No meu mundo interior

Por dentro carrego um mundo
Somente meu, no meu mundo
Crio o que há de mais fantástico,
Transformo palavras em imagens,
E sou completamente livre,
Pulo penhasco e sou amparado
Por paraquedas,
No meu mundo sei nadar,
Coisa que não faço
Fora do meu mundo de imaginações.

Valter Bitencourt Júnior
Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.
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Paz

Paz em vez de violência
Neste mundo necessitado de amor.
Compaixão, misericórdia entre
Os irmãos, que sejamos recíprocos,
Assim como o dia com a natureza,
O sol com as plantas.
Que sejamos unidos como as formigas
A trabalharem juntas.
Que tenhamos pasciência
Para com as cigarras,
Que cantam em plena manhã,
A nos despertar.
Paz em vez de guerra,
Neste mundo necessitado de solidariedade,
Onde precisamos estender a mão
Para o outro, e abraçá-lo,
Em vez de oprimi-lo, massacrá-lo,
Batê-lo, executá-lo…
– Obedecendo a ordem do estado.
Paz, paz para os países em guerra:
– Paz para a Síria, paz para a Palestina, paz para a Índia, e muitos outros países
Necessitados de paz, amor,
Compaixão, misericórdia, solidariedade…
– Chega de massacre social,
O povo não merece viver
Como refugiados, da sua
Própria nação.
Paz, paz entre as famílias,
Entre os irmãos, entre os amigos,
Entre a comunidade,
Paz para o mundo, paz, tudo
Pede paz.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.

Sistema

Crianças tão inocentes
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E… Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta…
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?…
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.

A miséria

Oh! Dores
Que me pegam me prende
Saem ou não dos meus pecados?
Oh! Deus.
Cai do céu uma cachoeira
Devorando casas
Sai dos telúrios 
Uma quentura
Oh!Meu senhor nos castiga por quê?
Somos seres impetuosos
Governados por tiranos,
Fazemos muitas das vezes
As nossas próprias lástimas
Não deixando de ser ambicioso
Oh! Vida
A terra está se tornando
Um sofrimento
Fabricado por nós mesmos,
A miséria.

Gazeteiro de hoje

A busca de audiência
De formas teatrais, divulga
Exposição de cadáveres, estupros,
Pedofilia, assassinato
Em horários errados
Rompe a manhã acaba
Com a plenitude, desvia
Estradas só faz exaltar
A violência.
Atravessa a fronteira
Com depressões, tristeza,
Angustia esquece a
Cultura do seu pais
A arte, bons projetos, boas palestras…
Seja um bom gazeteiro
Divulgue tempestades,
Trovões, relâmpagos
Furacões, terremotos
E não deixe de destacar a paz, a plenitude,
As flores
E um bom cheiro
Que não venha a ser
De um rato
Morto.

Siga o seu coração

Não quero ficar por baixo
E nem ficar por cima
Só quero mostra-lhe
Que dentre esse seu ser excessivo
O excesso não a levará a nada
A não ser ao pior
A desgraça não vem só pro pobre,
Mas também para o rico
Do seu ser sem amor
Não há proveito.
Mudarei os meus passos
Que fazem tempestades, redemoinhos,
Furacões…
Para um novo caminho
Que faça o branco
Se transformar em cores
Fantásticas.