Em Tempo de Pandemia Ajude o Artista Independente Adquirindo Obras e Passando Adiante


Estimadas e estimados compas de luta e da cultura: como milhões de trabalhadores autônomos, também não temos contracheque no fim do mês. Sendo assim, para manter a atividade, como, por exemplo, os que se dedicam às atividades gastronómicas e outras, tambem temos o nosso delivery em tempos de pandemia. Neste caso oferecemos uma caixa com 20 cartões com poemas sobre Brumadinho e o dvd LAMA, a crime Vale no Brasil (76 min/ 2019), também no seu interior. Solicitamos uma mínima aquisição de 5 caixinhas. Cada uma é R$ 30,00 (trinta reais). Portanto, 5 caixinhas de ALGUMA POESIA PARA BRUMADINHO (incluindo o dvd do documentário) sai por R$ 150,00, 10 caixinhas: R$ 300,00 e assim sucessivamente. Agradecemos a colaboração e esperamos poder retornar ao trabalho em breve, acrescentando filmes sobre questões políticas e sociais a um dos maiores acervos cinematográficos individuais de luta social do continente. Quem quiser adquirir outros documentários, encontrará mais de 70 títulos para assistir durante a quarentena no seguinte catálogo: http://www.lamestizaaudiovisual.com.br
contatos por aqui, in box, pelo mail: carlospronzato@gmail.com ou pelo zap 21 9 7995 7981

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Notas


Nota 1

A música dança na mente
Feito fumaça a brisar
O consciente.

Nota 2

A música em meu ser
Na maresia, penetrou
Profundamente em minha
Memória,
Feito fumaça entorpecente
Brincou com o meu subconsciente.

Nota 3

A música entrelaçou em minha mente
Confundindo o meu subconsciente.
Fechei os meus olhos na maresia:
– E deixei a brisa
Me levar.

Conheça Poesia Inédita de Manuel Bandeira


Antonio Carlos Secchin compartilha pela primeira vez, poesia de Manuel Bandeira, escrita em Teresópolis, no ano de 1966, à escrita foi para a mãe da escritora Lilian Fontes. Segundo Antonio Carlos Secchin, Manuel Bandeira dedicou para o pai de Lilian Fontes, no poema, para evitar atritos e não despertar ciúmes:

UM INÉDITO DE MANUEL BANDEIRA
Poema inédito, em versos octassílabos,
que, em 1966, Manuel Bandeira, aos 80 anos, dedicou à mãe da escritora Lilian Fontes, num fim de semana em Teresópolis. Para evitar atritos e não despertar ciúmes, rs, dedicou-o ao pai, e não à sra. Margot, mãe da escritora. Agradecemos a Lilian a gentileza de permitir a reprodução do texto! (“Pupila negra em córnea verde/ Sobre um fundo de moreneza,/ Para quem sua dona perde/ Em mistério, graça e beleza?//Por teres esses olhos verdes,/ Morena, podes ter certeza/ De que para nenhuma perdes/ Em mistério, graça e beleza.”).

Antonio Carlos Secchin, via: Facebook.

Poesia Inédita de Manuel Bandeira

Pupila negra em córnea verde/ Sobre um fundo de moreneza,/ Para quem sua dona perde/ Em mistério, graça e beleza?//Por teres esses olhos verdes,/ Morena, podes ter certeza/ De que para nenhuma perdes/ Em mistério, graça e beleza. Manuel Bandeira, Teresópolis – 1966.

Mundo de traição


Mundo de traição
E desconfiança,
Ser humano
Nem sempre é humano
– Desumano.
Racional que se torna
Irracional,
Consciente que não
Controla o impulso
Se torna inconsciente:
– Até onde o ser pode ir?
– Até onde vai a monstruosidade
Humana?
Gente se matando aos poucos,
Gente se esquecendo
Que também é gente,
Gente por entre o ego
– Sobe o nariz.
Gente vaidosa,
Humilha que muitas das vezes
Não percebe:
– Que pode ficar sozinha.
Gente que se esquece
De se olhar no espelho:
– Preconceituosa.
Gente que cria o próprio
Apocalipse.
Ainda há gente
Que soltaria Barrabás
E mandaria crucrificar
Cristo,
Em nome do pai
Do filho
Do espírito santo
Amém!

