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05/12/2019: Roda de Conversa Com Luciano Siqueira, Williams Santana e Sidney Rocha

Conclusão de um comentário que eu recebi, referente a 9 jovens, que morreram numa ação militar, no baile funk, em São Paulo


Conclusão de um comentário que eu recebi, referente a 9 jovens, que morreram numa ação militar, no baile funk, em São Paulo

Conclusão de um comentário que eu recebi, referente a 9 jovens, que morreram numa ação militar, no baile funk, em São Paulo: Se você é negro (mesmo que você se considere branco, tem sangue de negro correndo nas veias e é pobre), morador da favela: – não saia de casa, pois você corre o risco de passar pelo lugar errado, na hora errada e acabar sendo assassinado pela polícia (polícia pobre, negra, e até morador da favela, subordinada pelo sistema para obedecer as ordens que vem de cima para baixo). Valter Bitencourt Júnior, KD Frases: https://kdfrases.com/usuario/valterbjunior57/frase/200811

05/12/2019: Xico Sá Vai Contar Sobre as Entrevistas e Conversas Informais Que Teve Com o Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto


No dia 05, quinta-feira, no Cinema da Fundação/DERBY, Recife, com o tema “Os meus encontros com Gilberto e João, entre licores, aspirinas e cafés”, receberá Xico  Sá, que vai contar sobre as entrevistas e conversas informais que tinha com o Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto.

Palavras de Xico Sá, no Facebook:

Rebobinando a enferrujada fita cassete da memória para fazer a mesa “Os meus encontros com Gilberto e João, entre licores, aspirinas e cafés”. Contarei sobre as entrevistas e conversas informais que mantive com os dois gênios pernambucanos ao longa da vida de repórter, entre outras curiosidades de Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto -aí na foto com este ainda cabeludo jornalista.
É nesta quinta-feira (5/12), às 10h, no Cinema da Fundação/Derby, Recife. Na programação do Seminário para homenagear os 120 anos de GF e o centenário de João Cabral. beijos

Via: Xico Sá, no Facebook.

Gilberto Freire e João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto e Gilberto Freyre

 

 

Tem que matar?


Segundo Doria, governador de São Paulo, a partir de janeiro (2020) a polícia vai atirar para matar. É como se a polícia já não estivesse atirando para matar, a quantidade de pessoas assassinadas pela polícia vem aumentando e muito. Pelo o que a gente vem observando, a polícia já vem ensaiando, nesse ano (2019), com relação as mortes de 9 jovens em baile funk de São Paulo, nesse mês de dezembro, uma verdadeira emboscada da polícia contra parte de uma sociedade já marginalizada, que curte um estilo musical (funk) criminalizado por parte da sociedade e pelo sistema em si. Enquanto isso os governos e até mesmo o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vem criando leis como por exemplo o projeto “anticrime”, um projeto de lei criminoso, que visa massacrar os pobres, negros, moradores dos bairros periféricos… querem dá licença para matar!

No governo Bolsonaro, não esperamos mais nada, diante aos discursos de ódio e preconceituoso dele, diante a formação de um novo partido criado por ele, com o nome Aliança Pelo Brasil, inclusive Bolsonaro ganhou até uma placa com o nome Aliança Pelo Brasil, feito com cápsula de arma, quanto ao número do partido? 38. Isso mostra o quanto esse governo é doentio e pouco se importa com o seu povo, prega o armamento da sociedade, sociedade essa vítima deste sistema perverso do próprio Estado, que marginaliza para depois mandar prender ou matar.

O Professor(a) é Um Ser Fantástico: Carta da Professora Silvia Regina Para o Escritor Sidney Rocha


Incentivar os alunos para que eles cresçam e despertem a curiosidade pela escrita, pela leitura, pela arte, pela cultura em si – é de suma importância para a formação humana e intelectual.

