Ao pai


A pátria “mátria” chora a cada perda
A pátria mãe a cada dia indefesa
A pátria cala a cada segundo
A pátria faz silêncio – luto.

A vida vai embora quando menos
Se espera, o efêmero poderia ser perene
Diante a quem quer viver eternamente
A dor não consola

O sujeito. Há quem busque a glória
Há quem se engane na vitória
Há quem se perda no dinheiro.

Na medida que tudo se vai
De um dia que pode ser derradeiro
-Que tenhas misericórdia de nós!

Inusitado


Você desfilava
E eu aqui parado
Na praça, menino
Solto.
Levantei-me
E do nada você vinha…
Caderno, livro, lápis,
Borracha… Tudo esbarrando-se
No chão.
Lembro como se fosse hoje
Quando declinei-me
Para ajudá-la,
E você também declinava-se…
Minha mão em sua mão
E você fitava-me,
Não segurei-me, e nem você…
– Marcamos o casamento.

Realidade


Uma droga
Que leva
Toda uma família
Em fúria.
A vida que vicia,
E nasce uma
overdose,
Que rouba o tempo
Maldita droga!
Que consome
E rouba a alma
Do ser.
……..
Em distância
O choro de um pai,
E o grito e desespero
De uma mãe.

Momento


Sentir um imenso vazio no peito, queria olhar no espelho para enxergar o meu interior e ver o tempo que ganhei e o tempo que eu tenho perdido. Refletir a vida sempre foi doloroso, porque mexe muito comigo. Queria um abraço de quem não aceitei – do vazio a saudade de tempos que passaram eContinuar lendo “Momento”

Ao amor


“Amo el amor que se reparte/ en besos,
lecho y pan/amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz/ Amor que quere libertarse/
Para volver a amar/Amor divinizado que se acerca./
Amor divinizado que se va.”
(Pablo Neruda)

Me escraviza no amor,
Me mata, me consome,
Me morde querida amada
Para de tudo, para a ironia
Do dia ver a aurora
Os seus passos se distanciar
Do meu coração
Apaixonado.