Acampamento Terra Livre: Em Defesa Dos Direitos Indígenas


Tradição, história, cultura, identidade. Devido à #Covid19, o #ATL2020 está sendo totalmente online e você pode acompanhar a programação do 3º dia em defesa dos direitos indígenas nos canais da @ApibOficial de onde estiver. https://t.co/RduPQ6Lz1B Via: Greenpeace

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Valter Bitencourt Júnior: 5 Poemas Para Ler e Compartilhar


Doce pecado

Nasce uma flor inusitada
Bela delirante
Curvosa…
Seu perfume é um cristal
Vindo das colinas,
Inspira o céu
Me transmite tranquilidade…
O tempo passa,
Tudo muda,
Ludibrias os meus olhos,
Me enlouquece,
E me perde
Nas profundezas
Da paixão.
Doce pecado
Que me pega por baixo
E me faz de surpresa,
Sufoca, lassa, faz de mim fatias
Me deixando em pedaços…

Nostalgia

Pra mim o rio já te cansou;
A maré te levou;
O passado te machucou
O hoje já morreu
O ontem sequer ressuscita
Os seus prantos se secaram
As cachoeiras se afugentaram
Por te verem as nuvens
Desmancharam-se
E a pergunta fica
O que tanto te fustiga?

Coração de pedra

Quero amolecer seu coração
De pedra,
Mostrar que a vida,
Nem sempre é tão dura
Quanto parece ser.
Vamos aproveitar
Segundos, minutos, horas, o fim, o começo
Como estivéssemos vivenciando
O gosto do último gole
De um prazeroso vinho
E passar a sentir a essência
De um grande perfume
Vou mostrá-lo que a vida
Não precisa ser tão longa
Para ser tão amada
Mas ela é curta
Para se ter
Inimigos.

Fuga

Fugirei dos seus braços
Ao perceber que, diante do gatilho,
Estou completamente perdido por você,
Desculpa! Se estiver sendo baixo
Só não quero corromper
As montanhas,
Tenho medo da neblina.
Seja minha ninfa!
Mas quero um pouco
Curtir a vida…
Um dia a farei
Meu universo, minha rainha
Serei seu dia,
Por enquanto
Da paixão serei de você
Uma fuga.

Gozação do amor

O amor pinta o céu
E o rubro vira guerra.

Gozo com os ares.
Tudo vira uma sátira.
A vida se entristece.

Sina


A tragédia
Também produz dinheiro,
Para quem vive
Na ambição
De tirar proveito.
Tem gente lucrando
Da nossa miséria,
Tem gente lucrando
Da nossa desgraça,
Tem gente
Manipulando a nossa
Mente,
Tem gente zombando
Da gente.
Tem gente
De tudo que é jeito
Que tira proveito
Da nossa crença,
Que brinca
Com a nossa humildade,
Que brinca com a nossa
Lealdade:
– Sociedade vivendo na cegueira.
Tem gente que nos separa
Em oposição.
E sustentamos
Todo o sistema,
Para o nosso próprio
Desespero,
E ser visto
Como bom
Cidadão.

Baita de Uma Lembrança do Facebook à Antonio Carlos Secchin


O Facebook lembrou ao poeta e acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin (Rio de Janeiro, 10 de junho de 1952), uma publicação feita em 23 de abril de 2015, às 13:45. Nessa publicação se encontra a foto que registra o mestre Antonio Carlos Secchin, autografando o livro de autoria dele para o Luiz Alfredo Garcia-Rosa (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1936 – Rio de Janeiro, 16 de abril de 2020).

Antonio Carlos Secchin autografando livro à Luiz Alfredo Garcia-Rosa em 2015

Antonio Carlos Secchin autografando livro à Luiz Alfredo Garcia-Rosa, em 2015.