Essa carta (convite) da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha, faz com que eu volte a alguns anos atrás, de quando  eu estudava na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, em 2009, pois nesse ano eu escrevi a poesia “Onde está o teu corpo”, para ser apresentado no projeto TAL (Tempo de Arte Literária), uma das minhas professoras chamada Sandra Zaira foi quem organizou, chamou cada um dos alunos para compor uma poesia ou uma música, pois também ia ser apresentado outro projeto chamado FACE (Festival da Canção Estudantil), neste ano eu não apresentei a poesia “Onde está o teu corpo”, poesia essa que segundo a professora Sandra Zaira, tem o estilo das poesias de Carlos Drummond de Andrade, não somente a professora Sandra Zaira tem dito isso, quanto outros amigos e amigas que leram:

Ao sentir o teu corpo perto do meu
Senti calor.
Olhei nos teus olhos,
Ganhei confiança
Nessa noite serena me apaixonei…
Ao sentir teu corpo perto do meu
Comecei a te admirar
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…

De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.

Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?

Em 2010, eu compus para esse mesmo projeto TAL (Tempo de Arte Literária), a poesia “Destino” (dessa vez eu apresentei), na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima. Não fui um dos vencedores, mesmo assim, eu ganhei motivação e passei a vê esse projeto com bons olhos para o encontro de novos talentos (um papel de suma importância para a escola):

O passado bate em minha porta feito chamas
Carregadas por um furacão,
Enfurecidas lembranças.
Jamais separaria os meus erros dos meus fracassos,
Há coisas que não queremos que sejam eternas
Como a realidade dos seus braços:
É como comprar alguém
E não querer ser comprado;
Explorar e velar um diamante tão raro…
Mas a joia mais cara do mundo não existe
O destino está voltado pra todos
Ou simplesmente estou triste.

Em 2011, eu passei a estudar no Colégio Estadual Dinah Gonçalves, perguntei pelos projetos TAL e FACE, obtive a informação de que não ia ter esse projeto, então resolvi escrever uma carta para a direção da escola, pedindo para que tenha ambos os projetos, e também apontei na carta a importância desses projetos em uma escola/colegio público (claro). Recebi a resposta da diretora Cristiane, em que ambos os projetos iam serem realizados. Não lembro direito o poema que eu tenho apresentado, nesse ano, não sei se foi a poesia “Coração de pedra”, fiquei no segundo lugar. Mas prossigo, sabe àquela poesia “Onde está o teu corpo”, em 2012, eu apresentei no Colégio Dinah Gonçalves, foi uma das minhas maiores apresentações que eu fiz recitando esse poema, ganhei no primeiro lugar.

Em 2013, não houve o projeto TAL e FACE, foi um ano de muitas manifestações, greve, protestos e reivindicações de direito. Houve algumas gincanas e alguns projetos para que todos alunos apresentassem no pátio da escola, posso dizer com propriedade que foi um ano muito difícil para mim (mas, não é o caso que tenho de abordar no momento), neste ano eu conclui os estudos.

Por minha vez, continuo compondo e publicando as minhas poesias, faço tudo da minha forma, leio, crio e publico nos sites, blogs, redes sociais, tenho os meus erros na escrita, e vou aprendendo com os meus erros, e também tenho meus acertos.

E tenho de me alegrar, com cartas (convite) como essa da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha, que com a sensibilidade pode reconhecer essa forma linda em convidar o escritor em forma de incentivar os alunos à escrita.

Sidney Rocha, publicou no Facebook:

[FALA SÉRIO: TEM COMO DIZER ´NÃO’ A UM CONVITE DESSES?]
Quem acompanha este monólogo, aqui, se lembrará de que certa encontrei um livro de biblioteca escolar pública, levado e mantido indevidamente em recepção de consultório de classe média. E que, depois de alguma resistência, consegui restaurar o bem público de volta à Escola Municipal Ana Maurícia Wanderley. Hoje, através de carta [leia detalhes, na foto, que emocionante] de uma das professoras à escola, recebo o convite de voltar ali, agora para falar aos alunos e alunas. É sempre alegria receber esse voto de confiança de uma professora (e) de uma escola pública. Lugar de escritor é na escola, redigo, tredigo.Claro, professoras Silvia e Divane, amanhã serei o primeiro aluno a chegar, às 8h, em Água Fria, Recife.Eis a “flip” do Brasil real. Me sinto bem aqui.

Sidney Rocha, no Facebook, 01 de dezembro de 2019.

