Quantas vezes devemos perdoar um amigo?


A decepção e frustração fecha as portas para novas amizades, porque somos habituados a muitas das vezes a cobrar mais do outro e acabamos esquecendo de si mesmo. Vivemos hoje em dia numa sociedade que desconfia uma da outra, e, que acredita que não existe mais amizade, amigo para muitos é uma raridade para outros é algo que não existe.

Essa semana eu escutei “triste do homem que confia no outro”, será que o homem é leal a si mesmo? A decepção e frustração nos leva a generalização, quebrar a confiança é quebrar todo um elo criado, é quebrar todo um princípio e fica difícil de resgatar depois novamente. Diante a cada decepção e frustração são poucos que sabem valorizar um amigo.

O nosso ego muitas das vezes é incapaz de reconhecer um amigo, a nossa vaidade muitas das vezes quer apenas pisotear o próximo como forma de querer se mostar graande, quando na verdade estamos apenas diminuindo a si mesmo.

Quando recorrem a bíblia para criar uma demonstração da deslealdade do homem, muitos falam que Cristo foi traído, mas poucos falam da palavra “perdão”, “misericórdia”… “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18. 21,22).

Diante a cada decepção e frustração, quantas vezes devemos perdoar um amigo?

Momento


Sentir um imenso vazio no peito, queria olhar no espelho para enxergar o meu interior e ver o tempo que ganhei e o tempo que eu tenho perdido. Refletir a vida sempre foi doloroso, porque mexe muito comigo. Queria um abraço de quem não aceitei – do vazio a saudade de tempos que passaram e que jamais vai voltar.

Não sei se perdi a felicidade, não sei até quando eu conseguirei mentir que estou bem, quando na verdade nada vai bem – mentir que tudo vai bem quem sabe seja uma forma de esconder os próprios problemas ao próximo, até porque o próximo jamais terá a capacidade de ajudar, quem na verdade necessita de ajudar a si mesmo e procurar o rumo a seguir.

Na minha frente sempre há um nevoeiro, sempre há uma dificuldade, sempre há um obstáculo que eu tenho de quebrar.

Não queria escutar interrogações, queria mesmo escutar “que bom lhe ver” ou quem sabe um elogio qualquer que não me faça sentir grande e muito menos pequeno, queria escutar palavras verdadeiras, sinceras e leais.

Sinto uma imensa dor muitas das vezes, uma dor que faz com que eu lembre que eu sou humano e que preciso abaixar a cabeça matar o meu próprio ego, a minha vaidade, a minha ganância… – Tenho de parar de querer carregar o mundo nas costas, preciso amar o meu próprio ser e descobrir quem de fato eu sou.

Quem sabe não haja palavras que de fato venha definir os meus sentimentos, pois essa escrita é formada por palavras soltas… tão confusa quanto eu a cada dia que passa.

Ao amor


“Amo el amor que se reparte/ en besos,
lecho y pan/amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz/ Amor que quere libertarse/
Para volver a amar/Amor divinizado que se acerca./
Amor divinizado que se va.”
(Pablo Neruda)

Me escraviza no amor,
Me mata, me consome,
Me morde querida amada
Para de tudo, para a ironia
Do dia ver a aurora
Os seus passos se distanciar
Do meu coração
Apaixonado.

Lembrança de Quixabeira/BA


Valter Bitencourt (pai), Maria Lúcia da Silva (mãe), Edileuza (tia), Anizia (avó), Janice (madrinha), Valter Bitencourt Júnior e Joice (prima).

Feliz dia das mães


Eu (Valter Bitencourt Júnior) e mãe (Maria Lúcia da Silva), em Perdão/BA.
Eu (Valter Bitencourt Júnior) e mãe (Maria Lúcia da Silva), na feira de Irará/BA.
%d blogueiros gostam disto: