, num desenho, numa pintura, nos elementos da natureza; existe uma diferença entre poesia e poema, a poesia como já tenho escrito, é tudo aquilo que tem por capacidade de transmitir um determinado sentimento, o poema por sua vez é o que compõe a obra de um poeta, ou a obra em si. Gosto de muitas das vezes de brincar com as palavras, faço uso de diversas figuras de línguagens e de som, não obedeço a métrica e raramente faço uso de rimas (como já tenho dito), muitas das vezes coloco um pouco de humor na poesia e coloco uma mensagem no final da poesia, para que a pessoa sinta, reflita o poema. Mas, mesmo sabendo que a minha contemporaneidade não vem fazendo uso de rima, tenho uma certa preocupação, para que a minha poesia não venha a ser apenas um texto, por isso que faço uso de figuras de línguagens e de som, coloco ritmo, e busco ao mesmo tempo sintonizar as palavras, para que a poesia por sua vez venha a ter um determinado valor literário, até porque eu sei que se pegar um texto e quebrar em forma de poesia, esse texto não será uma poesia, mesmo que ele venha a ter formato de poesia.

Além de poesia, que outra ou outras linguagens artísticas você usa como expressão?

Venho buscando escrever algumas prosas, muitas das vezes escrevo o que se passa no cotidiano (componho algumas crônicas), faço algumas críticas à própria literatura, crio alguns esboços, artigos… Vou publicar o meu segundo livro, penso em publicar através do site Amazon, sobre Antônio Fernandes Mendes, cearense, nascido em 1936, sofreu a seca do ceará e passou pela ditadura militar tendo de se refugiar para o sul do Brasil e depois foi descendo pro nordeste parando aqui na Bahia, onde faleceu em 2015.

Poesia rima com família? Por quê? Se não rima, por quê? O que é família pra você, além daquela formada por pai e mãe…?

Família é um tudo que um ser humano pode ter na vida, posso rimar a palavra família com a palavra amor, assim como o Drummond não rima a palavra sono com a palavra outono, ele rima com a palavra carne ou qualquer outra porque todas o convém… à palavra por sua vez é livre, e nem sempre é necessário rimar pra se fazer poesia, a família é algo livre, à gente que ama a nossa família se sente livre com ela, e a tem como um tudo. Quando se destrói uma família se destrói uma vida inteira…

Tem textos publicados em livro, livreto, antologia, livro solo, site, blog? Pode citar?
Você usa Facebook e redes socais como você pra expor teus trabalhos?

Tenho texto publicados em livro, nesse ano de 2017, publiquei através do site Clube de Autores o livro “Toque de Acalanto. Já publiquei em antologias, no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, hoje conhecido como Prêmio Literário Galinha Pulando, organizado pelo Valdeck Almeida de Jesus; O Diferencial da Favela, organizado pelo Sandro Sussuarana; Eldourado, organizado pela Celeiro de Escritores; Antologia Internacional Espaço do Poeta, organizado pelo Portal Jorge Guedes; tenho poesias publicadas em antologias organizadas pelo Alfred Asís; tenho publicado na revista n° 8, da Revista Omnira; tenho publicado na Revista Literária Café Com Letra, organizado pela Academia de Letras de Teófilo Otoni, tenho poesias em diversos sites que reune poetas e escritores de diversas partes do país, faço parte de sites da espanha, portugal, angola… tenho meus próprios sites e blogs, faço uso de redes sociais, Facebook, Twitter… Tenho a minha biografia no Dicionário de Escritores Contemporâneo da Bahia, organizado por Carlos Souza Yehua.

Deixe um resumo sobre você e um poema.

Valter Bitencourt Júnior, 25 de junho de 1994, Salvador, Bahia, Brasil, poeta e escritor, membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni e da Confraria Artística e Poetas Pela Paz (CAPPAZ), ex-secretário da Ordem dos Poetas do Brasil, tem a biografia no Dicionário de Escritores contemporâneo da Bahia, organizada por Carlos Souza Yeshua. Tem poesia publicada na Antologia Valdeck Almeida de Jesus – 2013, Editora Galinha Pulando, tem poesia na Antologia Diferencial da Favela, 2014, organizada por Sandro Sussuarana, tem poesia na Antologia Eldorado, 2014, organizada pela Celeiro de Escritores, tem poesia na Antologia Internacional Espaço do Poeta, 2015, organizado pelo Portal Jorge Guedes, Editora J.A. Torres, faz parte do site Recanto das Letras, Pensador, Lusos Poemas, Beco dos Poetas, Literart, dentre outros.

Desvario

O amor vermelho
Tem muitos segredos
E o pássaro preto a voar
Nuvens brancas e azuis
Casas pintadas de luz
Eis a vida não há quem diga
Que beleza flutua meu bem
Algodão voando
Quero aprender a ler
Os segredos do destino
O cão vadio
E não há regras
Pra quem ama
E coração preso
Quer ser solto
Como um pavio
Não pega fogo
Quando assobia
O tempo marcha
Em outras direções.
No baile
Na regra
Um mundo na régua
Conserva
A lei
Quem manda
É feroz
E perde-se a palavra
Quem dizer a verdade
Será expulso do paraíso
E viverá na terra
Pra toda vida.

Valter Bitencourt Júnior

Tem algum texto gravado em vídeo?

https://tvuol.uol.com.br/video/vicios-monologo-a-procura-04020C98386AE4C14326

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Germinando Poesia: Antologia, Oganizado Por Valter Bitencourt Júnior, Participação Valdeck Almeida de Jesus, Almandrade, Josue Ramiro Ramalho, Leandro Flores


Foi publicado a antologia “Germinando Poesia”, com a participação  de Valdeck Almeida de Jesus, Almandrade, Josue  Ramiro Ramalho, Leandro Flores, publicado através da Amazon, 2018. ISBN -13: 9781976928932 ISBN-10: 1976928931

Adquira o seu na Amazon: Germinando Poesia: Antologia

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Sobre a Antologia Germinando Poesia


Estou a organizar a mais nova antologia deste ano de 2018, Germinando Poesia: Antologia, é a primeira de muitas outras antologias que vou organizar. Pois bem, não é uma tarefa fácil, resolvi escolher algumas pessoas para participarem, algumas não tiveram interesse e outras aceitaram, muitos falaram que iam enviarem seus poemas e biografia, e por fim não enviaram, quem sabe falaram que vai enviar somente para não dizer não.

     Nova antologia com poucos participantes este é o meu interesse, reunir poucas pessoas para que elas possam serem lidas, e o bom é que a antologia por sua vez será gratuita, sem compromisso do colaborador (da poesia e da biografia) de comprar a antologia (pois bem, compram se quiserem, e se tiverem condição).

   Hoje em dia não vem sendo difícil publicar obras, sempre tem alguém publicando livros e antologias, uma das tarefas mais difícil é vender, e este tabu aos poucos podem serem quebrados. Nesta antologia será encontrado poesias de Valdeck Almeida de Jesus (também tem feito o prefácio do livro) assim como também a biografia, teremos a participação do Almandrade, Josue Ramiro Ramalho e Leandro Flores, incluindo também poesias da minha autoria e biografia.

   O nome da antologia será Germinando Poesia: Antologia (como já tenho redigido a cima), será publicado através da Amazon.

     Através da Amazon tenho publicado também os livros  Toque de Acalanto, Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil: Uma Vida Clandestina, Ensaios: Literário, Passagem: Poesia, no ano de 2017. Buscarei na melhor forma divulgar ambos os livros assim como a antologia, e não apenas divulgarei a antologia como também seus participantes.

   Meu currículo literário a cada dia vem se expandindo, eu (Valter Bitencourt Júnior), neste ano de 2018 faço 10 anos de poesia, pois desde 2009 que venho trilhando este caminho, fazendo poesias, e buscando divulgar nas redes sociais e alguns lugares que tenho ido. Com poesias no Recanto das Letras, Lusos Poemas, Literart, Site de Poesia e em blogs pessoais assim como redes sociais, viso neste ano divulgar mais ainda tanto o meu trabalho quanto o trabalho de amigos  que envolve literatura.

   Nesta antologia vai ser incluído também um isbn, como registro para proteger a escrita dos colaboradores, que vem a participar com suas escritas de suma importância, e de grande valor literário. Uma das maiores novidades é que a antologia Germinando Poesia, não vai ter apenas a versão impressa como também vai ter a versão em e-book, ambas as versões vão serem vendidas para mais ou menos 17 países, e não apenas no Brasil.

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