Carta (convite) da Professora Silvia Regina Para o Escritor Sidney Rocha

Carta (convite) da professora Silvia Regina para o escritor Sidney Rocha.

Migrar é um direito humano!


Até hoje em nossa atualidade, ser imigrante nunca foi fácil, muitos sem alternativa alguma tem de fugir do próprio país, buscando nada mais nada menos que abrigo, alimento, proteção. O caminho é incerto, porque nunca se sabe o que pode ser encontrado no país vizinho, muitos podem querer receber com pedra; a xenofobia ainda existe em nosso país e em muitos outros países, a intolerância vem muitas das vezes através dos próprios governantes, que criam um nacionalismo e patriotismo doentio, e boa parte da sociedade segue cegamente, muitos tentam até desfazer do direito humano, falam até em criar muros, fechar as fronteiras.

Estou amando o livro “Prólogo, ato, epílogo (memórias)”, de Fernanda Montenegro, segundo a Fernanda ela descende de uma família quase medieval, ligada a agricultura e ao pastoreio (…). Mas, a minha ideia não é entrar no livro, abordando cada ponto, até porque é uma leitura que venho iniciando e que muito vem me ensinando e despertando a minha curiosidade.

O Brasil é um país formado por pessoas de outros países, somos descendentes de africanos, índios, portugueses, holandeses, espanhóis, italianos… em nossas veias corre um pouco de tudo. A nossa cultura? A nossa cultura também é a mistura de todo esse povo, temos uma cultura riquíssima, por incrível que pareça, por mais que muitos tentem dizer que não, seja na música, no artesanato, na capoeira, no karatê, na dança, no esporte, na culinária, na fala… Migrar é um direito humano!

Lutar contra a xenofobia é lutar pelos direitos humanos, lutar contra o racismo é lutar pelos direitos humanos, da mesma forma que lutar contra a homofobia e vários outros tipos de “preconceitos” (no plural, até porque são vários).

Não devemos negar a nossa origem, há quem tente negar. O Brasil, por sua vez já recebeu milhares de imigrantes, muitos ficaram em nosso país trabalhando como agricultor, vendedor (muitos buscaram uma forma de sobrevivência). Sabemos também da história da escravidão, da exploração das nossas terras, da escravização dos índios, dos africanos trazidos para o “futuro Brasil”.

São histórias diferentes, mas que se abraçam ao mesmo tempo, porque ainda existe quem discrimine as pessoas que vem de outros países como refúgio, porque ainda existe a xenofobia, o racismo, o preconceito e a não aceitação de muitos.

Prólogo, ato, epílogo (memórias)

Prólogo, ato, epílogo (memórias), de Fernanda Montenegro.

Valter Bitencourt Júnior: 3 Poemas de Natal


Espírito natalino

Se todas as crianças
Tivessem ao menos um lar,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem brinquedos,
Elas seriam felizes?
Se todas as crianças
Tivessem escolas?
Se todas as crianças
Pudessem se sujar,
Jogar bola, pular,
Dançar, rir, e sonhar…
Se todas as crianças fossem
Apenas crianças,
E são!
Se o Natal, fosse
Todos os dias,
E todas as crianças
Vivessem felizes?
Sem guerra, sem briga,
Sem tristeza…

Coração fantástico

Se a vida
Fosse a magia do natal,
Viveríamos num coração
Fantástico!

Feliz Natal

E o coração humano cada vez mais duro,
Por entre o ego e a vaidade a hipocrisia.
O amor a cada dia é assassinado, não
Mais se sabe o que é amor!?
E a vida custa muito caro, e a gente
Sempre se mostra não ter valor.
E o Natal nem sempre é de alegria,
O mundo em guerra, seres pedindo paz,
Gente passando fome,
E o Papai Noel não desce pela chaminé
Para entregar presentes
Para o rico e muito
Menos para o pobre,
Mesmo assim tudo tem suas diferenças.
Bombardeios, tiroteios, carnificina humana,
Desgraça alheia, miséria,
Descaso social – O mundo perdido,
E pouco se importa,
Os seres se mordem,
Matar parece que se tornou “humano”,
E sempre há um dia especial,
Desejo de Feliz Natal,
Nem sempre é dado com amor,
De coração – a falsidade
Muitas das vezes se encontra no olhar.

E se pudéssemos nascer novamente
Viver a vida e amar a vida,
Viver a vida, e respeitar a vida,
Viver a vida, saber os limites – e ter consciência,
Viver a vida, e viver um pouco de tudo
Consigo mesmo e com todos.
Matar o preconceito dentro de si,
Matar tudo aquilo que é capaz de matar
Os outros e a si mesmo,
Ter misericórdia, compaixão,
Sentir o que o outro sente,
Amenizar as dores, perdoar,
Amar, brincar, abraçar…
E o Natal não é mais o mesmo,
O natal é o dia que morre e renasce,
As espécies deveriam amar
Uns aos outros eternamente.

E toda a fé somente é digna
Se nela existir amar,
Caso contrário toda sua fé
Pode se tornar uma doença.
Minha sociedade está doente
Na fé, muito se deixaram levar
Pelas palavras, cegaram os olhos,
Se acomodaram…
E dizendo ter fé, não deixam de lado
A vaidade, o ego, a falácia.
As igrejas das espécies
Deve ser o universo,
E não palácios,
Construído pelo suor dos
Que nada tem,
Para o sustento dos usurpadores
De ideia, senhores
Do sistema, comprados pelo Estado.

E Cristo foi um ser simples,
A espécie humana – tola
Sempre quer ser mais
– Falta humildade na gente!
– Falta simplicidade na gente!
– Falta amor entre a gente!

Não sei mais o que pode vim
Lá na frente, a juventude perdida
Formando uma nova política,
Ou a juventude rica e podre dominando
A juventude perdida (tudo tem a sua diferença),
A gente tem que limpar a sujeira deles,
A gente tem de ser analfabeto,
A gente tem de viver no desequilíbrio,
É o que o sistema pede,
A gente é escravo do sistema,
Nossa opção? A rebeldia em nosso olhar,
E o medo também…
A tristeza, e a falsa felicidade nos bares
E bordéis da vida.

E o fim do mundo?
O fim provocado
Pela própria espécie!
E o fim do mundo?
Quem liga? As pessoas
Matam e se matam!
E o fim do mundo?
Que mundo vivemos?
(Lágrimas presas por dentro)
(Sufocado).

Uma Ameaça de Um Novo AI-5 Jamais Vai Conter Uma Sociedade Que Sabe Que Não Tem Nada a Perder


Que o governo saiba, que a luta social é muito mais forte do que se imagina, quando tudo explode não há quem segure os que sabem que não tem mais nada a perder. Quem provoca todo o caos é o próprio Estado, que visa tirar dos que nada tem, que cobra impostos absurdos, que tira da educação, da saúde, da segurança.

O Estado provoca o caos, porque diante a geração de emprego ele também gera o desemprego, a sociedade é controlado em tudo que é forma, principalmente pelo sistema capitalista, sistema esse que nos divide em ricos e pobres. E para o Estado, é necessário que exista a pobreza para que tenha quem limpe a sujeira dos ricos, quem faça a mão de obra barata, que pague imposto, que trabalhe e trabalhe, muitas das vezes sem o direito ao descanso e quem sabe o almoço, tem que existe quem se humilhe para poder suprir as próprias necessidades, a de comprar roupas, alimentos…

Se o Brasil virar o Chile, como muitos vem pregando, é graças ao próprio governo e as suas tiranias, de tentar se mostrar maior e superior aos anseios da sociedade, é graças ao governo que não aceita críticas e sugestões para que seja feita as devidas melhorias, governo este que trabalha em base de ameaças, pregando diversos tipos de discurso de ódio e preconceituoso.

Ameaçar uma nova AI-5, caso haja manifestações contra o governo, mostra toda a tirania desse governo atual, alguns vão dizer que quem falou não foi o presidente, foi o filho do presidente (o presidente não tomou posicionamento algum contra tal fala), e vão dizerem também que se trata de uma opinião, isso não é uma opinião é uma ameaça a sociedade e os direitos humanos.